Mostrando postagens com marcador Dívida Externa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dívida Externa. Mostrar todas as postagens

domingo, 25 de março de 2012

A melhor maneira de dizimar a pobreza é através da Agricultura



Ontem eu fui a um evento lotado nas Casas do Parlamento do Reino Unido para ouvir a Sua Excelência John Kufuor, Ex-Presidente do Gana e 2011 laureado pelo World Food Prize (Prêmio Mundial da Alimentação), falar sobre o progresso que seu país fez sobre a pobreza extrema e a fome.

Sua Excelência John Kufuor ganhou o World Food Prize em 2011 por sua liderança nacional e internacional em promover o valor da agricultura na redução da pobreza. Gana é hoje reconhecido como o primeiro país em desenvolvimento a alcançar o Primeiro Objetivo de Desenvolvimento do Milênio: reduzir pela metade a extrema fome e a miséria.

Sua Excelência explicou à multidão como esse notável progresso não foi um acidente. Ele reconheceu o papel do cancelamento da dívida de Gana, priorizando a agricultura, a criação de planos de ação claros e abrangentes e o recebimento de apoio dos doadores da US Millennium Challenge Corporation (Corporação do Desafio do Milênio dos EUA) em permitir que o Gana alcançasse este objetivo. No entanto, foram as reformas econômicas, um programa nacional de nutrição escolar reforçada e um investimento público aumentado substancialmente na agricultura, que aconteceu sob sua gestão que resultaram num maior benefício. Foi este investimento público na agricultura o fator mais importante por trás da redução pela metade da fome e da pobreza e o aumento do produto interno bruto nacional de Gana, que quadruplicou a partir de £ 2,6 bilhões em 2000 para £ 11 bilhões (aproximadamente R$ 7 bilhões e 29,8 bilhões).

No entanto, o ex-presidente fez questão de frisar para a multidão que o investimento sozinho não provocou essa mudança, mas o plano de agricultura abrangente de Gana. Sua Excelência disse à multidão que proporcionar educação e ferramentas agrícolas aos agricultores não é suficiente sem acesso aos mercados, e que diversificação não pode ser possível sem o acesso ao crédito e micro-financiamentos. O plano de Gana considerou todas essas coisas de uma forma holística, mas garantiu que a agricultura era a prioridade.

Esta priorização da agricultura é crucial. Dois terços da África, e em particular os mais pobres africanos, dependem da agricultura para sua subsistência e, portanto, Sua Excelência disse: "A melhor maneira de dizimar a pobreza é através da agricultura".

A liderança de Sua Excelência John Kufuor ajudou a tirar milhões da pobreza e da fome, mas  o ex-presidente observou também que a liderança é necessária em todos os níveis para combater a fome e a pobreza em todo o mundo. É por isso que solicitamos ao G8 e o G20 para manter seus compromissos com o desenvolvimento agrícola e alinhar seus investimentos com os planos dos países africanos. Juntos, ao cumprir esses compromissos e construir o conhecimento local, podemos garantir que a agricultura continue a ser uma prioridade global e assim ajudar a tirar milhões de pessoas da fome e da pobreza.
Por Tom Wallace 
Versão em Português: Aline Dias

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Cancelamento de Dívida Externa

O Desafio
Países em desenvolvimento passaram anos pagando bilhões de dólares em empréstimos, muitos dos quais foram acumulados sob regimes corruptos durante a Guerra Fria e tiveram juros cobrados.  Estas dívidas minaram a habilidade de muitos países em investir em seu povo e ter progresso na luta contra a pobreza, muitos deles acabaram gastando mais a cada ano pagando dívidas antigas do que gastaram em Saúde e Educação combinados. Países ricos e instituições financeiras agiram para perdoar as dívidas externas em muitas das nações mais pobres, mas há ainda muito a fazer para assegurar que esses benefícios sejam completamente implementados, que outros países pobres sejam qualificados e que os  já beneficiados não corram o risco de novas crises com dívidas.

A Oportunidade

Desde 1996, países ricos deram passos para perdoar os débitos dos países mais pobres. No total, quase 110 bilhões de dólares em dívidas foram cancelados, dos quais 93 bilhões na África Subsaariana. Estes cancelamentos ajudaram a liberar escassos recursos para governos pobres investirem em seu povo. Muitos governos Africanos usaram suas economias para eliminar custos da escola primária, que ajudaram a abrir portas das escolas para milhões das crianças mais pobres. Outros países investiram suas economias na melhoria dos serviços de saúde. Moçambique por exemplo, utilizou suas economias para vacinar crianças contra tétano, coqueluche e difteria, enquanto Camarões utilizou para lançar um plano nacional de educação no combate a AIDS/HIV, teste e prevenção.
Para replicar esses sucessos e protegê-los , países ricos precisam cumprir totalmente seus compromissos financeiros, cancelar dívidas, estender esse benefício a outros que precisam e tomar medidas imediatas para evitar que essas nações acumulem novos débitos.

Versão em português: LiLima