Mostrando postagens com marcador Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 17 de julho de 2015

APOIE MENINAS E MULHERES EM TODOS OS LUGARES


A pobreza é sexista, e não vamos vencê-la a menos que os líderes mundiais ajam agora para ajudar que garotas e mulheres atinjam seu pleno potencial. Não importa como você analise a questão - socialmente, economicamente, legalmente - meninas e mulheres nos países mais pobres têm um tratamento injusto.

É hora de agir.
Pela garota a quem foi negada educação ou foi forçada a casar-se.
Pela mãe que corre o risco de morrer ao dar à luz.
Pela agricultora impossibilitada de ser dona da terra em que trabalha.

Em todo o mundo, meninas e mulheres estão mostrando sua força e reagindo. Elas têm conseguido coisas extraordinárias, apesar das barreiras que enfrentam. Mas sua voz pode ajudar a transformar vitórias pessoais em globais.


Prezados Líderes Mundiais,

Este ano podemos nos comprometer em acabar com a pobreza extrema - mas somente alcançaremos isso se liberarmos o pleno potencial de milhões de meninas e mulheres.

Estou contando com Você para tomar atitudes que levem à real mudança - priorizando os países e pessoas que mais precisam.


Via:ONE
Versão em Português: Li Lima

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Acabar com a pobreza extrema está em nossas mãos


Em todo o mundo 1,2 bilhões de pessoas vivem com menos de 1 euro por dia (por volta de 3 reais) e aproximadamente uma em cada oito vai para a cama com fome todas as noites. 

Mas, há esperança à vista - nos últimos 20 anos, a pobreza extrema caiu pela metade, e milhões de vidas são salvas em todo o mundo graças às vacinas e cuidados com saúde. 

Se esta tendência continuar, poderemos ver o fim da extrema pobreza até 2030; mas precisamos da sua ajuda para que isso aconteça. 

Estamos pedindo à União Europeia para honrar suas promessas em fornecer ajuda para os mais países mais pobres, e para tornar governos e empresas transparentes e responsáveis​​, o que possibilitará aos cidadãos africanos a seguirem o dinheiro e garantir que os recursos sejam usados ​​para salvar vidas. 

A Europa é o maior doador no mundo - e a forma como esta assistência é gasta, é vital. 

Com a aproximação das eleições em maio, os candidatos precisam saber que a pobreza extrema é uma questão com a qual os eleitores se preocupam, e querem vê-los agir.

ASSINE A PETIÇÃO AQUI:

Prezados candidatos, 
Acabar com a extrema pobreza está em nossas mãos. Juntos, podemos praticamente eliminá-la até 2030. Por favor, ajude a tornar isso realidade através de apoio aos países mais pobres e fazendo governos e empresas transparentes e responsáveis​​.

E junte-se a nós!

Via:ONE
Versão em Português: Li Lima

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Grande redução na AIDS, mas não há fundos suficientes para atingir metas de 2015


O tratamento PMTCT (prevenção da transmissão de HIV da mãe para a criança) ajuda a impedir a propagação da AIDS, garantindo que as mulheres HIV positivas não transmitam o vírus a seus filhos. Crédito da foto: Morgana Wingard .
Todos os anos, a UNAIDS (uma parceria da ONU para a prevenção da AIDS) lança uma atualização abrangente sobre a epidemia de AIDS. E a cada ano, militantes pela saúde global em todo o mundo saudam o progresso mencionado no relatório. A UNAIDS lançou o relatório deste ano e, previsivelmente, houve muita comemoração: o número de crianças nascidas com HIV foi cortado pela metade desde 2001! Quase 10 milhões de pessoas estão recebendo tratamento que salvam vidas da AIDS!

Estas comemorações estão garantidas, porque estas são grandes realizações. Cerca de 5,2 milhões de mortes foram evitadas entre 1996 e 2012 graças ao tratamento da AIDS. São muitas pessoas que ainda estão conosco hoje, que ainda são capazes de continuar a viver suas vidas com suas famílias. Menos duzentos mil adultos estavam infectados com o HIV em 2012, e houve também muito menos mortes devido à AIDS em 2012 do que em 2011. Este tipo de progresso certamente deve ser reconhecido e aplaudido.

Mas, infelizmente, esse progresso vem com um asterisco. Como o relatório indica adiante, o progresso tem sido feito, mas isso não está acontecendo rápido o suficiente. Nós ainda não estamos no caminho para atingir a meta de reduzir infecções pediátricas para 40.000 em 2015. Nem nós - a este ritmo - chegaremos a 15 milhões de pessoas em tratamento até 2015. Embora haja muitas razões para isso, o que se destaca é a seguinte:a escassez de fundos. Isso não é nenhuma surpresa para ninguém.

Para atingir os objetivos de vidas salvas e infecções evitadas, os programas de HIV irão precisar de $ 22 a $ 24 bilhões de dólares por ano até 2015. Em 2012, cerca de 18,9 bilhões de dólares estavam disponíveis para programas de tratamento do HIV em países de baixa e média renda - mais do que os $ 17.1 bilhões de dólares disponíveis em 2011, mas não no caminho para atingir os $ 22 a $ 24 bilhões necessários até 2015.

Muito deste espaço de fundos previstos e necessários é devido à ajuda internacional contra o HIV permaner essencialmente plana em termos reais entre 2011 e 2012 - apesar de um aumento nominal. Aproximadamente $ 8,9 bilhões de dólares dos $ 18,9 bilhões do ano passado vieram de investimentos internacionais - que é apenas um aumento de 8 por cento comparado a 2011. Um relatório de acompanhamento da Kaiser Family Foundation informou que 64 por cento dos fundos do governo internacional vieram dos Estados Unidos. Na verdade, se a contribuição dos Estados Unidos for retirada por completo, as despesas internacionais com o HIV/AIDS, na verdade, teriam caído - tanto em termos reais e nominais - entre 2011 e 2012.

Por outro lado, os países de baixa e média renda estão intensificando suas respostas à AIDS. O que eu nunca soube até eu ler este relatório, e o que me pareceu duro, é que a maioria dos financiamentos para programas de HIV/AIDS, 53%, na verdade, vêm de financiamentos internos para o HIV e não a partir de fontes internacionais.

Cerca de 90 por cento dos países que fizeram análises a médio prazo, citaram recursos para a AIDS como uma prioridade nacional, enquanto dois terços dos países que forneceram dados de gastos da AIDS relataram um aumento nos gastos domésticos com o HIV. Muitos países, incluindo o Chade, Guiné, Quirguistão e Serra Leoa, foram reportados que os seus finaciamentos nacionais para as atividades do HIV aumentaram mais do que o dobro.

É ótimo e absolutamente essencial que os países de baixa e média renda gastem mais no controle de suas epidemias nacionais de AIDS. No entanto, a comunidade internacional também precisa acelerar na sua ajuda. Muitos países estão finalizando seus orçamentos para o próximo ano, e o Fundo Global de Combate à AIDS, Malária e Tuberculose está em modo de reabastecimento total.

As notícias sobre a epidemia de AIDS, até agora têm sido boas. Mas para mim, a mensagem do relatório deste ano é que, se nós, como defensores da saúde global queremos comemorar não só um importante progresso, mas também bater as metas e nos tornarmos a geração que erradicou a AIDS, agora é a hora de agir e incentivar os nossos governos a aumentar seus investimentos na luta contra a AIDS .

Aja com a ONE contra a AIDS agora. Diga ao Congresso para ampliar seus compromissos com o Fundo Global.

Por: Anupama Dathan
Versão em português: Aline Dias
Anu é a assistente de pesquisa em saúde no escritório de DC da ONE. Ela trabalha nas questões principais para a missão da ONE em várias áreas da saúde global, incluindo o HIV / AIDS, malária, tuberculose e saúde materna e infantil. Anteriormente, ela trabalhou para Illinois PIRG, um grupo de interesse público em Chicago, onde ela fez uma pesquisa e militou sobre uma variedade de questões que vão desde impostos a assistência médica. Anu estudou na Universidade Duke, na Carolina do Norte, onde se formou em políticas públicas com foco na saúde global.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Prova de que a Ajuda Alimentar dos Estados Unidos funciona...em 15 fotos

Como uma criança faminta no Quênia tornou-se um campeão Olímpico... e então usou sua voz para retribuir para sua comunidade.

1. Este é Paul Tergat.
Photo credit: Iaaf.org

2. Ele nasceu numa vila rural no vale do Quênia em 1969 e tem 17 irmãos.
Photo credit: Kiva

3. Ele se recorda de passar dias sem uma refeição decente.
Photo credit: fittothefinish.com
4. E de como acordar faminto fazia seu caminho de 3 milhas para a escola muito mais difícil.
Photo credit: Wikimedia Commons

5. Sua família passou sem o básico necessário, o que dificultava a concentração nos estudos.
Photo credit: ONE

6. Quando Paul tinha 8 anos, o World Food Programme (Programa Mundial de Alimentos) passou a fornecer almoço em sua escola diariamente.
Photo credit: Tamani Africa

7. E ele atribui seu sucesso na escola por ter essas refeições diárias pela primeira vez.
Photo credit: ONE

8. Assim como a obter energia para correr aquelas 3 milhas na ida e volta da escola, ao invés de andar.
Photo credit: Mira Terra Images

9. Depois do colégio, Paul entrou para a Força Aérea Queniana onde ele continuou a correr.
Photo credit: The United Nations

10. E rapidamente ele descobriu que tinha a habilidade para correr longas distâncias.
Photo credit: Running Scientist

11. Em 1996, numa noite de verão em Atlanta, Paul Tergat tornou-se campeão Olímpico ganhando a medalha de prata na corrida de 10.000 metros. Ele ganhou a segunda medalha de prata na Olimpíada em Sidney, 4 anos depois.
Photo credit: The Paul Tergat Foundation

12. Sob o Portão de Brandenburgo em Berlim, 2003, ele tornou-se o homem mais rápido do mundo a correr uma maratona.
Photo credit: The Paul Tergat Foundation

13. A vida de Paul fechou o círculo completo quando ele tornou-se um Embaixador Contra a Fome pelo World Food Programme. A mesma organização que forneceu suas refeições na infância.
Photo credit: The World Food Programme


14. Em adição a suas atividades com as Nações Unidas, ele criou uma fundação que trabalha para estimular os talentos dos quenianos na área rural.
Photo credit: The World Food Programme


15. Em outubro, Paul esteve em Washington, D.C., compartilhando sua história no Senado, explicando que a assistência funciona – e que o ajudou a alcançar todo seu potencial.
Photo credit: The Paul Tergat Foundation

Ajuda funciona. Passe adiante. Junte-se a ONE agora e nos ajude a proteger a Assistência Externa dos Estados Unidos.


Agradecimento especial ao World Food Program USA por compartilhar a história de Paul conosco!

Por: Erin Krall
Versão em Português: Li Lima

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Objetivos de Desenvolvimento do Milênio

Em setembro de 2000, 189 nações firmaram um compromisso para combater a extrema pobreza e outros males da sociedade. Esta promessa acabou se concretizando nos 8 Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) que deverão ser alcançados até 2015. Em setembro de 2010, o mundo renovou o compromisso para acelerar o progresso em direção ao cumprimento desses objetivos.

Via: Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

A agricultora queniana Anne responde às suas perguntas

Em parceria com o Fundo One Acre, estamos seguindo Anne, uma pequena agricultora do Quênia, pela safra inteira. Do plantio à colheita, vamos averiguar em cada mês para ver como a vida realmente é para um agricultor da zona rural do Quênia.

Foto: Anne com seus filhos Leah, Sharon e Joshua. Foto: Hailey Tucker / Fundo One Acre
No mês maio, Anne terminou a maior parte do plantio. Embora ela ainda tenha que trabalhar em sua área, capinando e aplicando fertilizantes para cada cultura, no momento adequado, estes trabalhos menos demorados significam que ela pode passar mais tempo na vida familiar.

Seu filho mais velho Briston saiu de casa, mas seus outros filhos, Sharon (18), Lia (14), Joshua (13), Elvis (7) e Steve (3) estão em casa, quando não estão na escola.

Cedo em uma manhã de segunda-feira, Anne se move em torno da casa escura, em silêncio, mas rapidamente, sem precisar de luz para encontrar seu caminho de volta. No momento em que o sol começa a subir, ela já tem os filhos vestidos e prontos para comer.

Ela diz a Joshua para pegar uma tigela de lata para o seu lanche matinal ainda quente de amendoim torrado e ajuda Sharon a ajustar sua gravata do uniforme escolar. À medida que as crianças comem na cozinha, Anne varre os caminhos de terra ao redor do seu recinto e endireita as toalhas de crochê que cobrem as cadeiras de madeira em sua casa. Ela balança a cabeça ligeiramente.

“Quando eu peço tarefas às crianças, na maioria das vezes elas se esquecem e eu volto a encontrar as tarefas não feitas”, diz Anne. “Às vezes, isso me deixa louca.”
Anne fazendo chá em casa
Foto: Hailey Tucker / Fundo One Acre

Ela faz rápido trabalho de arrumar a bagunça leve da casa e retorna para ajudar seus filhos a se prepararem para a escola. Seu marido Isaac já partiu para um mercado próximo, onde espera comprar gado que ele possa, então, revender no final de semana.

Depois de as crianças irem à escola, Anne deixa seu gado a pastar, examinando sua área para ver o que precisa ser feito na lavoura. Ela também tem que fazer várias viagens ao riacho mais próximo a 1 km a fim de buscar água suficiente para uma casa de sete poder beber e banhar-se.

“O que me faz tão cansada é a corrida entre os trabalhos”, diz Anne. “É como correr atrás do tempo e isso me deixa cansada. Estou sempre pensando, “após esta, então isto, e depois disso, então isso”.

Apesar do esgotamento que Anne sente, ela adora ser mãe. Ela sorri quando descreve como a casa fica agitada, à noite, quando todos os filhos voltam.

“Quando toda a família está por perto, algumas das crianças são muito ativas e barulhentas. Elas fazem piadas e toda a família ri. Então, há algumas que são mais tranquilas. Algumas ficam, às vezes, um pouco rudes, e então eu preciso intervir.” Anne diz: “Eu realmente gosto desta hora, todos os dias, porque eu posso aprender o caráter de meus filhos, quem é quem, e isso me traz alegria”.

Anne diz que quer que seus filhos se tornem tudo o que eles querem, quando eles crescerem, mas ela espera que eles aprendam algumas de suas habilidades também.

“Eu aprendi a cultivar vários tipos de legumes e como plantar cebolas, porque era isso que meus pais costumavam fazer”, diz Anne. “Eu quero dar a cada filho a oportunidade de escolher o que ele ou ela gostaria de fazer, mas espero que, uma vez vendo o que faço na minha fazenda, eles possam aprender e serem capazes de reproduzir, se precisarem.”
Foto: Anne pastoreia suas vacas. Foto: Hailey Tucker / Fundo One Acre
No mês passado, nós convidamos você a enviar uma pergunta para Anne e recebemos quase uma centena delas! Estaremos postando mais de suas respostas em posts futuros.

Stephanie Michelle perguntou: Qual é o maior obstáculo que você enfrenta como uma agricultora no Quênia?
Anne: “As chuvas e o sustento da família. Apesar de trabalhar duro executando as atividades da fazenda – elas podem falhar. E se elas falharem, a família ainda parece oferecer alguma coisa”.

Katarina Novotna perguntou: Se você pudesse ter qualquer emprego no mundo, qual seria?
Anne: “É o meu sonho vender roupas. Outros trabalhos que eu possa gostar de fazer teria exigido mais educação, e eu gosto dessa ideia, pois o trabalho ainda permitiria tempo para cuidar da minha família e do gado”.

Kevin Fath perguntou: Quais são as suas estratégias diante do aumento da variabilidade dos níveis de precipitação?
Anne: “Eu olho para as culturas e se elas estão crescendo lentamente e se tornando um pouco amareladas; então, eu sei que há muita chuva. Nesse caso, eu costumo cavar uma vala na maior parte do meu terreno para reter a água. Este ano, eu não fiz isso. Em vez disso, plantei grama napier para servir ao mesmo propósito, mas tenho observado que este ano as chuvas têm sido tão pesadas que a grama tem deixado a água passar rapidamente”.

O Fundo One Acre serve 125 mil pequenos agricultores no Quênia, Ruanda e Burundi, ajudando-os a aumentar suas colheitas e rendimentos. Ele fornece aos agricultores um pacote de serviços que inclui sementes e fertilizantes, crédito, treinamento e facilitação de mercado, e permite-os dobrar sua renda por hectare plantado. Para saber mais sobre o seu trabalho, você pode ler Roger Thurow em "A Última Estação da Fome".

Pela convidada Blogger: Hailey Tucker
Versão em Português: Mônica Brito

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Seis maneiras de a pobreza energética ameaçar cuidados de saúde para os mais pobres


Eletricidade a partir de micro hidrelétrica fornece energia para iluminação e armazenamento de vacinas nesta clínica no Zimbábue, ajudando a manter esses bebês seguros e saudáveis. Crédito da Foto: Ação Prática (Practical Action).

Nossa série de posts em três partes sobre a pobreza de energia vai examinar as conexões entre energia, saúde, educação e economia. Nesta parte, vamos nos concentrar sobre a importância do acesso à energia nos serviços médicos e de saúde.

A falta de acesso às formas modernas de energia – ou a pobreza energética – tem efeitos nocivos diretos e indiretos sobre os serviços médicos e de saúde na África Subsaariana. Na verdade, mais de 30% das clínicas e hospitais na África Subsaariana, atendendo a aproximadamente 255 milhões de pessoas, estão sem eletricidade. Leia seis maneiras surpreendentes de como a pobreza energética afeta o sistema de saúde e coloca vidas em risco adicional:

1.   Médicos lutam para fornecer serviços clínicos após o pôr do sol.
O acesso aos serviços de energia aumenta a jornada de trabalho para os profissionais da área médica e lhes permite ver um número maior de pacientes em um dia. Quando as instalações sem iluminação elétrica veem pacientes após escurecer, elas dependem de lâmpadas de parafina, velas e tochas que fornecem luz de baixa qualidade, emitem gases nocivos e, em alguns casos, apresentam risco de incêndio. Estes tipos de luzes também são muitas vezes mais caras por unidade de energia do que a iluminação elétrica.

2.   Operações de salvamento, exames e procedimentos não podem ser realizado uma sem boa iluminação.
Realização de exames médicos, para não mencionar cirurgias invasivas ou o parto, com iluminação deficiente coloca sem surpresa risco adicional ao paciente. De fato, alguns estudos descobriram que a mortalidade materna e infantil pode ser reduzida em até 70% à noite, com o fornecimento de iluminação, mesmo mínima, e dispositivos médicos.

3.  Vacinas, exames de sangue e medicamentos não são armazenados em condições adequadas.
Vacinas que protegem contra doenças evitáveis podem perder a eficácia quando não refrigeradas adequadamente. Mesmo quando os postos de saúde têm acesso à energia, muitas vezes é intermitente, com interrupções que duram em média 4,5 horas no Quênia. De fato, 60% dos refrigeradores do centro de saúde são pensados para ter fontes de alimentação inconsistentes.
RELACIONADOS: Mais estatísticas sobre a pobreza energética a partir do Practical Action.

4.   Pequenas instalações de saúde não podem se comunicar com especialistas ou obter transporte de pacientes para outras instalações no caso de uma emergência.
Pobreza energética também limita as interações entre profissionais de saúde e impede a transferência de informação e conhecimento. Tecnologia de comunicação, como telefones celulares e rádios VHF, são necessários para garantir que há apoio suficiente durante emergências e permitir melhores decisões de tratamento, conectando-se aos especialistas de hospitais de referência.

5.  Centros de saúde não podem equipar o laboratório com ultrassom e máquinas de raio-X, bem como com incubadoras.
Eletricidade é especialmente importante na realização de testes de diagnóstico confiável e rápido para ajudar a prevenir emergências médicas antes que elas ocorram. Mas até mesmo os procedimentos mais rotineiros requerem ferramentas médicas como ultrassom e máquinas de raio-X que são impossíveis de usar sem uma fonte de energia confiável. Por exemplo, o acesso à energia teve um impacto impressionante nas taxas de sobrevivência infantil. A taxa de mortalidade neonatal (a probabilidade de uma criança morrer nos primeiros 28 dias após o nascimento) diminuiu de 40% para 28% a cada 1000 nascimentos nas unidades de saúde do Quênia, como resultado da alimentação de incubadoras para recém-nascidos.

6.  Fornecimento ineficiente de energia para iluminar, cozinhar e aquecer leva ao alto uso de fogueiras e lampiões de querosene.
Ambas as fontes de energia citadas acima são altamente poluentes e tóxicas e contribuem globalmente para mais de 3 milhões de mortes; principalmente, de mulheres e meninas. A OMS estima que a poluição interna da biomassa para cozinhar, em breve, será uma assassina maior do que a malária e HIV / AIDS combinadas.

Qual dos seis itens listados acima surpreendeu mais? Deixe-nos saber na seção de comentários abaixo e adicione seu nome ao nosso compromisso pedindo aos líderes globais que enfrentem a pobreza de energia hoje. 

Por Gretchen Knoth
Versão em Português: Mônica Brito

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Quanto custa o excesso de chuva? Pergunte à agricultora queniana Anne

Em parceria com o Fundo One Acre, estamos seguindo Anne, uma pequena agricultora do Quênia, pela safra inteira. Do plantio à colheita, vamos averiguar em cada mês para ver como a vida realmente é para um agricultor da zona rural do Quênia. Escrito por Hailey Tucker.
Foto: Anne em casa no Kisiwa, Quênia. Foto: Hailey Tucker
No oeste do Quênia o plantio bem sucedido para o ano é tipicamente visto como questão de material, habilidade e conhecimento. No entanto, a maioria dos agricultores reconhece que finalmente – independente da especialização – a germinação de plantas pode ser conquistada ou perdida pelas chuvas.

Para os agricultores que plantam muito cedo não haverá chuva consistente o suficiente para ajudar suas culturas a crescerem. Para os agricultores que esperam o tempo suficiente, mas se sem sorte, as sementes recém-semeadas serão lavadas pelas chuvas antes das mudas terem a chance de criarem raízes.

Tentar identificar o momento perfeito faz do plantio uma das escolhas mais cheias de risco que um agricultor pode fazer.

Foto: Anne (à esquerda) e Rasoa Wasike,
ambas membros do Grupo de Mulheres Kabuchai,
plantando milho-miúdo. Foto: Hailey Tucker
Há algumas noites seguidas estava muito quente para Anne dormir e quente demais parasequer se cobrir com qualquer tipo de cobertor, então ela sabia que estava chegando a hora. Anne estava acordada em um colchão umedecido de suor e ouvia um forte vento sussurrante nas árvores.

“Quando a temperatura permanece alta durante a noite e os ventos estão soprando forte de oeste para leste, eu acredito que as chuvas estão muito perto”, diz Anne. “Em seguida, no dia, eu observo as nuvens. Se há nuvens escuras e elas ficam mais perto da Terra do que as nuvens claras, então eu sei que as chuvas estão chegando.”

Após ter visto os sinais que Anne associou com chuvas que viriam, decidiu plantar parte de seu milho para a temporada no dia 22 de março e, em seguida, terminou o resto do terreno em 25 de março depois de tirar alguns dias para o funeral de sua sogra.

Na manhã de plantio, Anne e seu marido Isaac reuniram-se com seus parentes para rezar sobre as suas sementes e fertilizantes. “Eu sou uma crente”, diz Anne. “Eu sou espiritual, deste modo antes de plantar minha família vai rezar.” Isaac, que é pastor em uma igreja local, conduz a oração.

Após o plantio, Anne comentou: “Preparar o manuseio da terra para o milho-miúdo requer muito comprometimento e trabalho, porque tivemos que romper o solo muito fino e remover todos os detritos. Toda a preparação é útil, porque, em seguida, torna ainda mais fácil que o plantio do milho.”

Em 23 de março, as chuvas foram pesadas e como o terreno de Anne está situado em uma ligeira inclinação, seu primeiro ciclo de sementes recebeu de mais água do que o normal. Olhando para o terreno, duas semanas depois, os sulcos que uma vez dividiram suas carreiras de sementes são pouco visíveis, mas os trechos de milho-miúdo ainda começam a aparecer.

“As chuvas estão um pouco diferentes este ano, porque elas geralmente vêm em abril”, diz Anne. “Elas vieram este ano em março, em vez disso, e também são muito mais pesadas.”
Os primeiros brotos verdes de milho-miúdo germinando. Foto: Hailey Tucker
A segunda metade do seu terreno recebeu chuva leve na maior parte dos dias, imediatamente após o plantio, que é o melhor que Anne poderia ter pedido.

“Acredito que estas são boas”, Anne diz apontando para o segundo conjunto de mudas. “Elas são muito melhores. Eu acho que irão germinar bem.”

Você tem uma pergunta ou mensagem para Anne? Deixe um comentário e nós iremos levá-lo diretamente a ela, no Quênia, e tentar respondê-lo na próxima edição.

O Fundo One Acre serve 125 mil pequenos agricultores no Quênia, Ruanda e Burundi, ajudando-os a aumentar as suas colheitas e rendimentos. Ele fornece aos agricultores um pacote de serviços que inclui sementes e fertilizantes, crédito, treinamento, facilitação de mercado e os permite dobrarem a sua renda por hectare plantado. Para saber mais sobre o seu trabalho, você pode ler Roger Thurow em ‘"A Última Estação da Fome".

Pela Convidada Blogger: Hailey Tucker
Versão em Português: Mônica Brito

sexta-feira, 19 de julho de 2013

De cair o queixo, estatística vira a cabeça

Crianças na Escola Mawango em Malawi comendo um lanche matinal de mingau, apoiado pelo Programa Alimentar Mundial. Foto: Morgana Wingward
Não é sempre que eu leio uma estatística que faz o meu queixo cair e virar a minha cabeça. Hoje, eu li.

A eminente revista médica britânica The Lancet divulgou um novo estudo sobre a nutrição infantil e materna. No relatório a descoberta mais chocante: estamos (absolutamente) errados sobre a desnutrição. Sim, sabíamos que a desnutrição é um grave problema em todo o mundo em desenvolvimento. Sim, sabíamos que a mesma rouba de milhões de crianças vidas e futuros produtivos. Mas o que não sabemos é o quanto ruim ela realmente é.

Hoje nós aprendemos que o flagelo da desnutrição é uma ameaça muito maior para a vida das crianças do que jamais imaginamos. Acontece que chocantes 3.1 milhões de crianças morrem a cada ano por causa do problema básico de desnutrição. Isso representa 45% de todas as mortes de crianças menores de 5 anos de idade, e não um terço do previamente entendido. Em outras palavras, a desnutrição é responsável por mais de 600.000 mortes de crianças, a cada ano, do que imaginávamos.

Em cima disso, para as crianças que conseguem sobreviver à desnutrição em seus primeiros anos, 165 milhões vão crescer atrofiadas como resultado. Isso significa que o seu crescimento, a capacidade de aprendizado, o desenvolvimento cognitivo, o rendimento futuro e a produtividade são prejudicados – pelo resto de suas vidas. E isso também significa que o desenvolvimento do capital humano e de países inteiros é sabotado.

O que é tão chocante sobre essa estatística é a sobreposição do que os doadores estão contribuindo agora para a luta contra a desnutrição. A ajuda total global de nutrição básica no ano passado foi de apenas $418 milhões de dólares, ou apenas de 0,4% de toda a ajuda estrangeira. Como pode ser isso, quando a desnutrição atinge milhões de vidas e afeta crianças e mães mais pobres do mundo?

Felizmente, há uma boa notícia – e na hora certa. Os autores de Lancet descobriram que milhões de vidas infantis podem ser salvas, a cada ano, se um conjunto de 10 comprovadas intervenções nutricionais forem ampliadas. Isso não é fácil e custa dinheiro – US$ 3-4 bilhões/ano dos doadores, de acordo com o novo estudo. Mas nós temos a evidência e as soluções. O que precisamos agora é a vontade política dos líderes para, finalmente, resolver esta crise de nutrição.

No Evento Nutrição para o Crescimento em Londres, o Primeiro Ministro David Cameron e o Governo do Brasil chamaram esses líderes, chefes de Estado, Diretores Executivos e chefes de fundações e organizações da sociedade civil para fazerem promessas ousadas para financiar a luta. As últimas notícias do The Lancet devem acrescentar urgência às suas chamadas e devem desencadear uma ação ainda mais ambiciosa.

350.000 membros da ONE demonstraram o seu apoio assinando nossa campanha Revolução Alimentar Global
Os líderes mundiais precisam intensificar os esforços. O momento para agir é agora.

Por Molly Kinder
Versão em Português: Mônica Brito

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Experimentos da agricultora Anne com batata-doce de polpa alaranjada

Em parceria com o Fundo One Acre, estamos seguindo Anne, uma pequena agricultora do Quênia, pela safra inteira. Do plantio à colheita, vamos averiguar em cada mês para ver como a vida realmente é para uma agricultora da zona rural do Quênia. 

Para o período de 2013, o Fundo One Acre ofereceu a cada um dos seus agricultores quenianos mais de 400 cepas vivas de batata-doce para plantar e colher.
Foto: Anne com suas novas plantas de batata-doce de polpa alaranjada. Crédito da foto: Fundo One Acre
Anne estava especialmente animada para receber suas cepas de batata-doce. Sua mãe costumava cultivar batata-doce todos os anos e Anne, geralmente, plantava um pequeno lote. No entanto, Anne espera que essas batatas sejam diferentes.

As cepas irão produzir batata-doce de polpa alaranjada, opostas às brancas que ela e sua mãe têm cultivado. Batatas-doces de polpa alaranjada são superiores às brancas, porque fornecem nutrientes importantes como as vitaminas C, A e B6.

O método de plantio do Fundo One Acre para batatas é diferente daquele que Anne utilizava no passado. Inclui técnicas que ela nunca tentou antes.
“Estou muito curiosa para ver como as batatas irão se desempenhar; então, eu poderei comparar entre as batatas anteriores e essas”, disse Anne.
“Espero que estas tenham um bom desempenho”, diz ela, enquanto escolhe as cepas cortadas com suas mãos, removendo quaisquer que acha murchas.

O método do Fundo One Acre para o plantio de batata-doce incentiva agricultores a criarem sulcos e plantar as cepas ao longo do topo de cada cume. Anne já havia plantado as batatas-doces em montes.
Anne experimenta o plantio de batatas-doces em sulcos. Crédito da foto: Fundo One Acre
“Este método de plantio de usar sulcos eu vi há muito tempo com a minha mãe, mas a forma como as cepas são plantadas no sulco é diferente de como ela costumava fazer”, diz Anne. “O Fundo One Acre disse para plantar as cepas no topo da serra. Minha mãe costumava plantá-las ao longo dos lados”.

Anne recebeu as suas cepas de batata-doce dia 06 de maio e as plantou com seus dois filhos mais velhos no dia 13 de maio. Eles plantaram as cepas em um terreno de Anne, perto da Igreja onde Isaac, seu marido, prega.

Anne diz que o novo método de plantio não foi muito difícil e espera que colher as batatas fora dos sulcos seja mais fácil do que colhê-las fora dos montes como ela estava acostumada.
Ela provou batatas-doces de polpa alaranjada antes e diz que tem sabor diferente da variedade que ela geralmente cultiva.

“Eu não me importo se elas são laranja ou branca, porque são ambas batatas e são ambas comestíveis!”, diz Anne. “As laranjas têm gosto muito doce para mim. Elas têm gosto de açúcar.”

Anne vai colher suas batatas doces em algum momento de agosto. Vamos compartilhar os resultados de sua colheita com você em poucos meses!

Enquanto isso, aqui estão mais algumas respostas para as perguntas que você enviou para Anne em maio.

Marietta perguntou: Anne, os pequenos agricultores dividem ou têm acesso a um boi, a fim de arar o solo?

Anne: Este ano eu usei dois bois para a primeira lavoura de minha terra e, em seguida, fiz a segunda com a mão. Eu aluguei os bois por um dia, pelo preço de 1.000 xelins quenianos (US$ 12 USD) por dia. Quando eu limpava com a mão, levava uma semana de 08h30 às 12:00 para limpar a mesma terra.

Karen E Van Buskirk perguntou: Olá Anne no Quênia! Eu vou orar para que você tenha um grande ano com as suas culturas. Quais as ferramentas que você usa?

Anne: “A ferramenta que eu mais uso é um jembe (enxada). Minha terra é livre de árvores, então não preciso de um panga (facão) e de outra ferramenta qualquer para derrubar algo. Eu uso o jembe para lavrar a minha terra, romper o solo e fazer linhas e sulcos para o plantio.”

Por Convidado Blogger: Hailey Tucker
Versão em Português: Mônica Brito