Mostrando postagens com marcador Água e Saneamento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Água e Saneamento. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 3 de junho de 2013

O mundo está esquecendo o saneamento?

A assistente de pesquisa de Saúde da ONE, Anupama Dathan verifica as últimas descobertas da UNICEF e da Organização Mundial da Saúde.
Água, água por toda parte... mas não o bastante que é limpa, diz um novo relatório da OMS e da UNICEF divulgado esta semana.

Como parte dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, o mundo tem o objetivo de reduzir pela metade, até 2015, a população sem acesso a água potável e ao saneamento básico.

A boa notícia é que atingimos a meta de água potável em 2010. Mas, com menos de mil dias até a data limite, o relatório alerta à comunidade global que não está no caminho certo para atingir a meta de saneamento para mais de meio bilhão de pessoas. Ele projeta que, ao todo, 2,4 bilhões de pessoas – um terço da população do mundo – vai ficar sem acesso ao saneamento básico em 2015.

O que esse número significa? Bem, é mais que o dobro da população da África, quase três vezes maior que a da Europa, e cerca de metade da Ásia. Em suma, são muitas pessoas sem acesso a medidas de saneamento básico, como banheiros e um modo de lavar as mãos com sabão e água limpa.

Quando falamos de saúde, falamos muito sobre a transmissão do HIV e da prevalência da malária, mas é importante ter em mente o papel do saneamento básico. Diarreia, a terceira maior causa de morte de crianças em países em desenvolvimento (responsável por 11% de todas as mortes na infância), é geralmente causada pela falta de saneamento.

Outras grandes doenças entre adultos e crianças, como a cólera, esquistossomose e tracoma, também são comuns graças à falta de saneamento. É por isso que o relatório da OMS e da UNICEF está convidando a comunidade global para se unir e continuar trabalhando para melhorar o saneamento, mesmo após o prazo dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio de 2015 acabar.

Faça mais. Doe sua conta no Twitter e Facebook ao Water.org e deixe-os compartilharem, em suas redes sociais, fatos e estatísticas sobre a crise mundial da água.

Pela Convidada Blogger: Anupama Dathan 
Versão em Português: Mônica Brito

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Por que agora é a hora de investir em Saúde da Criança?

Ricardo Cortés Lastra é membro do Parlamento Europeu e Presidente da Delegação do Grupo Parlamentar Misto UE-México. É membro ativo do Comitê de Desenvolvimento, onde atua como Coordenador do Grupo da Aliança Progressista dos Socialistas & Democratas, também faz parte da Delegação da Assembleia Parlamentar Euro-Latina.

Há duas semanas celebramos a Semana Mundial de Imunização. Que melhor ocasião para lembrar os progressos realizados e também olhar para os desafios de ampliação e melhoria na saúde da criança?

Todos os dias, 19.000 crianças morrem principalmente de doenças evitáveis, embora o mundo tenha feito progressos nos últimos 25 anos. A redução de 40% no número de mortes de crianças de 12 milhões em 1990 para 6,2 milhões em 2011, demonstra nossa capacidade de implementar programas eficazes que têm o poder de salvar milhares de vidas.

Entretanto, a maioria destas 6,2 milhões de mortes infantis poderiam ser evitadas através da disponibilização programa integrado de alto impacto, intervenções de baixo custo, especialmente com foco na saúde materna e infantil durante os primeiros mil dias, desde a concepção até os dois anos.

Este pacote de serviços essenciais inclui intervenções como check-ups no pré e pós-natal, imunizações, promover o aleitamento materno exclusivo por seis meses e a introdução oportuna de alimentos complementares adequados, acesso ao tratamento de doenças comuns da infância e saneamento básico. Se essas intervenções, que se mostraram acessíveis e eficazes na redução da mortalidade infantil fossem implementadas em larga escala, poderiam salvar milhões de vidas.

Investir na saúde infantil, salva não apenas vidas, mas também faz sentido economicamente porque algumas das intervenções mais eficazes são baratas e se implementadas no início da vida, o retorno sobre o investimento é muito alto (o valor será muito pequeno quando comparado com os gastos ao longo da vida da criança). Por exemplo, incentivar o aleitamento materno exclusivo por seis meses, custa pouco, mas pode reduzir a chance de morte por diarreia  e pneumonia em mais da metade. Fornecer suplementos de micronutrientes ou alimentos fortificados para crianças pode reduzir a anemia, o que melhora o desenvolvimento físico e cognitivo delas e permite que atinjam seu pleno potencial. Estima-se que a mortalidade materna e neonatal custe aos países cerca de US$ 15 bilhões em perda de produtividade. Nações com altos níveis de desnutrição perdem 2-3% do seu PIB anualmente.


Sabemos o que funciona, e muitos países conseguiram reduzir a mortalidade materna e infantil, bem como a desnutrição. O Brasil conseguiu reduzir a desnutrição de 36,1% para 7% num período de 20 anos, investindo em um programa integrado (o maior programa de transferência de renda do mundo), que inclui transferência de renda às famílias pobres com filhos, com a condição de que as crianças sejam vacinadas, participem de acompanhamento do crescimento e que enviem seus filhos à escola.

Apesar das evidências de que intervenções são eficazes, muitos países ainda estão lutando. Intervenções que abordam somente um aspecto da saúde não pode efetivamente vencer a mortalidade infantil. Por exemplo, apenas oferecer melhor alimentação não vai melhorar o estado nutricional da criança, se elas constantemente contraem doenças por falta de saneamento básico.

Devemos intensificar nosso apoio às iniciativas globais, como a Aliança GAVI, que têm demonstrado a sua eficácia. A GAVI ajuda a fortalecer os sistemas ambulatoriais de saúde, bem como melhora o acesso às vacinas em países pobres. Em uma abordagem complementar, devemos investir em programas integrados no setor da saúde, especialmente, promovendo cuidados gratuitos nos postos de saúde regionais.

Se integrados, programas coordenados são implementados de forma eficaz, e atingirão a maior parte da população possível, incluindo os mais pobres e mais difíceis de alcançar. Novamente, o Brasil é um bom exemplo, pois conseguiu reduzir o nanismo no segmento mais pobre da sociedade de 59% para 11%. As intervenções devem chegar a toda a população, especialmente os mais pobres e vulneráveis, para efetivamente reduzir a mortalidade infantil e desnutrição.

Esta oportunidade é única para trazer um substancial declínio na mortalidade infantil e melhorar a vida da criança, quebrando assim esses ciclos de várias gerações e ajudando a capacitar todas as pessoas a atingirem seu potencial pleno. Precisamos mostrar que a vontade política é necessária para garantir que toda criança atinja seu quinto aniversário.

Convidado do Blog: Ricardo Cortés Lastra
Versão em Português: Li Lima

terça-feira, 8 de maio de 2012

Crise de habitação do Haiti

Ex estagiária da ONE Veronica Weis atualiza os nossos leitores sobre a crise de habitação no Haiti:
Uma cidade de tendas em Porto Príncipe. Crédito da foto: Logan Abassi/PNUD
Dois anos após o terremoto devastador no Haiti, os cerca de meio milhão de vítimas deslocadas enfrentam um novo desafio. Com a ajuda de uma doação de US$ 20 milhões do governo canadense, o governo haitiano e seus parceiros em campo já começaram o processo extenuante de evacuar aqueles que vivem nos acampamentos temporários espalhados por todo o país.

Às 4.641 famílias que já vivem no Champ de Mars, uma cidade de tendas no centro de Porto Príncipe, serão oferecidos US$ 500 para cada se mudar sob suas próprias condições. Para muitos, isso significa alugar um quarto com todas as comodidades básicas, como um vaso sanitário e água.

Fundos adicionais serão fornecidos para recolocação de artigos para o lar e para aqueles com necessidades especiais, como mães solteiras, idosos e pessoas com deficiências. O projeto ainda apresenta um incentivo $125 para famílias que permanecem em seu espaço inicial alugado após 2 meses.  Os poucos que possuem suas casas no Champ de Mars receberão US$ 1.500 para demolir e reconstruir se a propriedade foi estruturalmente comprometida.

Críticos da mudança citam a falta de espaços para aluguel viáveis em todo o país uma vez que grande parte dos edifícios danificados está marcada para ser demolida ou está em extrema necessidade de reparação. Outras 135.000 famílias que residem em campos semelhantes não serão tão afortunados como os de Champ de Mars. Sob o atual plano, o governo não pode se dar ao luxo de lhes oferecer assistência, então suas comunidades permanecerão nas favelas.

Mas apesar dos obstáculos, este último passo representa progresso para um país que tem demorado a se recuperar. Vilas e favelas – falta água encanada e eletricidade – rapidamente se tornaram um terreno fértil para o crime e as doenças transmissíveis, como foi tragicamente provado pela epidemia de cólera de 2010, que já causou a morte de mais de 6.000 pessoas.  

Fornecer os meios para os Haitianos viverem confortáveis em casas permanentes é o passo certo para criar o tipo de estabilidade que o Haiti precisa para seguir em frente.
Veronica Weis é ex estagiária ONE de novas mídias e atualmente é parceira da Fundação President William J. Clinton para a AIF- American India Foundation.

Por Veronica Weis
Versão em Português: Monica Brito

terça-feira, 20 de março de 2012

Mapa de Ajuda ao Haiti: Visualizando Dois Anos de Resposta Coordenada

A equipe de mapeamento da InterAction reflete a respeito do terremoto no Haiti em seu aniversário de dois anos.

Todos nós vimos as estatísticas: mais de 1,5 milhões de pessoas deslocadas e 230 mil vidas ceifadas. Em 12 de janeiro de 2010, o terremoto do Haiti foi o segundo pior registrado na última década.
Haiti aid map thumbnail
http://www.interaction.org/ 
A falta de infra-estrutura e de liderança governamental e em geral as deficiências nos cuidados com a saúde, educação, habitação e acesso à água e saneamento no Haiti apenas aumentam os impactos devastadores do terremoto. O imenso dano sofrido e o número de vidas perdidas e desenraizadas colocam os holofotes internacionais sobre o Haiti de uma maneira historicamente nova. Com os olhos do mundo repentinamente focados nos países mais pobres do hemisfério ocidental, organizações sem fins lucrativos (ONGs) responderam à crise acentuada com uma pressão maior para provar sua transparência, responsabilidade e coordenação.

Expectativas foram elevadas; ONGs em particular têm sido confrontadas com perguntas intermináveis a respeito de doações levantadas, realizações e progresso. Só os membros da InterAction  levantaram mais de 1,3 bilhões de dólares em financiamento privado desde o terremoto e estão atualmente a implementar mais de 320 projetos em todo Haiti.

Para facilitar a transparência e coordenação a InterAction desenvolveu o Haiti Aid Map, um resumo de quem está fazendo o quê, e onde. Usando o Mapa Ajuda Haiti e suas apresentações, você pode rapidamente estabelecer as atividades que se passam em dada comunidade ou dentro de um setor específico, quais organizações trabalham e quem são os beneficiários.  Projetos de mapeamento no Haiti também permitem que o público entenda melhor como as suas contribuições estão sendo usadas e como elas estão sendo alocadas.

Mas o Mapa Ajuda Haiti é mais do que apenas pontos espalhados por um mapa. Fotos e vídeos nas páginas do projeto mostram como as comunidades estão reconstruindo e como vidas estão avançando. De escolas recém inauguradas à expansão dos serviços de saúde e aumento do acesso à água limpa, visitantes dos mapas podem ver o imenso progresso que foi feito. Além desses sucessos, dois terços dos deslocados deixaram os acampamentos temporários, entulhos continuam a ser removidos e a inesperada epidemia de cólera foi contida.
                        http://www.flickr.com/photos/theonecampaign/6684605971/in/photostream/

Embora ainda haja muito trabalho a ser feito, o progresso no Haiti nos últimos dois anos não poderia ter sido alcançado sem uma resposta coordenada e transparente.

Para aprender mais a respeito do trabalho em curso das ONGs no Haiti, por favor visite Haiti Aid Map.

InterAction é uma aliança de ONGs com sede internacional nos EUA focada nas pessoas mais pobres e vulneráveis do mundo. Mapa Ajuda Haiti é parte da ONG Map Aid, iniciativa de mapeamento online InterAction. Para saber mais ou participar do Mapa Ajuda Haiti, email: mappinginfo@interaction.org
Pelos Parceiros ONE 
Versão em Português: Monica Brito

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Água e Saneamento

O Desafio
 
Água suja e falta de saneamento básico minam os esforços para acabar com a Pobreza Extrema e doenças nos países mais pobres do mundo. 4.100 crianças morrem diariamente de diarréia severa, que é causada por falta de saneamento e higiene. Mulheres e meninas em países em desenvolvimento passam a maior parte do dia coletando água para suas famílias, caminhando 5.6 Km em média para isso. Meninas frequentemente abandonam a escola primária por não ter banheiros separados e fácil acesso a água limpa. 
 
A oportunidade

O acesso a água potável e instalações sanitárias podem transformar a vida de milhões de pessoas nos países mais pobres do mundo. Acesso universal a água e saneamento podem evitar a morte de milhares de crianças e liberar horas diariamente para mulheres e crianças ir trabalhar ou ir a escola. Isto é especialmente verdade para meninas – estudos mostram que 12% das meninas estão mais propensas a ir a escola se o acesso a água estiver disponível à 15 minutos do que a 1 hora de caminhada.

Investir em água e saneamento é também economicamente inteligente. Cada 1 dólar gasto em água e saneamento gera o equivalente a 8 dólares em tempo economizado, aumenta a produtividade e reduz os custos com Saúde. O cumprimento das metas de Água e Saneamento previstos no “Objetivo de Desenvolvimento do Milênio” (link em Inglês: Millennium Development Goals ) pode economizar 22 bilhões de dólares por ano nos países da África Subsaariana.


Versão em Português: Li Lima