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terça-feira, 1 de abril de 2014

Agricultura


Assine a petição agora

Prezados líderes Africanos,

Podemos criar milhões de empregos, alimentar a África e criar um futuro melhor se vocês mantiverem suas promessas de investir em agricultura e apoiar os pequenos agricultores, especialmente mulheres.
Assine a petição e baixe GRATUITAMENTE a música Cocoa Na Chocolate featuring D’Banj e alguns dos maiores artistas africanos.
Versão em Português: Li Lima

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

A agricultora queniana Anne responde às suas perguntas

Em parceria com o Fundo One Acre, estamos seguindo Anne, uma pequena agricultora do Quênia, pela safra inteira. Do plantio à colheita, vamos averiguar em cada mês para ver como a vida realmente é para um agricultor da zona rural do Quênia.

Foto: Anne com seus filhos Leah, Sharon e Joshua. Foto: Hailey Tucker / Fundo One Acre
No mês maio, Anne terminou a maior parte do plantio. Embora ela ainda tenha que trabalhar em sua área, capinando e aplicando fertilizantes para cada cultura, no momento adequado, estes trabalhos menos demorados significam que ela pode passar mais tempo na vida familiar.

Seu filho mais velho Briston saiu de casa, mas seus outros filhos, Sharon (18), Lia (14), Joshua (13), Elvis (7) e Steve (3) estão em casa, quando não estão na escola.

Cedo em uma manhã de segunda-feira, Anne se move em torno da casa escura, em silêncio, mas rapidamente, sem precisar de luz para encontrar seu caminho de volta. No momento em que o sol começa a subir, ela já tem os filhos vestidos e prontos para comer.

Ela diz a Joshua para pegar uma tigela de lata para o seu lanche matinal ainda quente de amendoim torrado e ajuda Sharon a ajustar sua gravata do uniforme escolar. À medida que as crianças comem na cozinha, Anne varre os caminhos de terra ao redor do seu recinto e endireita as toalhas de crochê que cobrem as cadeiras de madeira em sua casa. Ela balança a cabeça ligeiramente.

“Quando eu peço tarefas às crianças, na maioria das vezes elas se esquecem e eu volto a encontrar as tarefas não feitas”, diz Anne. “Às vezes, isso me deixa louca.”
Anne fazendo chá em casa
Foto: Hailey Tucker / Fundo One Acre

Ela faz rápido trabalho de arrumar a bagunça leve da casa e retorna para ajudar seus filhos a se prepararem para a escola. Seu marido Isaac já partiu para um mercado próximo, onde espera comprar gado que ele possa, então, revender no final de semana.

Depois de as crianças irem à escola, Anne deixa seu gado a pastar, examinando sua área para ver o que precisa ser feito na lavoura. Ela também tem que fazer várias viagens ao riacho mais próximo a 1 km a fim de buscar água suficiente para uma casa de sete poder beber e banhar-se.

“O que me faz tão cansada é a corrida entre os trabalhos”, diz Anne. “É como correr atrás do tempo e isso me deixa cansada. Estou sempre pensando, “após esta, então isto, e depois disso, então isso”.

Apesar do esgotamento que Anne sente, ela adora ser mãe. Ela sorri quando descreve como a casa fica agitada, à noite, quando todos os filhos voltam.

“Quando toda a família está por perto, algumas das crianças são muito ativas e barulhentas. Elas fazem piadas e toda a família ri. Então, há algumas que são mais tranquilas. Algumas ficam, às vezes, um pouco rudes, e então eu preciso intervir.” Anne diz: “Eu realmente gosto desta hora, todos os dias, porque eu posso aprender o caráter de meus filhos, quem é quem, e isso me traz alegria”.

Anne diz que quer que seus filhos se tornem tudo o que eles querem, quando eles crescerem, mas ela espera que eles aprendam algumas de suas habilidades também.

“Eu aprendi a cultivar vários tipos de legumes e como plantar cebolas, porque era isso que meus pais costumavam fazer”, diz Anne. “Eu quero dar a cada filho a oportunidade de escolher o que ele ou ela gostaria de fazer, mas espero que, uma vez vendo o que faço na minha fazenda, eles possam aprender e serem capazes de reproduzir, se precisarem.”
Foto: Anne pastoreia suas vacas. Foto: Hailey Tucker / Fundo One Acre
No mês passado, nós convidamos você a enviar uma pergunta para Anne e recebemos quase uma centena delas! Estaremos postando mais de suas respostas em posts futuros.

Stephanie Michelle perguntou: Qual é o maior obstáculo que você enfrenta como uma agricultora no Quênia?
Anne: “As chuvas e o sustento da família. Apesar de trabalhar duro executando as atividades da fazenda – elas podem falhar. E se elas falharem, a família ainda parece oferecer alguma coisa”.

Katarina Novotna perguntou: Se você pudesse ter qualquer emprego no mundo, qual seria?
Anne: “É o meu sonho vender roupas. Outros trabalhos que eu possa gostar de fazer teria exigido mais educação, e eu gosto dessa ideia, pois o trabalho ainda permitiria tempo para cuidar da minha família e do gado”.

Kevin Fath perguntou: Quais são as suas estratégias diante do aumento da variabilidade dos níveis de precipitação?
Anne: “Eu olho para as culturas e se elas estão crescendo lentamente e se tornando um pouco amareladas; então, eu sei que há muita chuva. Nesse caso, eu costumo cavar uma vala na maior parte do meu terreno para reter a água. Este ano, eu não fiz isso. Em vez disso, plantei grama napier para servir ao mesmo propósito, mas tenho observado que este ano as chuvas têm sido tão pesadas que a grama tem deixado a água passar rapidamente”.

O Fundo One Acre serve 125 mil pequenos agricultores no Quênia, Ruanda e Burundi, ajudando-os a aumentar suas colheitas e rendimentos. Ele fornece aos agricultores um pacote de serviços que inclui sementes e fertilizantes, crédito, treinamento e facilitação de mercado, e permite-os dobrar sua renda por hectare plantado. Para saber mais sobre o seu trabalho, você pode ler Roger Thurow em "A Última Estação da Fome".

Pela convidada Blogger: Hailey Tucker
Versão em Português: Mônica Brito

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Quanto custa o excesso de chuva? Pergunte à agricultora queniana Anne

Em parceria com o Fundo One Acre, estamos seguindo Anne, uma pequena agricultora do Quênia, pela safra inteira. Do plantio à colheita, vamos averiguar em cada mês para ver como a vida realmente é para um agricultor da zona rural do Quênia. Escrito por Hailey Tucker.
Foto: Anne em casa no Kisiwa, Quênia. Foto: Hailey Tucker
No oeste do Quênia o plantio bem sucedido para o ano é tipicamente visto como questão de material, habilidade e conhecimento. No entanto, a maioria dos agricultores reconhece que finalmente – independente da especialização – a germinação de plantas pode ser conquistada ou perdida pelas chuvas.

Para os agricultores que plantam muito cedo não haverá chuva consistente o suficiente para ajudar suas culturas a crescerem. Para os agricultores que esperam o tempo suficiente, mas se sem sorte, as sementes recém-semeadas serão lavadas pelas chuvas antes das mudas terem a chance de criarem raízes.

Tentar identificar o momento perfeito faz do plantio uma das escolhas mais cheias de risco que um agricultor pode fazer.

Foto: Anne (à esquerda) e Rasoa Wasike,
ambas membros do Grupo de Mulheres Kabuchai,
plantando milho-miúdo. Foto: Hailey Tucker
Há algumas noites seguidas estava muito quente para Anne dormir e quente demais parasequer se cobrir com qualquer tipo de cobertor, então ela sabia que estava chegando a hora. Anne estava acordada em um colchão umedecido de suor e ouvia um forte vento sussurrante nas árvores.

“Quando a temperatura permanece alta durante a noite e os ventos estão soprando forte de oeste para leste, eu acredito que as chuvas estão muito perto”, diz Anne. “Em seguida, no dia, eu observo as nuvens. Se há nuvens escuras e elas ficam mais perto da Terra do que as nuvens claras, então eu sei que as chuvas estão chegando.”

Após ter visto os sinais que Anne associou com chuvas que viriam, decidiu plantar parte de seu milho para a temporada no dia 22 de março e, em seguida, terminou o resto do terreno em 25 de março depois de tirar alguns dias para o funeral de sua sogra.

Na manhã de plantio, Anne e seu marido Isaac reuniram-se com seus parentes para rezar sobre as suas sementes e fertilizantes. “Eu sou uma crente”, diz Anne. “Eu sou espiritual, deste modo antes de plantar minha família vai rezar.” Isaac, que é pastor em uma igreja local, conduz a oração.

Após o plantio, Anne comentou: “Preparar o manuseio da terra para o milho-miúdo requer muito comprometimento e trabalho, porque tivemos que romper o solo muito fino e remover todos os detritos. Toda a preparação é útil, porque, em seguida, torna ainda mais fácil que o plantio do milho.”

Em 23 de março, as chuvas foram pesadas e como o terreno de Anne está situado em uma ligeira inclinação, seu primeiro ciclo de sementes recebeu de mais água do que o normal. Olhando para o terreno, duas semanas depois, os sulcos que uma vez dividiram suas carreiras de sementes são pouco visíveis, mas os trechos de milho-miúdo ainda começam a aparecer.

“As chuvas estão um pouco diferentes este ano, porque elas geralmente vêm em abril”, diz Anne. “Elas vieram este ano em março, em vez disso, e também são muito mais pesadas.”
Os primeiros brotos verdes de milho-miúdo germinando. Foto: Hailey Tucker
A segunda metade do seu terreno recebeu chuva leve na maior parte dos dias, imediatamente após o plantio, que é o melhor que Anne poderia ter pedido.

“Acredito que estas são boas”, Anne diz apontando para o segundo conjunto de mudas. “Elas são muito melhores. Eu acho que irão germinar bem.”

Você tem uma pergunta ou mensagem para Anne? Deixe um comentário e nós iremos levá-lo diretamente a ela, no Quênia, e tentar respondê-lo na próxima edição.

O Fundo One Acre serve 125 mil pequenos agricultores no Quênia, Ruanda e Burundi, ajudando-os a aumentar as suas colheitas e rendimentos. Ele fornece aos agricultores um pacote de serviços que inclui sementes e fertilizantes, crédito, treinamento, facilitação de mercado e os permite dobrarem a sua renda por hectare plantado. Para saber mais sobre o seu trabalho, você pode ler Roger Thurow em ‘"A Última Estação da Fome".

Pela Convidada Blogger: Hailey Tucker
Versão em Português: Mônica Brito

sexta-feira, 19 de julho de 2013

De cair o queixo, estatística vira a cabeça

Crianças na Escola Mawango em Malawi comendo um lanche matinal de mingau, apoiado pelo Programa Alimentar Mundial. Foto: Morgana Wingward
Não é sempre que eu leio uma estatística que faz o meu queixo cair e virar a minha cabeça. Hoje, eu li.

A eminente revista médica britânica The Lancet divulgou um novo estudo sobre a nutrição infantil e materna. No relatório a descoberta mais chocante: estamos (absolutamente) errados sobre a desnutrição. Sim, sabíamos que a desnutrição é um grave problema em todo o mundo em desenvolvimento. Sim, sabíamos que a mesma rouba de milhões de crianças vidas e futuros produtivos. Mas o que não sabemos é o quanto ruim ela realmente é.

Hoje nós aprendemos que o flagelo da desnutrição é uma ameaça muito maior para a vida das crianças do que jamais imaginamos. Acontece que chocantes 3.1 milhões de crianças morrem a cada ano por causa do problema básico de desnutrição. Isso representa 45% de todas as mortes de crianças menores de 5 anos de idade, e não um terço do previamente entendido. Em outras palavras, a desnutrição é responsável por mais de 600.000 mortes de crianças, a cada ano, do que imaginávamos.

Em cima disso, para as crianças que conseguem sobreviver à desnutrição em seus primeiros anos, 165 milhões vão crescer atrofiadas como resultado. Isso significa que o seu crescimento, a capacidade de aprendizado, o desenvolvimento cognitivo, o rendimento futuro e a produtividade são prejudicados – pelo resto de suas vidas. E isso também significa que o desenvolvimento do capital humano e de países inteiros é sabotado.

O que é tão chocante sobre essa estatística é a sobreposição do que os doadores estão contribuindo agora para a luta contra a desnutrição. A ajuda total global de nutrição básica no ano passado foi de apenas $418 milhões de dólares, ou apenas de 0,4% de toda a ajuda estrangeira. Como pode ser isso, quando a desnutrição atinge milhões de vidas e afeta crianças e mães mais pobres do mundo?

Felizmente, há uma boa notícia – e na hora certa. Os autores de Lancet descobriram que milhões de vidas infantis podem ser salvas, a cada ano, se um conjunto de 10 comprovadas intervenções nutricionais forem ampliadas. Isso não é fácil e custa dinheiro – US$ 3-4 bilhões/ano dos doadores, de acordo com o novo estudo. Mas nós temos a evidência e as soluções. O que precisamos agora é a vontade política dos líderes para, finalmente, resolver esta crise de nutrição.

No Evento Nutrição para o Crescimento em Londres, o Primeiro Ministro David Cameron e o Governo do Brasil chamaram esses líderes, chefes de Estado, Diretores Executivos e chefes de fundações e organizações da sociedade civil para fazerem promessas ousadas para financiar a luta. As últimas notícias do The Lancet devem acrescentar urgência às suas chamadas e devem desencadear uma ação ainda mais ambiciosa.

350.000 membros da ONE demonstraram o seu apoio assinando nossa campanha Revolução Alimentar Global
Os líderes mundiais precisam intensificar os esforços. O momento para agir é agora.

Por Molly Kinder
Versão em Português: Mônica Brito

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Experimentos da agricultora Anne com batata-doce de polpa alaranjada

Em parceria com o Fundo One Acre, estamos seguindo Anne, uma pequena agricultora do Quênia, pela safra inteira. Do plantio à colheita, vamos averiguar em cada mês para ver como a vida realmente é para uma agricultora da zona rural do Quênia. 

Para o período de 2013, o Fundo One Acre ofereceu a cada um dos seus agricultores quenianos mais de 400 cepas vivas de batata-doce para plantar e colher.
Foto: Anne com suas novas plantas de batata-doce de polpa alaranjada. Crédito da foto: Fundo One Acre
Anne estava especialmente animada para receber suas cepas de batata-doce. Sua mãe costumava cultivar batata-doce todos os anos e Anne, geralmente, plantava um pequeno lote. No entanto, Anne espera que essas batatas sejam diferentes.

As cepas irão produzir batata-doce de polpa alaranjada, opostas às brancas que ela e sua mãe têm cultivado. Batatas-doces de polpa alaranjada são superiores às brancas, porque fornecem nutrientes importantes como as vitaminas C, A e B6.

O método de plantio do Fundo One Acre para batatas é diferente daquele que Anne utilizava no passado. Inclui técnicas que ela nunca tentou antes.
“Estou muito curiosa para ver como as batatas irão se desempenhar; então, eu poderei comparar entre as batatas anteriores e essas”, disse Anne.
“Espero que estas tenham um bom desempenho”, diz ela, enquanto escolhe as cepas cortadas com suas mãos, removendo quaisquer que acha murchas.

O método do Fundo One Acre para o plantio de batata-doce incentiva agricultores a criarem sulcos e plantar as cepas ao longo do topo de cada cume. Anne já havia plantado as batatas-doces em montes.
Anne experimenta o plantio de batatas-doces em sulcos. Crédito da foto: Fundo One Acre
“Este método de plantio de usar sulcos eu vi há muito tempo com a minha mãe, mas a forma como as cepas são plantadas no sulco é diferente de como ela costumava fazer”, diz Anne. “O Fundo One Acre disse para plantar as cepas no topo da serra. Minha mãe costumava plantá-las ao longo dos lados”.

Anne recebeu as suas cepas de batata-doce dia 06 de maio e as plantou com seus dois filhos mais velhos no dia 13 de maio. Eles plantaram as cepas em um terreno de Anne, perto da Igreja onde Isaac, seu marido, prega.

Anne diz que o novo método de plantio não foi muito difícil e espera que colher as batatas fora dos sulcos seja mais fácil do que colhê-las fora dos montes como ela estava acostumada.
Ela provou batatas-doces de polpa alaranjada antes e diz que tem sabor diferente da variedade que ela geralmente cultiva.

“Eu não me importo se elas são laranja ou branca, porque são ambas batatas e são ambas comestíveis!”, diz Anne. “As laranjas têm gosto muito doce para mim. Elas têm gosto de açúcar.”

Anne vai colher suas batatas doces em algum momento de agosto. Vamos compartilhar os resultados de sua colheita com você em poucos meses!

Enquanto isso, aqui estão mais algumas respostas para as perguntas que você enviou para Anne em maio.

Marietta perguntou: Anne, os pequenos agricultores dividem ou têm acesso a um boi, a fim de arar o solo?

Anne: Este ano eu usei dois bois para a primeira lavoura de minha terra e, em seguida, fiz a segunda com a mão. Eu aluguei os bois por um dia, pelo preço de 1.000 xelins quenianos (US$ 12 USD) por dia. Quando eu limpava com a mão, levava uma semana de 08h30 às 12:00 para limpar a mesma terra.

Karen E Van Buskirk perguntou: Olá Anne no Quênia! Eu vou orar para que você tenha um grande ano com as suas culturas. Quais as ferramentas que você usa?

Anne: “A ferramenta que eu mais uso é um jembe (enxada). Minha terra é livre de árvores, então não preciso de um panga (facão) e de outra ferramenta qualquer para derrubar algo. Eu uso o jembe para lavrar a minha terra, romper o solo e fazer linhas e sulcos para o plantio.”

Por Convidado Blogger: Hailey Tucker
Versão em Português: Mônica Brito

terça-feira, 11 de junho de 2013

Voluntariando pela ONE: minha parte na revolução

A membro da ONE Isabelle Mertens posta sobre o que é sair às ruas e fazer campanha conosco.
Foto: Isabelle inscreve pessoas encantadoras de Leuven para nossa Campanha Revolução Alimentar Global.



Durante o ano passado, eu voluntariei pela ONE o suficiente para saber que não existem dois dias que sejam idênticos. Assim, quando a equipe de ONE Bruxelas me pediu para fazer campanha pela Revolução Alimentar Global, em um piquenique em Leuven, peguei minha blusa ONE e subi no trem.

No caminho até lá fomos informados sobre a crise nutricional e a conjuntura favorável – as estatísticas são assustadoras. Só este ano, 2 milhões de crianças morrerão de desnutrição. No entanto, com a Cúpula do G8 a menos de um mês, temos a oportunidade de chamar os líderes mundiais para ajudar 25 milhões de crianças a atingirem seu pleno potencial, assumindo compromissos ousados para reduzir a desnutrição crônica até 2016.

Quando chegamos, tomamos nossa posição entre Oxfam, Plan e outras organizações no piquenique. Armados com um iPad, a nossa missão é obter o maior número possível de pessoas para assinar a nossa petição Revolução Alimentar. A aventura começou!

Fiquei surpresa ao ver o quanto os alunos de Leuven já sabiam sobre a desnutrição e o quanto estavam animados para se envolverem, para saberem mais sobre o que fazemos e pelo que lutamos. Eu realmente gostei de falar com outros jovens tão apaixonados sobre as questões.

Essa viagem voluntariando pela ONE tem sido uma experiência muito humana. Deu-me mais fé na humanidade. Os jovens, pais, estudantes e idosos, todos pareciam dispostos a lutar pelo que é certo. Para o que deveria ser normal, mesmo banal: o acesso à alimentação saudável.

Isso é o que a campanha Revolução Alimentar trata e o porquê estar feliz por fazer parte dela. Alguém tem que batalhar por aqueles que não podem.

Então, vamos compartilhar informações. Temos maneiras mais que suficientes agora para divulgar isso ao redor do mundo. Você pode participar da luta assinando a petição e divulgando entre seus amigos. Acompanhe a conversa iniciada no Facebook. Juntos, vamos conversar como UM.

Interessado em fazer campanhas em eventos como Isabelle? Se você mora na Bélgica, França, Alemanha, Reino Unido, EUA e África do Sul, entre em contato conosco para mais informação.

Por Visitante Blogger Isabelle Mertens
Versão em Português: Mônica Brito

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Junte-se a nós hoje!

Do que os líderes do #G8 precisam para transformar a vida de milhões de pessoas?
SUA VOZ!


Dentro de algumas semanas, presidentes, primeiros-ministros e chanceleres de todo o mundo estarão na Irlanda do Norte para uma  GRANDE reunião: a Cúpula do G8 em 17 e 18 de junho de 2013.

Eles têm muitas coisas para tratar, mas temos que certificar-nos que dois itens estejam no topo da lista : alimentação e transparência. Se eles agirem sobre estas duas questões, milhões de pessoas poderão sair da pobreza.

Esta é uma grande oportunidade. Estes líderes raramente estão juntos ao mesmo tempo. Temos até os dias 17 e 18 de junho, por isso devemos agir agora. Adicione seu nome hoje.

A Petição:

Caros Líderes Mundiais,

Este ano, comprometam-se em combater a desnutrição crônica e a desencadear uma revolução em transparência. Agindo agora, vocês podem ajudar a transformar milhões de vidas, colocar o poder nas mãos das pessoas e definir o rumo para acabar com a pobreza extrema até 2030.

Versão em Português: Li Lima

quarta-feira, 22 de maio de 2013

INFOGRÁFICO: Como vencer a luta contra a desnutrição mundial

Nossa campanha para iniciar uma revolução alimentar mundial e colocar a nutrição firmemente na agenda dos líderes mundiais está realmente ganhando velocidade.

Incríveis 267.000 pessoas adicionaram suas vozes até agora e como a reunião de líderes para uma cúpula pela nutrição acontece em apenas algumas semanas, eles terão que nos ouvir.

Nosso infográfico conta a história de como a subnutrição está afetando todos nós, não importa onde vivemos.

Por favor,  compartilhe e se ainda não o fez, adicione o seu nome agora à nossa  Revolução Alimentar.

A Luta Contra a Desnutrição


Este ano, mais de 2 milhões de pessoas morrerão porque estão obesas.

Enquanto mais de 2 milhões de crianças morrerão de desnutrição.


Estamos perdendo a luta contra a desnutrição. Esta é uma luta de proporções globais.

43 milhões de crianças com menos de cinco anos estão agora obesas ou acima do peso. Mas na África, 40% das crianças são tão cronicamente subnutridas aos cinco anos de idade que nunca irão se desenvolver totalmente física e mentalmente.

É tempo de aderir à luta contra a desnutrição global. Se o problema é supernutrição ou desnutrição, a causa é universal: ALIMENTO.

De Birmingham a Bamako uma dieta saudável, balanceada, repleta de nutrientes é fundamental para nossa saúde e produtividade.

Sabemos que investir em agricultura é um dos melhores caminhos para lutar contra a pobreza.

O tempo de agir é agora. O mundo precisa colocar a nutrição no centro da agenda.

Os líderes mundiais vão encontrar-se no Reino Unido em junho para a maior Cúpula sobre Alimentação e Nutrição. Este momento apresenta uma oportunidade histórica para salvar milhões de vidas. Se nossos líderes agirem, 25 milhões de crianças podem escapar da desnutrição crônica até 2016.

Visite ONE.org/food e participe hoje da luta pela Nutrição Global.

Por Helen Hector
Versão em Português: Mônica Brito

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Por que a fome ainda existe em pleno século 21?

Quer saber por que a fome ainda existe em pleno século 21? Dê a Roger Thurow 20 minutos e ele lhe dirá.

Depois que tornou-se ativista agrícola, o jornalista Roger Thurow testemunhou a fome na Etiópia em 2003 em primeira mão, largou tudo e dedicou sua vida a responder a esta pergunta incompreensível: Por que os pequenos agricultores da África são algumas das pessoas mais famintas do continente?

Congratulações ao Roger, não só por ser corajoso o suficiente por perguntar, mas também por fazer toda a pesquisa para ser capaz de respondê-la. Eu trabalho com Roger há mais de um ano na ONE (e li seus livros também) – e essa conversa dele na TEDx trouxe lágrimas aos meus olhos. Eu nunca vi, até agora, paixão tão obstinada e sinceridade em um ativista e estou orgulhosa em dizer que trabalho com ele. 

Por favor, reserve 20 minutos hoje para assistir a este vídeo (em inglês) e deixe um comentário para o Roger :


Será que a palestra de Roger no TEDx lhe inspira? Em poucas semanas os líderes mundiais estarão reunidos no Reino Unido para tomar grandes decisões sobre nutrição global, e nós precisamos de sua ajuda para chamar para a ação correta, que pode ajudar 25 milhões de crianças escaparem da desnutrição até 2016 e crescer para alcançar seu pleno potencial. 

Atue no combate a desnutrição infantil crônica assinando a petição aqui.

Por Malaka Gharib
Versão em Português: Mônica Brito

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Por que Jamie Oliver quer que você se junte à revolução alimentar global.


Eu quis tirar um tempo para escrever para você sobre uma coisa que está em meu coração – comida. Mas não está só no meu, mas no coração de cada família e tem um espaço prioritário em nossos lares.Ela nos vincula as melhores partes da vida.

Mas neste momento nós estamos vivendo uma terrível realidade. A comida que comemos – por frequentemente carecer dos nutrientes adequados - está nos matando! Estando na Tanzânia ou no Texas, ter acesso a alimentos nutritivos para você e sua família se tornou uma batalha diária. Nós estamos famintos de educação alimentar e, como resultado, não sabemos o que é bom para nós e o que já não é mais.

Só neste ano mais de 2 milhões de pessoas irão morrer de obesidade, enquanto quase 2 milhões de crianças irão morrer de desnutrição. Isto é inaceitável, e algo tem que ser feito.

A campanha ONE e o meu Dia da Revolução Alimentar (Food Revolution Day - em inglês) tem muito em comum. Primeiro, nós não ficamos quietos. Nós nos recusamos a sentar e deixar coisas como esta continuarem. Nós espalhamos as notícias e recebemos mensagens sobre boa educação alimentar e práticas alimentares por aí, tanto localmente quanto globalmente.
Em algumas semanas os líderes do mundo irão se reunir em uma discussão sobre alimentação, então precisamos formar uma voz – muito alta, muito forte. Esta é a chance de fazer a diferença, pessoal. Está na hora dos líderes mundiais perceberem que o que estamos comendo está nos matando, e eles têm poder de parar isso. Comida está no topo da minha lista, está no topo da sua, e está na hora de ir para o topo da lista deles.

Esta é a mensagem que estamos enviando a eles: Líderes mundiais, ajudem 25 milhões de crianças a atingirem todo o seu potencial fazendo um comprometimento mensurável para reduzir a má nutrição crônica até 2016.

Eu não sou médico. Eu sou chef. Eu não tenho equipamentos médicos caros. Eu só uso informação, educação e minha voz. Então eu preciso que você se junte a mim se quisermos ser ouvidos.
Esteja você lutando contra pobreza e fome  ou obesidade e doenças relacionadas a dieta alimentar, nós precisamos mudar o jeito de pensar sobre comida. Esta é a hora de uma revolução alimentar. Nós podemos salvar milhões de vidas.

Junte-se a mim pedindo que nossos líderes façam da nutrição uma prioridade hoje.


Por Jamie Oliver
Versão em Português: Silvia Pazin

quinta-feira, 2 de maio de 2013

PETIÇÃO: Junte-se à revolução alimentar!


RESUMO:

O que comemos está nos matando - porque falta os nutrientes adequados. Só neste ano mais de 2 milhões de pessoas morrerão como resultado da obesidade e mais de 2 milhões de crianças morrerão de desnutrição.

Isto é simplesmente insano!

Em algumas semanas, líderes mundiais estarão reunidos e temos a chance de fazer a diferença. Vamos assegurar que eles não falem apenas, mas ajam.

É hora de uma revolução alimentar. É hora de salvar milhões de vidas.


LEIA A PETIÇÃO

Caros líderes mundiais,
Ajudem 25 milhões de crianças a atingirem todo seu potencial, assumindo compromissos mensuráveis ​​para reduzir a desnutrição crônica em 2016.



Compartilhe.

Versão em português: Li Lima

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Bono, Lula e o combate à pobreza extrema

Coincidentemente, decorridos 2 anos do primeiro show do U2 em terras brasileiras, algo familiar a nós brasileiros aconteceu na tarde desta terça-feira.
    O ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva e seu "amigo" Bono, tiveram um encontro e conversaram durante uma hora em Londres.
    O tema foi o bolsa-família (carro chefe do governo de Lula), segurança alimentar, a fome na África e como não podia faltar, falaram de futebol.
    Como Bono já conhece o programa de inclusão social realizados no Brasil, pediu a Lula que fizesse um resumo de sua viabilidade em nível mundial, já que em seu ponto de vista, Lula assumiu o posto que antes era de Nelson Mandela (agora com problemas de saúde) como o grande interlocutor mundial dos pobres.
    “Lula, você é o único interlocutor capaz de falar com capitalistas e socialistas, com dirigentes dos países ricos e com as lideranças do Terceiro Mundo”.
    Os números apontados por Lula, foram estarrecedores:
    “Some os 9,5 trilhões de dólares gastos para salvar bancos norte-americanos e europeus, depois da crise de 2008, mais os 1,7 trilhões de dólares despejados pelos EUA na guerra do Iraque, e você terá mais de US$ 11 trilhões. Isso significa que os recursos jogados na farra dos bancos e na invasão do Iraque seriam suficientes para montar um mega-programa Bolsa Família que atenderia a todos os pobres do mundo durante 150 anos”.
    O vocalista do U2 ainda propôs juntar a ONE (organização não-governamental fundada por ele) ao Instituto Lula, visando difundir e estimular em países africanos os programas contra a fome e a miséria.
    Bono ainda fez um desafio ao ex-presidente Lula:
    “Você é hoje a única pessoa em condições de liderar uma cruzada internacional para transformar o Bolsa Família num programa planetário, que atenda a todos os pobres do mundo! Vamos, eu me junto a você e fazemos isso juntos!”
    E para a alegria (ou tristeza de alguns torcedores mais fanáticos - reza a lenda que Bono usa 2 pares de meia) Lula e Bono estarão juntos nas arquibancadas do novo estádio do Corinthians, na abertura da Copa do Mundo de 2014.
    Será?!? Vamos torcer.
    Por Parceiro do Blog: Junior

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

ONE na estrada com Stardfield no Canadá

Mês passado, a One foi para a estrada com a banda contemporânea Cristã canadense e membro da One de longa data Starfield em sua turnê “We Are The Kingdom”. Os Voluntários da One fizeram centenas de novos membros e expressaram palavras sobre doenças evitáveis, nutrição infantil global e aumentaram a conscientização sobre o maravilhoso vegetal – A batata doce!
Starfield em Ottawa
Cada membro da banda usava com orgulho suas pulseiras brancas da ONE a cada noite e incentivavam o público a tornarem-se membros. Nós também tivemos a equipe do Starfield conversando com as pessoas sobre a ONE! A mensagem da One foi reforçada cada noite com histórias e vídeos da banda em sua recente viagem para o Kenya com o World Vision onde eles encontraram a extraordinária Anastásia, que é responsável por cuidar de seus nove netos órfãos.  Esse vídeo preocupante foi um lembrete tangível da vida e risco real que o povo da África enfrenta. A banda é apaixonada pela luta contra a pobreza extrema e regularmente incorpora a consciência e a defesa em seus shows.
Gerente de turnê do Starfield, Duane Bradley  em Toronto
Tim Neufeld, vocalista do Starfield disse o seguinte sobre a parceria com a ONE:

“Nós AMAMOS trabalhar com a equipe da ONE na turnê “We are the Kingdom”. Seu entusiasmo e habilidade de elevar-se acima da política partidária que parece dominar nossa era é revigorante e inspiradora. Nós desejamos a ONE que Deus abençoe sua luta contínua para acabar com a pobreza extrema e sofrimento ao redor do mundo.”
Sarah Stone da ONE, Jon Neufeld & Tim Neufeld do Starfield e Talia Stone, membro da ONE em Montreal
A resposta e entusiasmo para a ONE foi outro ótimo exemplo de paixão que os Canadenses têm por assuntos globais. Sem falha, em cada parada da turnê as pessoas estavam animadas sobre engajamento e usar suas vozes para fazer a diferença para os mais pobres e vulneráveis do mundo."

Por Sarah Stone
Versão em Português: Deise Oliveira