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terça-feira, 1 de abril de 2014

Agricultura


Assine a petição agora

Prezados líderes Africanos,

Podemos criar milhões de empregos, alimentar a África e criar um futuro melhor se vocês mantiverem suas promessas de investir em agricultura e apoiar os pequenos agricultores, especialmente mulheres.
Assine a petição e baixe GRATUITAMENTE a música Cocoa Na Chocolate featuring D’Banj e alguns dos maiores artistas africanos.
Versão em Português: Li Lima

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Reflexões sobre a minha corrida para ONE

Passaram-se 10 dias desde o final da prova Ultra África em Burkina Faso (Nota: postado originalmente em 28/11/2013). Eu completei muitas corridas desafiadoras, de multiestágio no deserto nos últimos anos, mas nunca demorou tanto tempo para me recuperar.

Meus pés ficaram com bolhas do segundo dia em diante como resultado do calor intenso e irregularidade do terreno. No último dia da corrida eu tinha infecções em ambos os pés, que pioraram durante os três dias após a corrida, durante a viagem de Banfora a Joanesburgo .

Mas esta é a vida para os participantes de eventos desportivos extremos, como corridas multiestágio no deserto. Não é o caso se vai ser um desafio ou não, mas sim quão bem seu corpo vai lidar com as circunstâncias. A parte triste dessa corrida, além dos problemas com os meus pés que senti o tempo todo, é que um corredor sem pés nas condições que encontramos em Burkina Faso é rapidamente relegado a alguém que se assemelha a uma tartaruga em movimento lento. E no final da corrida, eu não era nada mais do que uma grande tartaruga com dores terríveis. Felizmente terminei a corrida de cinco dias, de 213 quilômetros, e a cura dos meus pés está lentamente fazendo progresso.


David durante a corrida Ultra África
Eu dediquei a minha participação na corrida Ultra África 2013 para o trabalho da ONE na África. Durante cada dia da corrida destacamos um tema específico de interesse para o trabalho da ONE - tecnologia, saúde, energia, transparência e agricultura. Estas 5 questões são de especial relevância para um país como Burkina Faso, e, especialmente para a região sul-ocidental onde a corrida foi realizada. Além do calor intenso que caracteriza a área, serviços de governo e infraestrutura são quase inexistentes. Não há eletricidade e água corrente, dificilmente qualquer instalação de educação e de saúde funcionais, e a principal atividade econômica é a agricultura de subsistência. A vida diária é uma luta para a maioria, e as circunstâncias locais que testemunhamos durante a corrida destacaram os desafios que as pessoas ainda enfrentam em muitas partes da África, especialmente na área rural.

Apesar de Burkina Faso ser um dos países mais pobres do mundo e, portanto deve continuar a ser beneficiado pelo apoio internacional, é também um país rico em recursos minerais. Muitas empresas internacionais de mineração e outras estão ocupadas explorando oportunidades no país. O desafio para Burkina Faso, como para muitos outros países africanos, é em última análise, como utilizarão suas riquezas naturais para melhorar a qualidade de vida de seus cidadãos.

ONE dá crescente ênfase à transparência relacionada à conduta das empresas multinacionais, ao mesmo tempo, estimulando os governos africanos a serem mais "abertos" com relação a alocação de recursos em apoio às prioridades de desenvolvimento tais como saúde, educação e agricultura, são intervenções importantes para garantir que o produto das riquezas naturais da África, em última análise apoiem o desenvolvimento futuro do continente. Esta não uma tarefa fácil e vai exigir esforços sustentados pela ONE e por muitos outros membros da sociedade civil com interesses semelhantes.

Minha organização, a TechSoup Global, apoiará a realização do Acampamento Net2 no início de 2014, em Burkina Faso, que fornecerá às organizações locais da sociedade civil uma oportunidade estratégica para aprender mais sobre o poder e o potencial da tecnologia em apoio ao seu trabalho e ação cidadã .

Eu gostaria de agradecer a equipe da ONE em Joanesburgo e Londres por todo o seu apoio antes e durante a corrida, e as muitas mensagens de apoio e incentivo que as pessoas postaram pelo Facebook e blog  da ONE.

É uma honra ser associado da ONE África como membro do Conselho Consultivo de Política, e a oportunidade que tive de apoiar seu trabalho através da minha participação no Ultra Africa Race.

Já estou planejando minha próxima corrida de aventura no deserto e espero continuar a apoiar o trabalho da ONE e de outras causas dignas através da minha participação.

Mas, por agora , a minha corrida pela ONE terminou!

David Barnard é membro do Conselho Consultivo de Política da ONE África e Vice-Presidente da TechSoup na África. De 14 a 18 novembro de 2013 ele assumiu um incrível desafio:  o Ultra ÁFRICA Race em Burkina Faso.

Por: David Barnard
Versão em Português: Li Lima

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

A agricultora queniana Anne responde às suas perguntas

Em parceria com o Fundo One Acre, estamos seguindo Anne, uma pequena agricultora do Quênia, pela safra inteira. Do plantio à colheita, vamos averiguar em cada mês para ver como a vida realmente é para um agricultor da zona rural do Quênia.

Foto: Anne com seus filhos Leah, Sharon e Joshua. Foto: Hailey Tucker / Fundo One Acre
No mês maio, Anne terminou a maior parte do plantio. Embora ela ainda tenha que trabalhar em sua área, capinando e aplicando fertilizantes para cada cultura, no momento adequado, estes trabalhos menos demorados significam que ela pode passar mais tempo na vida familiar.

Seu filho mais velho Briston saiu de casa, mas seus outros filhos, Sharon (18), Lia (14), Joshua (13), Elvis (7) e Steve (3) estão em casa, quando não estão na escola.

Cedo em uma manhã de segunda-feira, Anne se move em torno da casa escura, em silêncio, mas rapidamente, sem precisar de luz para encontrar seu caminho de volta. No momento em que o sol começa a subir, ela já tem os filhos vestidos e prontos para comer.

Ela diz a Joshua para pegar uma tigela de lata para o seu lanche matinal ainda quente de amendoim torrado e ajuda Sharon a ajustar sua gravata do uniforme escolar. À medida que as crianças comem na cozinha, Anne varre os caminhos de terra ao redor do seu recinto e endireita as toalhas de crochê que cobrem as cadeiras de madeira em sua casa. Ela balança a cabeça ligeiramente.

“Quando eu peço tarefas às crianças, na maioria das vezes elas se esquecem e eu volto a encontrar as tarefas não feitas”, diz Anne. “Às vezes, isso me deixa louca.”
Anne fazendo chá em casa
Foto: Hailey Tucker / Fundo One Acre

Ela faz rápido trabalho de arrumar a bagunça leve da casa e retorna para ajudar seus filhos a se prepararem para a escola. Seu marido Isaac já partiu para um mercado próximo, onde espera comprar gado que ele possa, então, revender no final de semana.

Depois de as crianças irem à escola, Anne deixa seu gado a pastar, examinando sua área para ver o que precisa ser feito na lavoura. Ela também tem que fazer várias viagens ao riacho mais próximo a 1 km a fim de buscar água suficiente para uma casa de sete poder beber e banhar-se.

“O que me faz tão cansada é a corrida entre os trabalhos”, diz Anne. “É como correr atrás do tempo e isso me deixa cansada. Estou sempre pensando, “após esta, então isto, e depois disso, então isso”.

Apesar do esgotamento que Anne sente, ela adora ser mãe. Ela sorri quando descreve como a casa fica agitada, à noite, quando todos os filhos voltam.

“Quando toda a família está por perto, algumas das crianças são muito ativas e barulhentas. Elas fazem piadas e toda a família ri. Então, há algumas que são mais tranquilas. Algumas ficam, às vezes, um pouco rudes, e então eu preciso intervir.” Anne diz: “Eu realmente gosto desta hora, todos os dias, porque eu posso aprender o caráter de meus filhos, quem é quem, e isso me traz alegria”.

Anne diz que quer que seus filhos se tornem tudo o que eles querem, quando eles crescerem, mas ela espera que eles aprendam algumas de suas habilidades também.

“Eu aprendi a cultivar vários tipos de legumes e como plantar cebolas, porque era isso que meus pais costumavam fazer”, diz Anne. “Eu quero dar a cada filho a oportunidade de escolher o que ele ou ela gostaria de fazer, mas espero que, uma vez vendo o que faço na minha fazenda, eles possam aprender e serem capazes de reproduzir, se precisarem.”
Foto: Anne pastoreia suas vacas. Foto: Hailey Tucker / Fundo One Acre
No mês passado, nós convidamos você a enviar uma pergunta para Anne e recebemos quase uma centena delas! Estaremos postando mais de suas respostas em posts futuros.

Stephanie Michelle perguntou: Qual é o maior obstáculo que você enfrenta como uma agricultora no Quênia?
Anne: “As chuvas e o sustento da família. Apesar de trabalhar duro executando as atividades da fazenda – elas podem falhar. E se elas falharem, a família ainda parece oferecer alguma coisa”.

Katarina Novotna perguntou: Se você pudesse ter qualquer emprego no mundo, qual seria?
Anne: “É o meu sonho vender roupas. Outros trabalhos que eu possa gostar de fazer teria exigido mais educação, e eu gosto dessa ideia, pois o trabalho ainda permitiria tempo para cuidar da minha família e do gado”.

Kevin Fath perguntou: Quais são as suas estratégias diante do aumento da variabilidade dos níveis de precipitação?
Anne: “Eu olho para as culturas e se elas estão crescendo lentamente e se tornando um pouco amareladas; então, eu sei que há muita chuva. Nesse caso, eu costumo cavar uma vala na maior parte do meu terreno para reter a água. Este ano, eu não fiz isso. Em vez disso, plantei grama napier para servir ao mesmo propósito, mas tenho observado que este ano as chuvas têm sido tão pesadas que a grama tem deixado a água passar rapidamente”.

O Fundo One Acre serve 125 mil pequenos agricultores no Quênia, Ruanda e Burundi, ajudando-os a aumentar suas colheitas e rendimentos. Ele fornece aos agricultores um pacote de serviços que inclui sementes e fertilizantes, crédito, treinamento e facilitação de mercado, e permite-os dobrar sua renda por hectare plantado. Para saber mais sobre o seu trabalho, você pode ler Roger Thurow em "A Última Estação da Fome".

Pela convidada Blogger: Hailey Tucker
Versão em Português: Mônica Brito

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Quanto custa o excesso de chuva? Pergunte à agricultora queniana Anne

Em parceria com o Fundo One Acre, estamos seguindo Anne, uma pequena agricultora do Quênia, pela safra inteira. Do plantio à colheita, vamos averiguar em cada mês para ver como a vida realmente é para um agricultor da zona rural do Quênia. Escrito por Hailey Tucker.
Foto: Anne em casa no Kisiwa, Quênia. Foto: Hailey Tucker
No oeste do Quênia o plantio bem sucedido para o ano é tipicamente visto como questão de material, habilidade e conhecimento. No entanto, a maioria dos agricultores reconhece que finalmente – independente da especialização – a germinação de plantas pode ser conquistada ou perdida pelas chuvas.

Para os agricultores que plantam muito cedo não haverá chuva consistente o suficiente para ajudar suas culturas a crescerem. Para os agricultores que esperam o tempo suficiente, mas se sem sorte, as sementes recém-semeadas serão lavadas pelas chuvas antes das mudas terem a chance de criarem raízes.

Tentar identificar o momento perfeito faz do plantio uma das escolhas mais cheias de risco que um agricultor pode fazer.

Foto: Anne (à esquerda) e Rasoa Wasike,
ambas membros do Grupo de Mulheres Kabuchai,
plantando milho-miúdo. Foto: Hailey Tucker
Há algumas noites seguidas estava muito quente para Anne dormir e quente demais parasequer se cobrir com qualquer tipo de cobertor, então ela sabia que estava chegando a hora. Anne estava acordada em um colchão umedecido de suor e ouvia um forte vento sussurrante nas árvores.

“Quando a temperatura permanece alta durante a noite e os ventos estão soprando forte de oeste para leste, eu acredito que as chuvas estão muito perto”, diz Anne. “Em seguida, no dia, eu observo as nuvens. Se há nuvens escuras e elas ficam mais perto da Terra do que as nuvens claras, então eu sei que as chuvas estão chegando.”

Após ter visto os sinais que Anne associou com chuvas que viriam, decidiu plantar parte de seu milho para a temporada no dia 22 de março e, em seguida, terminou o resto do terreno em 25 de março depois de tirar alguns dias para o funeral de sua sogra.

Na manhã de plantio, Anne e seu marido Isaac reuniram-se com seus parentes para rezar sobre as suas sementes e fertilizantes. “Eu sou uma crente”, diz Anne. “Eu sou espiritual, deste modo antes de plantar minha família vai rezar.” Isaac, que é pastor em uma igreja local, conduz a oração.

Após o plantio, Anne comentou: “Preparar o manuseio da terra para o milho-miúdo requer muito comprometimento e trabalho, porque tivemos que romper o solo muito fino e remover todos os detritos. Toda a preparação é útil, porque, em seguida, torna ainda mais fácil que o plantio do milho.”

Em 23 de março, as chuvas foram pesadas e como o terreno de Anne está situado em uma ligeira inclinação, seu primeiro ciclo de sementes recebeu de mais água do que o normal. Olhando para o terreno, duas semanas depois, os sulcos que uma vez dividiram suas carreiras de sementes são pouco visíveis, mas os trechos de milho-miúdo ainda começam a aparecer.

“As chuvas estão um pouco diferentes este ano, porque elas geralmente vêm em abril”, diz Anne. “Elas vieram este ano em março, em vez disso, e também são muito mais pesadas.”
Os primeiros brotos verdes de milho-miúdo germinando. Foto: Hailey Tucker
A segunda metade do seu terreno recebeu chuva leve na maior parte dos dias, imediatamente após o plantio, que é o melhor que Anne poderia ter pedido.

“Acredito que estas são boas”, Anne diz apontando para o segundo conjunto de mudas. “Elas são muito melhores. Eu acho que irão germinar bem.”

Você tem uma pergunta ou mensagem para Anne? Deixe um comentário e nós iremos levá-lo diretamente a ela, no Quênia, e tentar respondê-lo na próxima edição.

O Fundo One Acre serve 125 mil pequenos agricultores no Quênia, Ruanda e Burundi, ajudando-os a aumentar as suas colheitas e rendimentos. Ele fornece aos agricultores um pacote de serviços que inclui sementes e fertilizantes, crédito, treinamento, facilitação de mercado e os permite dobrarem a sua renda por hectare plantado. Para saber mais sobre o seu trabalho, você pode ler Roger Thurow em ‘"A Última Estação da Fome".

Pela Convidada Blogger: Hailey Tucker
Versão em Português: Mônica Brito

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Experimentos da agricultora Anne com batata-doce de polpa alaranjada

Em parceria com o Fundo One Acre, estamos seguindo Anne, uma pequena agricultora do Quênia, pela safra inteira. Do plantio à colheita, vamos averiguar em cada mês para ver como a vida realmente é para uma agricultora da zona rural do Quênia. 

Para o período de 2013, o Fundo One Acre ofereceu a cada um dos seus agricultores quenianos mais de 400 cepas vivas de batata-doce para plantar e colher.
Foto: Anne com suas novas plantas de batata-doce de polpa alaranjada. Crédito da foto: Fundo One Acre
Anne estava especialmente animada para receber suas cepas de batata-doce. Sua mãe costumava cultivar batata-doce todos os anos e Anne, geralmente, plantava um pequeno lote. No entanto, Anne espera que essas batatas sejam diferentes.

As cepas irão produzir batata-doce de polpa alaranjada, opostas às brancas que ela e sua mãe têm cultivado. Batatas-doces de polpa alaranjada são superiores às brancas, porque fornecem nutrientes importantes como as vitaminas C, A e B6.

O método de plantio do Fundo One Acre para batatas é diferente daquele que Anne utilizava no passado. Inclui técnicas que ela nunca tentou antes.
“Estou muito curiosa para ver como as batatas irão se desempenhar; então, eu poderei comparar entre as batatas anteriores e essas”, disse Anne.
“Espero que estas tenham um bom desempenho”, diz ela, enquanto escolhe as cepas cortadas com suas mãos, removendo quaisquer que acha murchas.

O método do Fundo One Acre para o plantio de batata-doce incentiva agricultores a criarem sulcos e plantar as cepas ao longo do topo de cada cume. Anne já havia plantado as batatas-doces em montes.
Anne experimenta o plantio de batatas-doces em sulcos. Crédito da foto: Fundo One Acre
“Este método de plantio de usar sulcos eu vi há muito tempo com a minha mãe, mas a forma como as cepas são plantadas no sulco é diferente de como ela costumava fazer”, diz Anne. “O Fundo One Acre disse para plantar as cepas no topo da serra. Minha mãe costumava plantá-las ao longo dos lados”.

Anne recebeu as suas cepas de batata-doce dia 06 de maio e as plantou com seus dois filhos mais velhos no dia 13 de maio. Eles plantaram as cepas em um terreno de Anne, perto da Igreja onde Isaac, seu marido, prega.

Anne diz que o novo método de plantio não foi muito difícil e espera que colher as batatas fora dos sulcos seja mais fácil do que colhê-las fora dos montes como ela estava acostumada.
Ela provou batatas-doces de polpa alaranjada antes e diz que tem sabor diferente da variedade que ela geralmente cultiva.

“Eu não me importo se elas são laranja ou branca, porque são ambas batatas e são ambas comestíveis!”, diz Anne. “As laranjas têm gosto muito doce para mim. Elas têm gosto de açúcar.”

Anne vai colher suas batatas doces em algum momento de agosto. Vamos compartilhar os resultados de sua colheita com você em poucos meses!

Enquanto isso, aqui estão mais algumas respostas para as perguntas que você enviou para Anne em maio.

Marietta perguntou: Anne, os pequenos agricultores dividem ou têm acesso a um boi, a fim de arar o solo?

Anne: Este ano eu usei dois bois para a primeira lavoura de minha terra e, em seguida, fiz a segunda com a mão. Eu aluguei os bois por um dia, pelo preço de 1.000 xelins quenianos (US$ 12 USD) por dia. Quando eu limpava com a mão, levava uma semana de 08h30 às 12:00 para limpar a mesma terra.

Karen E Van Buskirk perguntou: Olá Anne no Quênia! Eu vou orar para que você tenha um grande ano com as suas culturas. Quais as ferramentas que você usa?

Anne: “A ferramenta que eu mais uso é um jembe (enxada). Minha terra é livre de árvores, então não preciso de um panga (facão) e de outra ferramenta qualquer para derrubar algo. Eu uso o jembe para lavrar a minha terra, romper o solo e fazer linhas e sulcos para o plantio.”

Por Convidado Blogger: Hailey Tucker
Versão em Português: Mônica Brito

quarta-feira, 22 de maio de 2013

INFOGRÁFICO: Como vencer a luta contra a desnutrição mundial

Nossa campanha para iniciar uma revolução alimentar mundial e colocar a nutrição firmemente na agenda dos líderes mundiais está realmente ganhando velocidade.

Incríveis 267.000 pessoas adicionaram suas vozes até agora e como a reunião de líderes para uma cúpula pela nutrição acontece em apenas algumas semanas, eles terão que nos ouvir.

Nosso infográfico conta a história de como a subnutrição está afetando todos nós, não importa onde vivemos.

Por favor,  compartilhe e se ainda não o fez, adicione o seu nome agora à nossa  Revolução Alimentar.

A Luta Contra a Desnutrição


Este ano, mais de 2 milhões de pessoas morrerão porque estão obesas.

Enquanto mais de 2 milhões de crianças morrerão de desnutrição.


Estamos perdendo a luta contra a desnutrição. Esta é uma luta de proporções globais.

43 milhões de crianças com menos de cinco anos estão agora obesas ou acima do peso. Mas na África, 40% das crianças são tão cronicamente subnutridas aos cinco anos de idade que nunca irão se desenvolver totalmente física e mentalmente.

É tempo de aderir à luta contra a desnutrição global. Se o problema é supernutrição ou desnutrição, a causa é universal: ALIMENTO.

De Birmingham a Bamako uma dieta saudável, balanceada, repleta de nutrientes é fundamental para nossa saúde e produtividade.

Sabemos que investir em agricultura é um dos melhores caminhos para lutar contra a pobreza.

O tempo de agir é agora. O mundo precisa colocar a nutrição no centro da agenda.

Os líderes mundiais vão encontrar-se no Reino Unido em junho para a maior Cúpula sobre Alimentação e Nutrição. Este momento apresenta uma oportunidade histórica para salvar milhões de vidas. Se nossos líderes agirem, 25 milhões de crianças podem escapar da desnutrição crônica até 2016.

Visite ONE.org/food e participe hoje da luta pela Nutrição Global.

Por Helen Hector
Versão em Português: Mônica Brito

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Por que a fome ainda existe em pleno século 21?

Quer saber por que a fome ainda existe em pleno século 21? Dê a Roger Thurow 20 minutos e ele lhe dirá.

Depois que tornou-se ativista agrícola, o jornalista Roger Thurow testemunhou a fome na Etiópia em 2003 em primeira mão, largou tudo e dedicou sua vida a responder a esta pergunta incompreensível: Por que os pequenos agricultores da África são algumas das pessoas mais famintas do continente?

Congratulações ao Roger, não só por ser corajoso o suficiente por perguntar, mas também por fazer toda a pesquisa para ser capaz de respondê-la. Eu trabalho com Roger há mais de um ano na ONE (e li seus livros também) – e essa conversa dele na TEDx trouxe lágrimas aos meus olhos. Eu nunca vi, até agora, paixão tão obstinada e sinceridade em um ativista e estou orgulhosa em dizer que trabalho com ele. 

Por favor, reserve 20 minutos hoje para assistir a este vídeo (em inglês) e deixe um comentário para o Roger :


Será que a palestra de Roger no TEDx lhe inspira? Em poucas semanas os líderes mundiais estarão reunidos no Reino Unido para tomar grandes decisões sobre nutrição global, e nós precisamos de sua ajuda para chamar para a ação correta, que pode ajudar 25 milhões de crianças escaparem da desnutrição até 2016 e crescer para alcançar seu pleno potencial. 

Atue no combate a desnutrição infantil crônica assinando a petição aqui.

Por Malaka Gharib
Versão em Português: Mônica Brito

terça-feira, 2 de abril de 2013

Políticos de Uganda: comunidades assinam acordo contra a corrupção


O que podemos fazer para combater a corrupção? Uma das mais frequentes perguntas que a Transparência Internacional fez quando publicou o Índice de Conhecimento da Corrupção 2012.


A questão é particularmente pertinente na África, que tem apenas 5 países entre os 50 primeiros do índice, onde pontuações mais baixas indicam maior percepção de corrupção em 176 países no setor público. 90% dos países africanos no índice marcam menos que 50 de 100, com Botswana em 30° lugar mostrando o que pode ser alcançado na luta contra a corrupção e Somália em último lugar avisa o que pode acontecer se você não faz.

A corrupção é um fardo diário em Uganda, que se classificou em 130° dos 176 países e, recentemente, enfrentou um escândalo de grande aporte. A situação é particularmente tensa no setor de saúde. Nossa pesquisa mostrou que menos da metade dos funcionários estavam disponíveis nas unidades de saúde. A ausência de especialistas em saúde inevitavelmente expõem as pessoas a pagar subornos se quiserem tratamento preferencial.

De fato, 24% dos profissionais de saúde pesquisados reconheceram que receber pagamentos informais em troca de serviços é comum. 44% relataram que usuários do serviço, por vezes, oferecem presentes aos funcionários de saúde. (Nossos colegas no Zimbábue enfrentam um desafio semelhante: enfermeiros multam mulheres por gritarem no parto).

A situação é agravada pela falta de transparência e prestação de contas, tornando mais difícil aos cidadãos enfrentarem o problema. Nenhuma das instalações de nível mais baixo de saúde que nós observamos tinha registros financeiros completos e a maioria das instalações não tinham atualizados os registros de estoque de medicamentos.

Em 2010 nós propusemos a resolução dos problemas na área de saúde e agricultura, implementando pactos de desenvolvimento no centro de Uganda, semelhante àqueles tentados pelos nossos colaboradores na Índia.  

Dissemos às comunidades para escolherem a sua própria agenda de desenvolvimento, então pedimos aos políticos locais a se comprometerem a cumprir essa agenda. As pessoas foram capazes de escolher as questões que lhes interessam, e claramente relataram o que esperam que seus líderes concretizem.

Alguns dos líderes recusaram, alguns se inscreveram. Não surpreendentemente, mais dos últimos que os primeiros foram eleitos.


Foto: Um político local assina o acordo.
Depois que o acordo foi assinado, cidadãos estabelecem comissões para monitorar o progresso. Políticos e funcionários dão frequentemente acesso aos seus escritórios para obtenção de informação.
O resultado foi pressão implacável da comunidade por melhores serviços. Os comitês contam pessoalmente os medicamentos que são entregues. A lista de medicamentos recebidos é publicada em quadros de aviso. Mais funcionários foram contratados, mais mosquiteiros foram entregues e mais pessoas estão visitando os centros de saúde. Os pais já aprenderam a controlar os orçamentos e estão monitorando agora os orçamentos escolares também.

As pessoas da minha aldeia são felizes, porque podem receber todos os medicamentos básicos prescritos pelo médico sem custo e a escassez de medicamentos tornou-se história no centro de saúde. – Um membro da comunidade do sub condado Kyebe.

Outra prioridade foi o financiamento do governo para os agricultores de subsistência. O governo fornece fundos de apoio aos agricultores. No âmbito do sistema, as autoridades locais devem utilizar os fundos do Estado para a compra de sementes e equipamentos aos agricultores de subsistência locais. O problema é que sempre compram sementes e máquinas abaixo do padrão e mantem a diferença.

Realizamos comitês de avaliação com a participação de políticos locais e representantes do governo. No passado, os políticos sempre culpavam o outro pelas falhas. Mas quando estão todos na mesma sala, de repente torna-se difícil fugir a responsabilidade.


                         Foto: Membros da Transparência Internacional e da comunidade testemunham a assinatura do acordo.

Conseguimos dar aos agricultores mais controle sobre o processo. Os critérios para selecionar os agricultores que recebem o apoio ficaram mais simples e mais abertos. Mais agricultores aderiram ao programa de apoio do governo, depois de terem sido informados dos seus direitos e de que o processo seletivo foi elaborado mais aberto.
Nosso trabalho continua.
No norte do país, estamos ajudando os cidadãos a denunciarem problemas na área de saúde através do envio de mensagens de texto SMS. Por exemplo, eles advertiram que as redes de malária não estão sendo distribuídas, apesar do fato de o centro de saúde ter recebido a entrega do governo central.
Por: ONE Parceiros
Versão em Português: Mônica Brito

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Agricultura

O Desafio

A Assistência ao Desenvolvimento para a agricultura tem diminuído ao longo das últimas duas décadas, deixando muitos países pobres mais vulneráveis ​​à fome e à pobreza. Na África Subsaariana especialmente, a agricultura tem sido marcada por baixa produtividade e baixo investimento, o que torna difícil para os africanos alimentar-se e ganhar renda com agricultura. O aumento dos preços dos alimentos em 2008 comprometeu ainda mais pessoas em nações pobres pois os preços dos alimentos importados como arroz, trigo, milho atingiram o pico. Isso, combinado com a crise financeira mundial, resultou em um impacto econômico devastador em famílias pobres, que frequentemente gastam pelo menos metade de sua renda em alimentos. Estima-se que em 2009 o número de pessoas famintas no mundo ultrapassou 1 bilhão. Apesar deste número ter decrescido ligeiramente (925 milhões em 2010), está prestes a subir novamente pois os preços mundiais dos alimentos estão 50% mais altos do que há seis meses, um aumento que pode durar anos segundo previsões de analistas e poderia conduzir milhões a pobreza e fome .

A oportunidade

Investimento em agricultura pode ser transformador, especialmente para os camponeses na África Subsaariana, onde o setor emprega cerca de dois terços da população e é responsável em média por um terço do PIB. As mulheres produzem de 60 a 80% dos alimentos na África subsaariana, e o Banco Mundial estima que o crescimento no setor agrícola é duas vezes mais eficaz na redução da pobreza, que o crescimento em outros setores. Este investimento vai ajudar as pessoas mais pobres do mundo a escapar da pobreza. Além de acelerar o crescimento econômico, o investimento na agricultura também permitirá que os países mais pobres do mundo alimentem melhor seu povo e resistam a choques futuros decorrentes de alterações nos preços globais de alimentos, mudanças de padrões climáticos e crises financeiras.
O acesso a ferramentas, fertilizantes, sementes e informações são urgentemente necessários para ajudar as comunidades a evitarem outra crise de alimentos. Redes de Segurança Social do tipo Programa Frente de Trabalho também são necessários para garantir que as famílias mais vulneráveis não empobreçam ainda mais. A longo prazo, a segurança alimentar e o crescimento e econômico exigirão investimentos significativos em agricultura e desenvolvimento rural. Com infraestrutura, melhorias na tecnologia e treinamento e acesso a serviços financeiros, os agricultores poderão beneficiar-se com aumento das colheitas e conexões mais fortes com os mercados domésticos, regionais e internacionais.

Versão em Português: Li Lima

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

ATUALIZAÇÃO: Bono fala aos líderes globais sobre fome, agricultura e transparência no simpósio pré-G8

ATUALIZAÇÃO: Quem perdeu as observações de Bono,  pode conferir o vídeo completo aqui (em inglês):


Em meio a uma enxurrada de funcionários públicos, líderes de negócios e de ONGs e chefes de Estado Africanos, no “Simpósio Sobre Agricultura Global e Segurança Alimentar” do Conselho de Chicago Sobre Assuntos Globais, a ONE tinha o seu próprio representante: o nosso cofundador Bono.

Bono proferiu um discurso que cobriu tudo, desde a agricultura mundial à ajuda externa para a transparência no setor de mineração. No contexto dos acontecimentos do dia, seus comentários eram uma chamada à ação para todos na sala, nos incentivando a trabalhar juntos para ajudar a tirar 50 milhões de pessoas da pobreza.

“A conversa mudou”, disse ele. “A ajuda é mais inteligente. Está finalmente claro para muitos de nós que o continente que contém a maior parte da pobreza também contém a maior parte da riqueza... Imagine um subsolo rico em ouro, cobre, petróleo... terra fértil não cultivada. Sem mencionar os recursos humanos.”

Bono elogiou a nova aliança do presidente Barack Obama para promover o crescimento agrícola na África, que foi anunciada na mesma data. “Se as palavras de seu discurso forem transformadas numa ação corajosa em parceria com o mundo em desenvolvimento e o setor privado; então, hoje foi um verdadeiro marco”, disse ele.

Ele não se esquivou de reconhecer as duras realidades econômicas que muitos governos enfrentam hoje, elevando-se em 0,7% o objetivo da ODA (Assistência ao Desenvolvimento Oficial) na UE, que está atualmente sob ameaça. Ele também disse que o desenvolvimento internacional, como a música, pode estar sujeito aos caprichos da moda. “A fome era sem graça, não sensual, em algumas estações”, disse. “Mas não é sem graça se você vive no Sahel agora.”

Foi um discurso em geral inspirador, mas acho que ele se resumiu melhor com essa citação: “O Momento pelo qual estamos todos trabalhando, é fazer da Assistência, história.” Não poderíamos concordar mais.

Por Malaka Gharib
Versão em Português: Mônica Brito

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Bob Geldof: Os líderes do G8 ainda são capazes de acabar com a pobreza


Bob Geldof conversa com o correspondente da ITV News' Africa Rohit Kachroo na Etiópia
Há algumas semanas, Bob Geldof voltou para a Etiópia para destacar vários problemas no país, incluindo a segurança alimentar, no período que antecedeu a Cúpula do G8 - que aconteceu em Camp David (Maryland - Estados Unidos) entre 18 e 19 de maio de 2012.

Bob Geldof pediu que os líderes do G8 cumpram suas promessas de combater a pobreza extrema e a fome.

Mais de 290.000 ONE membros assinaram a nossa Petição para a Prosperidade (Thrive petition) chamando o G8 a apoiar um plano global para garantir que 50 milhões de pessoas saiam da pobreza através da agricultura e 15 milhões de crianças não tenham que sofrer de desnutrição crônica. Além disso, milhares de membros da ONE enviaram  mensagens para serem  escritas na estrada que conduzia à Cúpula, pelo robô ONE Street Tweet Levando para as Ruas).

Você pode assistir ao relatório completo da ITV aqui ( http://www.itv.com/news/2012-05-14/bob-geldof-returns-to-ethiopia-ahead-of-g8-summit/), ou como foi anunciado na MSNBC no link abaixo:

http://video.msnbc.msn.com/nightly-news/47419569#47419569

Por Peter Taylor
Versão em Português: Aline Dias