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terça-feira, 1 de abril de 2014

Agricultura


Assine a petição agora

Prezados líderes Africanos,

Podemos criar milhões de empregos, alimentar a África e criar um futuro melhor se vocês mantiverem suas promessas de investir em agricultura e apoiar os pequenos agricultores, especialmente mulheres.
Assine a petição e baixe GRATUITAMENTE a música Cocoa Na Chocolate featuring D’Banj e alguns dos maiores artistas africanos.
Versão em Português: Li Lima

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Finalista do Prêmio ONE África 2012: Eliminando as barreiras da educação para as meninas

Um dos finalistas ao Prêmio ONE África 2012 é uma inspiradora organização de Uganda chamada  SOVHEN -Apoio a  Órfãos e Vulneráveis para melhor saúde, educação e nutrição –em tradução livre.

Sendo um órfão criado por seus avós na área rural de Uganda, Richard Bbaale viu a filha deles como uma irmã mais velha enquanto crescia. Quando ela estava na adolescência, ele percebeu que pelo menos uma vez ao mês ela não ia à escola, às vezes faltava por uma semana. Mais tarde ele ainda notou que sua irmã costumava utilizar barro e folhas para controlar o sangramento, uma vez que seus avós não podiam pagar pelos caros absorventes que a teriam ajudado a frequentar as aulas, impediria infecções e evitaria constrangimentos. Anos depois, o sentimento de impotência e culpa por sua irmã ter perdido a chance de estudar assombrava Richard.

No início de 2000 na Universidade Martyrs em Nkozi, Richard é um estudante e inicia um clube com seus amigos que se concentra no apoio a órfãos e outros grupos vulneráveis ​​nas comunidades rurais com tutoria, encorajamento, atividades extracurriculares e muito mais. Os universitários se revezam para fazer voluntariado e ir às comunidades nos quatro distritos em que se concentram. Algumas vezes eles arrecadam dinheiro para comprar alimentos, material escolar e promovem partidas de futebol para que as crianças tenham uma distração. Os voluntários cada vez mais percebem que as meninas quando chegam a adolescência, passam a faltar na escola cada vez mais, até pararem de frequentar as aulas definitivamente. Enquanto Richard avança em seus estudos de ciência e engenharia, o pensamento em sua irmã ainda o incomodava. Um dia ao visitar uma aldeia,  ele percebeu os caules descartados do tronco de bananeiras após suas bananas serem colhidas. Esses caules enchiam as estradas e caminhos destas áreas rurais. Certamente deveria haver um uso para eles.

E com esse pensamento, Richard e seu grupo de amigos, que formalmente fora registrado como SOVHEN, concentraram-se em encontrar uma solução para estas garotas. Eles logo focaram no desenvolvimento de um absorvente higiênico que fosse acessível e criado a partir de materiais sustentáveis ​​e biodegradáveis. O caule da bananeira descartado, quando pressionado e processado, forneceu uma fibra absorvente que,  protegida em papel especial e com formato anatômico, poderia ser a solução para ajudar a manter as meninas nas escolas. Enquanto eles refinavam a ideia e testavam protótipos, a SOVHEN começou a propor parcerias que poderiam apoiar a implementação. Atualmente, após quatro anos de fabricação dos absorventes em instalações rurais da SOVHEN, a organização desenvolveu uma rede de distribuição que emprega equipes de mulheres para vender os absorventes, que são facilmente distribuídos nos quatro distritos rurais de Uganda onde a SOVHEN opera, através de uma rede estreita de trabalhadoras que ganham dinheiro com as vendas. SOVHEN também criou empregos nesses distritos rurais, localizando o processamento e manufatura do caule da bananeira em instalações próximas, para que mulheres e homens locais recebam salários por seu trabalho. Os indivíduos que fabricam, distribuem e vendem os Bana-pads passam por treinamento intensivo de desenvolvimento de negócios. Os Bana-pads não são a única fonte de renda para essas pessoas, mas participando com a SOVHEN, elas adquirem habilidades importantes que podem levar para seus próprios empreendimentos.
                                                              Mais imagens no Flickr.

Além do trabalho em torno do desenvolvimento e fabricação do absorvente, SOVHEN ainda está ativa em suas comunidades, oferecendo serviços adicionais aos órfãos e vulneráveis. Com sua presença nas escolas dessas comunidades, a SOVHEN aumenta a consciência dos desafios específicos que as meninas enfrentam no seu desenvolvimento educacional. SOVHEN, trabalhando com outros grupos da comunidade, tem sido responsável por mudar as atitudes que cercam as meninas quando entram na adolescência, a reduzir o estigma do ciclo menstrual. SOVHEN também trabalha lado a lado com o governo de Uganda para garantir que suas políticas nacionais de igualdade de gênero e de combate ao desemprego de jovens sejam totalmente implementadas. De fato, representantes do Ministério de Gênero, Trabalho e Desenvolvimento Social só tinham elogios para os esforços da SOVHEN em manter as meninas na escola e ao mesmo tempo a criação de emprego com soluções inovadoras e sustentáveis.

A SOVHEN impacta diretamente nos seguintes Objetivos de Desenvolvimento do Milênio: cria emprego e renda (1-Erradicar a fome e pobreza extrema), mantém as meninas na escola (2-Universalizar o acesso a educação básica)  e promover a igualdade de gênero e valorização da mulher (3). Estamos orgulhosos de reconhecer SOVHEN por seu trabalho e espero que você goste de conhecer sua história!

Por: Nealon DeVore
Versão em Português: Li Lima

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

As vozes que eu quero ouvir

Eu comecei este ano viajando pela África com Bono visitando lugares não visitados há uma década. Um deles era no norte de Gana. Gana é muitas vezes visto como uma história de desenvolvimento de sucesso. Ele tem uma democracia estável, rápido crescimento da economia e já atingiu o Objetivo de Desenvolvimento do Milênio de reduzir pela metade a pobreza extrema. Há rumores sobre o local – eles estão na estrada de saída da ajuda. Mas este sucesso não chegou a todos e o norte de Gana, em particular, se sente deixado de fora do progresso em todo o país, tal como aconteceu há uma década.

Nesta visita ao norte fizemos uma parceria com Jeffrey Sachs e visitamos o Distrito Kpasenkpe, onde conhecemos Fatahiya Yakubu, uma enfermeira de 24 anos, trabalhando duro para ajudar a comunidade. Ela é uma de apenas duas enfermeiras que servem 30.000 pessoas em seu consultório. Ela claramente poderia fazer com alguma ajuda, como poderia a toda comunidade.

É por isso que eu estou animado, pois o Departamento do Reino Unido para o Desenvolvimento Internacional já começou a trabalhar, a partir desta semana, em Kpasenkpe, através do método Aldeias do Milênio e com a Autoridade Regional de Desenvolvimento Acelerado Savvanah. O projeto  Aldeias do Milênio é uma experiência importante. Acompanhar uma aldeia e distrito em um período e trabalhar em todos os setores – investir na educação, agricultura, saúde, governança – ao mesmo tempo.

A abordagem não tem sido imune às críticas e muitas lições têm sido aprendidas ao longo do curso dos projetos Vilas do Milênio em outras partes da África.

Com base neste trabalho, é também crucial que este último programa para Kpasenkpe seja, de forma independente, rigorosamente fiscalizado através de controle aleatório, de dados disponíveis publicamente e os resultados publicados para que os contribuintes britânicos possam ver como seu dinheiro está sendo investido e quais resultados estão sendo ou não alcançados.

Ajuda por si só não é a resposta para o desenvolvimento – as políticas que promovem a transparência, a boa governança, o comércio, o investimento e o crescimento inclusivo são igualmente importantes – às vezes até mais. Mas a ajuda inteligente, estrategicamente utilizada, pode salvar vidas em curto prazo e ajudar a catalisar as comunidades e economias nacionais para prosperar em médio e longo prazo.

O tipo de monitoramento independente deste projeto Aldeias do Milênio será examinado para que se torne uma prática mais generalizada frente ao setor de desenvolvimento. No geral, a comunidade de desenvolvimento precisa se tornar mais parecida com o setor empresarial na forma de experimentar, enfrentar tanto o sucesso e o fracasso bravamente, correr riscos, ser empreendedora, aprender lições e se adaptar. Ajuda inteligente, do tipo que nós defendemos para a ONE, é um investimento que mede resultados, que se mantém responsável pela entrega, que oferece a melhor avaliação independente do que funcione e, mais importante, honra as lutas reais destes cidadãos, por se abrirem a respeito do que não funciona.

Como parte de nosso próprio compromisso, nós iremos acompanhar o andamento de Kpasenkpe e Fatahiye e outras comunidades e indivíduos em todo o continente. Queremos saber o que as heroínas como Fatahiya fazem a seguir e como elas irão aproveitar e obter as oportunidades que devem surgir como resultado, principalmente, de seus próprios esforços – apoiados por britânicos, de outros programas de ajuda às nações e outras políticas que abrangem assuntos como comércio e transparência. E queremos ouvir as suas preocupações e críticas ao projeto também. Nós publicaremos suas histórias neste blog.

Queremos dar a essas vozes vitais uma plataforma para que possamos levar suas opiniões diretamente aos líderes, como a reunião do G8, ou as Cimeiras Anuais da União Africana, e dar às pessoas mais pobres a oportunidade de dizerem aos líderes o que deveriam estar fazendo para ajudar a acabar com a pobreza extrema e a fome.

Estas são as vozes que eu quero ouvir. Espero que você também. Portanto, fique atento ao blog ONE para mais.

Por Jamie Drummond
Versão em Português: Mônica Brito

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Expandindo o acesso à energia para combater a pobreza extrema

No segundo de dois vídeos (em inglês), Richenda discute o que Setor Privado, Governos e Sociedade Civil podem fazer em 2012 para vencer  a deficiência energética.
Você pode descobrir mais sobre deficiência energética e o Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos no link: http://onebrazil.blogspot.com.br/2012/03/2012-e-o-ano-internacional-da-energia.html e sobre os Vencedores do Prêmio Ashden no www.ashden.org (em inglês).

Por Tom Wallace
Versão em Português: Li Lima

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Por que energia é importante para o Desenvolvimento


A recente Conferência da Ashden 2012 para Soluções Sustentáveis para uma Vida Melhor teve o foco em soluções de energia e foi presidida pela Diretora Executiva de Energia e Clima das Nações Unidas Richenda Van Leeuwen, que é especialista internacional em energia com mais de 20 anos de experiência e tem um foco especial no acesso à energia para melhorar a vida em comunidades  pobres. Sentei-me com ela para falar sobre a importância do acesso à energia e sobre o Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos (link em inglês SE4ALL).

No primeiro de dois vídeos (em inglês) Richenda e eu discutimos a importância do acesso à energia e por que é necessário enfrentar o desafio agora, no Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos.
No próximo vídeo Richenda discutirá como o setor privado, governos e sociedade civil podem ajudar a combater a deficiência energética.

Por Tom Wallace
Versão em Português: Li Lima

terça-feira, 10 de julho de 2012

Pontos positivos da Rio +20 - reconhecendo o acesso à energia como crucial para o desenvolvimento


Infelizmente a liderança internacional nega o fracasso na Convenção das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, também conhecida como Rio +20. Num mundo de crescente desigualdade e pressão insustentável sobre os recursos naturais do nosso planeta - ambos estão a enfraquecer o crescimento econômico e a redução da pobreza- líderes governamentais e organizações da sociedade civil igualmente afirmam que os resultados da Rio+20 carecem de uma visão forte.

No entanto, quando os líderes se reúnem para aprovar o texto final, devemos reconhecer que nem tudo foi um fracasso. Devemos ter a certeza de tomar os aspectos positivos da Rio +20 e edificar a partir deles. Por exemplo: é uma grande notícia que a comunidade internacional reconhecerá e apoiará o direito de todos à água potável e instalações sanitárias. Os líderes também se comprometem a proteger, restaurar a saúde, produtividade e recuperar oceanos e os ecossistemas marinhos para as gerações presentes e futuras.

Em matéria de energia - enfoque especial para ONE - os governos reconhecem a importância central do acesso à energia para o desenvolvimento; observando que o acesso a esses serviços são essenciais para a inclusão social e igualdade de gênero. Este reconhecimento é um passo a frente, pois a questão do acesso à energia foi negligenciado por muito tempo pela comunidade internacional.

Este reconhecimento também é amparado pelo anúncio feito pelo Secretário Geral da ONU, Ban Ki-Moon, que mais de cem compromissos e ações já foram mobilizados em apoio  a Iniciativa da Energia Sustentável para Todos (Link em inglês: Sustainable Energy for All - SE4ALL). Os compromissos assumidos pelas empresas do setor privado, organizações da sociedade civil e os governos procuram alcançar o acesso universal  a energia até 2030, bem como duplicar as quotas das energias renováveis e a taxa de melhoria da eficiência energética.

Os compromissos assumidos neste anúncio incluem mais de 23 feitos pelas nações africanas. Outros compromissos importantes incluem: o Banco Africano de Desenvolvimento investirá 20 bilhões de dólares em energia até 2030, empresas e investidores prometem mais de 50 bilhões de dólares para as metas da SE4ALL, o Brasil investirá mais 235 bilhões de dólares em dez anos em energias renováveis​​, a União Europeia proverá acesso a serviços de energia sustentáveis ​​para 500 milhões de pessoas até 2030 e a d.Light Design compromete-se a fornecer lâmpadas solares para 30 milhões de pessoas em mais de 40 países até 2015.

O diretor de Política Global da ONE, Ben Leo, saudou os compromissos e o anúncio. Ele disse:
"A falta de acesso a energia limpa, confiável e acessível prende milhões na pobreza e limita o crescimento e desenvolvimento. Apesar de termos as soluções que podem aumentar o acesso à energia, até agora, a liderança política sobre esta questão tem falhado. O anúncio feito pelo Secretário-Geral é, portanto, muito bem-vindo, especialmente por que os compromissos assumidos até a data no campo de atuação da SE4ALL devem beneficiar mais de 1 bilhão de pessoas. "

Claro que isto é apenas o primeiro passo. É essencial que os compromissos assumidos no Rio sejam transformados em ações concretas que alcancem os cidadãos africanos e do mundo .... Isto não será fácil.
Governos devem ser responsabilizados e trabalhar junto aos doadores, empresas e sociedade civil. Isto será de grande importância para garantir o acesso universal a energia limpa e confiável. Nenhum grupo será capaz de conseguir isto sozinho, é apenas através de ação colaborativa e inclusiva que veremos o fim de uma época em que 7 a cada 10 cidadãos da África subsaariana vivem sem eletricidade. A ONE trabalhará duro para garantir isto.

Por Tom Wallace
Versão em Português: Li Lima

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Rio+20: Como fornecer eletricidade para mais 1,3 bilhão de pessoas ?


Dia 18, na Conferência Rio+20 das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, foi lançado o Relatório da Rede Profissional de Acesso a Energia (link em inglês Energy Access Practitioner Network) para atingir o acesso Universal a Energia em 2030 - um conjunto de recomendações baseadas na experiência internacional no setor para fornecer eletricidade para 1,3 bilhão de pessoas que ainda não a têm.

A ONE acolhe com grande satisfação o relatório que informará governos, investidores, setor privado, organizações da sociedade civil, empresas sociais e as Nações Unidas sobre as mudanças políticas e modelos de negócios inovadores que são necessários para impulsionar o setor e levar energia sustentável para as comunidades mais pobres.

O relatório demorou quase dois anos para ser concluído e envolveu mais de 500 especialistas internacionais, representando uma gama de disciplinas e organizações que, coletivamente, prestam serviços de energia para mais de 11 milhões de famílias anualmente. Focado principalmente em soluções locais e inovadoras e não na extensão da rede elétrica tradicional, o relatório se concentra em fornecer eletricidade aos cidadãos mais isolados e negligenciados do mundo.

Será crucial que ao longo dos próximos anos, governos, setor privado e ONGs assumam as recomendações do relatório e as transformem em compromissos e ações para ajudar a fornecer o acesso a eletricidade para as pessoas mais pobres.

"Essas recomendações aproveitam a experiência prática combinada de pessoas que trabalham nas linhas de frente do fornecimento de serviços de energia em cerca de 125 países ao redor do mundo", disse a coordenadora da Practitioner Network, Richenda Van Leeuwen. "O Relatório destaca desafios e oportunidades, uma variedade de financiamentos, políticas e recomendações técnicas que ajudarão as comunidades e clientes que eles servem a levar os  benefícios do desenvolvimento que os modernos serviços de energia podem proporcionar  para a Saúde, geração de renda, Agricultura, Educação, igualdade de gênero e Proteção Ambiental.”

Quando os líderes mundiais reunirem-se nesta quinta-feira no Rio para um evento de alto nível sobre Energia Sustentável para Todos (link em inglês  Sustainable Energy for All), a ONE lhes  pedirá que assumam as recomendações do relatório e assegurem que medidas sejam tomadas para garantir a universalização do acesso à energia elétrica.

Por Tom Wallace
Versão em Português: Li Lima

segunda-feira, 12 de março de 2012

2012 é o "Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos"

Hoje na Cúpula Mundial de Energia em Abi Dhabi a ONU oficialmente declarou 2012 o “Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos”. Esta declaração marca o crescente reconhecimento e apoio para combater a pobreza energética.


No discurso de abertura da Cúpula, o secretário-geral da ONU Ban-Ki-Moon oficialmente anunciou 2012 como o “Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos” para 157 nações e 57 organizações internacionais presentes. Além disso, o Secretário Geral também lançou a sua iniciativa com o mesmo nome. A Iniciativa Energia Sustentável para Todos exigirá dos compromissos nacionais e do setor privado e atrairá a atenção mundial para a importância da energia para o desenvolvimento e a diminuição da pobreza. Existem três objetivos específicos da iniciativa para atender até 2030:
  • Garantir o acesso universal a serviços energéticos modernos;
  • Dobrar a taxa de melhoria da eficiência energética;
  • A duplicação da cota das energias renováveis no pacote energético global
Abordar a pobreza energética é uma grande prioridade para a África. A maioria das pessoas na África depende de lenha para cozinhar, o que muitas vezes é de uma fonte insustentável e a maior causa de doença respiratória. O chocante de 500 milhões de pessoas na África Subsariana ainda não tem acesso a um fornecimento de eletricidade – isso significa que eles não têm luz à noite, acesso limitado às comunicações modernas, serviços de educação e saúde inadequados, e sem energia confiável suficiente para ampliar seus negócios. Na verdade quase 70% das empresas africanas pesquisadas citam as fontes de energia caras e pouco confiáveis como um dos principais entraves para o crescimento econômico e a criação de emprego.

Lidar com a pobreza de energia na África é fundamental para a sua redução, a criação de emprego e o crescimento econômico sustentável. Empresas africanas e os governos sabem disso, e claramente comunicam a necessidade de um esforço coordenado para enfrentar a pobreza energética no continente. Em 2012 existe uma necessidade imediata para impulsionar esta agenda a frente e combater a pobreza energética no continente.

Ao fazer isso o continente não deve ignorar seu enorme potencial para o crescimento de energias renováveis: apenas 0,6% de sua energia geotérmica tem sido explorada, menos de 2% de sua energia eólica tem sido explorada e apenas 7% do potencial hidrelétrico tem sido explorado.  A África é rica em fontes de energia sustentável. Como tal tem o potencial de liderar o mundo em uma nova forma de crescimento econômico sustentável. No Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos os líderes devem olhar como podem trabalhar com a África para alcançar esta visão e, ao fazê-lo, erguer o povo africano da pobreza energética.

“Este é o momento certo para a iniciativa”, disse o Secretário Geral das Nações Unidas aos líderes em seu discurso de abertura na Cúpula Mundial de Energia.

“Em todo o mundo vemos a criação momentânea para a ação concreta, que reduza a pobreza energética, catalise o crescimento econômico sustentável e atenue o risco de mudança climática. Alcançar a energia sustentável para todos é viável e necessário, e minha iniciativa vai nos ajudar a cumprir estes objetivos simultaneamente. Pode ser uma vitória tripla para todos.”
Por Tom Wallace 
Versão em Português: Monica Brito

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Cancelamento de Dívida Externa

O Desafio
Países em desenvolvimento passaram anos pagando bilhões de dólares em empréstimos, muitos dos quais foram acumulados sob regimes corruptos durante a Guerra Fria e tiveram juros cobrados.  Estas dívidas minaram a habilidade de muitos países em investir em seu povo e ter progresso na luta contra a pobreza, muitos deles acabaram gastando mais a cada ano pagando dívidas antigas do que gastaram em Saúde e Educação combinados. Países ricos e instituições financeiras agiram para perdoar as dívidas externas em muitas das nações mais pobres, mas há ainda muito a fazer para assegurar que esses benefícios sejam completamente implementados, que outros países pobres sejam qualificados e que os  já beneficiados não corram o risco de novas crises com dívidas.

A Oportunidade

Desde 1996, países ricos deram passos para perdoar os débitos dos países mais pobres. No total, quase 110 bilhões de dólares em dívidas foram cancelados, dos quais 93 bilhões na África Subsaariana. Estes cancelamentos ajudaram a liberar escassos recursos para governos pobres investirem em seu povo. Muitos governos Africanos usaram suas economias para eliminar custos da escola primária, que ajudaram a abrir portas das escolas para milhões das crianças mais pobres. Outros países investiram suas economias na melhoria dos serviços de saúde. Moçambique por exemplo, utilizou suas economias para vacinar crianças contra tétano, coqueluche e difteria, enquanto Camarões utilizou para lançar um plano nacional de educação no combate a AIDS/HIV, teste e prevenção.
Para replicar esses sucessos e protegê-los , países ricos precisam cumprir totalmente seus compromissos financeiros, cancelar dívidas, estender esse benefício a outros que precisam e tomar medidas imediatas para evitar que essas nações acumulem novos débitos.

Versão em português: LiLima

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

África fala com uma só voz em Durban

Quinta-feira, 08 de dezembro foi o dia das negociações da África sobre o clima na COP17 em Durban. Este evento de alto nível foi o ponto decisivo das conferências diárias  para o desenvolvimento e crescimento sustentável da África. Líderes reuniram-se para mostrar ao mundo a oportunidade que existe para desenvolvimento de energia na África.
O continente tinha 6 das 10 economias que mais rapidamente cresciam no mundo nos anos 2000. Tem um dos maiores potenciais para produção de energia renovável e uma enorme reserva de recursos naturais não explorados. Líderes falaram de seus desejos de concretizar estas oportunidades energéticas tanto para crescimento econômico quanto para a redução sustentável da pobreza.
Entre os participantes: Presidente da África do Sul Jacob Zuma, Primeiro-Ministro da Etiópia Meles Zenawi, Presidente do Congo Denis Nguesso, Presidente da Comissão da União Africana Dr. Jean Ping, Presidente do Banco de Desenvolvimento da África Dr. Donald Kaberuka – muitos outros ministros Africanos e observadores internacionais, incluindo a ONE.
No sentido de concretizar o potencial o continente precisa de um plano para mobilizar investimentos no setor energético e trabalhar em conjunto. O dia Africano na COP mostrou que eles estão se movimentando fortemente nesta direção com planos nacionais, melhorias nos níveis de cooperação e implementação de políticas para dar confiança aos investidores e doadores. 
Como Lord Nicholas Stern disse: “As pessoas estão começando a perceber o potencial da África. O recente artigo no Economist  (link em inglês) comprova isto.” O Dia da África foi contudo, mais que mostrar seu potencial. Foi também sobre a definição de sua própria visão para um tipo de crescimento que irá ignorar os atuais métodos industriais poluentes das nações desenvolvidas, ao invés disso, usar novas tecnologias para impulsionar a redução da pobreza e fortalecer a economia.
O mais encorajador foi o nível de harmonia entre os diversos líderes e o público de que a África pode ser o continente que faz as coisas de modo diferente. A promessa de trabalhar em conjunto num plano que proporciona crescimento sustentável para todos poderia de fato virar o jogo. O Economist está certo- A África está realmente crescendo.


Por Tom Wallace
Versão em Português: Li Lima

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Uma história diferente para contar

Para aqueles de nós que cresceram na década de 1980, a palavra "fome" é quase sinônimo de Etiópia. Em 1984 e 1985, imagens de centros de alimentação lotados e bebês emaciados, da província de Tigray na Etiópia, foram marcadas na memória do público.

Link para o vídeo: (Em inglês) http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=Iri9Y4A5YfI

Muitas dessas imagens foram obras de Mohammed Amin, o lendário fotojornalista queniano que foi um dos primeiros estrangeiros a viajar para Tigray em 1984. As fotos de Amin ultrajaram do mundo. O que se seguiu foi o Live Aid, Band Aid, e uma resposta internacional que por fim salvou milhões de vidas.

Salim Amin se encontra com uma família em Tigray. Foto @Chip Ducan


Algumas semanas atrás, eu voltei para Tigray com o filho de Mohammed Amin, Salim. Graças a mais de duas décadas de investimentos em agricultura, a Tigray que vemos hoje é uma que o pai de Salim mal reconheceria. Quase 20 por cento da terra na região é agora irrigada (comparado aos 6 por cento em nível nacional), ou seja, muitos agricultores não estão mais à mercê das chuvas erráticas. E 1,4 milhões de famílias estão participando do Productive Safety Net Program (Programa de Rede de Segurança Produtiva), que dá transferências de alimentos ou dinheiro para famílias vulneráveis em troca de trabalho em projetos comunitários. E mais, nova tecnologia e apoio aos agricultores que cultivam tef (um tipo nutritivo de grãos), a colheita de mel e criação de gado estão ajudando as pessoas a aumentar os seus rendimentos para um dia se graduarem da rede de segurança.

Durante a visita conversamos com dezenas de pessoas que estão se beneficiando com esses programas. Pessoas como Berimu Gebre-Micheal, que pode cultivar vegetais, agora que seus campos são irrigados, proporcionando renda adicional e de alimentos mais nutritivos para seus dois filhos. E há Kelelom, uma fazendeira de tef que perdeu seu pai em 1984. Ela aumentou seus rendimentos graças a melhores sementes, métodos de plantio e melhor acesso aos mercados.

Hoje, as histórias de Berimu e Kelelom são tão críticas como as fotos de Mohammed Amin eram em 1984. Porque 27 anos depois do mundo dizer nunca mais outra vez, outra fome está devastando a Somália. Especialistas alertam que esta poderia matar 750 mil pessoas nos próximos meses. A campanha da ONE, Hungry No More (Fome nunca mais), está chamando os líderes mundiais para pôr fim à fome para sempre, investindo na solução de longo prazo: a agricultura Africana.

Tigray é um modelo para o que acontece quando os governos investem em soluções de longo prazo à seca e insegurança alimentar. Você pode conferir o vídeo de Salim no player acima e assine nossa petição aqui.

Por Nora Coghlan
Versão em Português: Aline Dias