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segunda-feira, 13 de novembro de 2017

ASSINE A PETIÇÃO: Min Aung Hlaing: Pare a "Limpeza Étnica" em Miamar



"Min Aung Hlaing não é um nome muito conhecido fora de Miamar - mas deveria. Este homem é o Comandante Geral dos Serviços de Defesa, que não responde a ninguém quando ameaça a segurança é declarada. Isso no entanto não é de modo algum desculpa para o silêncio dela, Aung San Suu Kyi não tem controle, constitucional ou outro, sobre as ações dele, e é ele quem autorizou e supervisionou o terror imposto ao povo Rohingya , sob o disfarce de proteger Miamar do terrorismo. Condená-la (Aung San Suu Kyi) e ignorá-lo (Min Aung Hlaing), é um erro." 

Fonte: 'THIS, WE NEVER IMAGINED…' Parte do texto divulgado no site oficial do U2 em 11/11/2017


sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Prova de que a Ajuda Alimentar dos Estados Unidos funciona...em 15 fotos

Como uma criança faminta no Quênia tornou-se um campeão Olímpico... e então usou sua voz para retribuir para sua comunidade.

1. Este é Paul Tergat.
Photo credit: Iaaf.org

2. Ele nasceu numa vila rural no vale do Quênia em 1969 e tem 17 irmãos.
Photo credit: Kiva

3. Ele se recorda de passar dias sem uma refeição decente.
Photo credit: fittothefinish.com
4. E de como acordar faminto fazia seu caminho de 3 milhas para a escola muito mais difícil.
Photo credit: Wikimedia Commons

5. Sua família passou sem o básico necessário, o que dificultava a concentração nos estudos.
Photo credit: ONE

6. Quando Paul tinha 8 anos, o World Food Programme (Programa Mundial de Alimentos) passou a fornecer almoço em sua escola diariamente.
Photo credit: Tamani Africa

7. E ele atribui seu sucesso na escola por ter essas refeições diárias pela primeira vez.
Photo credit: ONE

8. Assim como a obter energia para correr aquelas 3 milhas na ida e volta da escola, ao invés de andar.
Photo credit: Mira Terra Images

9. Depois do colégio, Paul entrou para a Força Aérea Queniana onde ele continuou a correr.
Photo credit: The United Nations

10. E rapidamente ele descobriu que tinha a habilidade para correr longas distâncias.
Photo credit: Running Scientist

11. Em 1996, numa noite de verão em Atlanta, Paul Tergat tornou-se campeão Olímpico ganhando a medalha de prata na corrida de 10.000 metros. Ele ganhou a segunda medalha de prata na Olimpíada em Sidney, 4 anos depois.
Photo credit: The Paul Tergat Foundation

12. Sob o Portão de Brandenburgo em Berlim, 2003, ele tornou-se o homem mais rápido do mundo a correr uma maratona.
Photo credit: The Paul Tergat Foundation

13. A vida de Paul fechou o círculo completo quando ele tornou-se um Embaixador Contra a Fome pelo World Food Programme. A mesma organização que forneceu suas refeições na infância.
Photo credit: The World Food Programme


14. Em adição a suas atividades com as Nações Unidas, ele criou uma fundação que trabalha para estimular os talentos dos quenianos na área rural.
Photo credit: The World Food Programme


15. Em outubro, Paul esteve em Washington, D.C., compartilhando sua história no Senado, explicando que a assistência funciona – e que o ajudou a alcançar todo seu potencial.
Photo credit: The Paul Tergat Foundation

Ajuda funciona. Passe adiante. Junte-se a ONE agora e nos ajude a proteger a Assistência Externa dos Estados Unidos.


Agradecimento especial ao World Food Program USA por compartilhar a história de Paul conosco!

Por: Erin Krall
Versão em Português: Li Lima

sexta-feira, 19 de julho de 2013

De cair o queixo, estatística vira a cabeça

Crianças na Escola Mawango em Malawi comendo um lanche matinal de mingau, apoiado pelo Programa Alimentar Mundial. Foto: Morgana Wingward
Não é sempre que eu leio uma estatística que faz o meu queixo cair e virar a minha cabeça. Hoje, eu li.

A eminente revista médica britânica The Lancet divulgou um novo estudo sobre a nutrição infantil e materna. No relatório a descoberta mais chocante: estamos (absolutamente) errados sobre a desnutrição. Sim, sabíamos que a desnutrição é um grave problema em todo o mundo em desenvolvimento. Sim, sabíamos que a mesma rouba de milhões de crianças vidas e futuros produtivos. Mas o que não sabemos é o quanto ruim ela realmente é.

Hoje nós aprendemos que o flagelo da desnutrição é uma ameaça muito maior para a vida das crianças do que jamais imaginamos. Acontece que chocantes 3.1 milhões de crianças morrem a cada ano por causa do problema básico de desnutrição. Isso representa 45% de todas as mortes de crianças menores de 5 anos de idade, e não um terço do previamente entendido. Em outras palavras, a desnutrição é responsável por mais de 600.000 mortes de crianças, a cada ano, do que imaginávamos.

Em cima disso, para as crianças que conseguem sobreviver à desnutrição em seus primeiros anos, 165 milhões vão crescer atrofiadas como resultado. Isso significa que o seu crescimento, a capacidade de aprendizado, o desenvolvimento cognitivo, o rendimento futuro e a produtividade são prejudicados – pelo resto de suas vidas. E isso também significa que o desenvolvimento do capital humano e de países inteiros é sabotado.

O que é tão chocante sobre essa estatística é a sobreposição do que os doadores estão contribuindo agora para a luta contra a desnutrição. A ajuda total global de nutrição básica no ano passado foi de apenas $418 milhões de dólares, ou apenas de 0,4% de toda a ajuda estrangeira. Como pode ser isso, quando a desnutrição atinge milhões de vidas e afeta crianças e mães mais pobres do mundo?

Felizmente, há uma boa notícia – e na hora certa. Os autores de Lancet descobriram que milhões de vidas infantis podem ser salvas, a cada ano, se um conjunto de 10 comprovadas intervenções nutricionais forem ampliadas. Isso não é fácil e custa dinheiro – US$ 3-4 bilhões/ano dos doadores, de acordo com o novo estudo. Mas nós temos a evidência e as soluções. O que precisamos agora é a vontade política dos líderes para, finalmente, resolver esta crise de nutrição.

No Evento Nutrição para o Crescimento em Londres, o Primeiro Ministro David Cameron e o Governo do Brasil chamaram esses líderes, chefes de Estado, Diretores Executivos e chefes de fundações e organizações da sociedade civil para fazerem promessas ousadas para financiar a luta. As últimas notícias do The Lancet devem acrescentar urgência às suas chamadas e devem desencadear uma ação ainda mais ambiciosa.

350.000 membros da ONE demonstraram o seu apoio assinando nossa campanha Revolução Alimentar Global
Os líderes mundiais precisam intensificar os esforços. O momento para agir é agora.

Por Molly Kinder
Versão em Português: Mônica Brito

quarta-feira, 22 de maio de 2013

INFOGRÁFICO: Como vencer a luta contra a desnutrição mundial

Nossa campanha para iniciar uma revolução alimentar mundial e colocar a nutrição firmemente na agenda dos líderes mundiais está realmente ganhando velocidade.

Incríveis 267.000 pessoas adicionaram suas vozes até agora e como a reunião de líderes para uma cúpula pela nutrição acontece em apenas algumas semanas, eles terão que nos ouvir.

Nosso infográfico conta a história de como a subnutrição está afetando todos nós, não importa onde vivemos.

Por favor,  compartilhe e se ainda não o fez, adicione o seu nome agora à nossa  Revolução Alimentar.

A Luta Contra a Desnutrição


Este ano, mais de 2 milhões de pessoas morrerão porque estão obesas.

Enquanto mais de 2 milhões de crianças morrerão de desnutrição.


Estamos perdendo a luta contra a desnutrição. Esta é uma luta de proporções globais.

43 milhões de crianças com menos de cinco anos estão agora obesas ou acima do peso. Mas na África, 40% das crianças são tão cronicamente subnutridas aos cinco anos de idade que nunca irão se desenvolver totalmente física e mentalmente.

É tempo de aderir à luta contra a desnutrição global. Se o problema é supernutrição ou desnutrição, a causa é universal: ALIMENTO.

De Birmingham a Bamako uma dieta saudável, balanceada, repleta de nutrientes é fundamental para nossa saúde e produtividade.

Sabemos que investir em agricultura é um dos melhores caminhos para lutar contra a pobreza.

O tempo de agir é agora. O mundo precisa colocar a nutrição no centro da agenda.

Os líderes mundiais vão encontrar-se no Reino Unido em junho para a maior Cúpula sobre Alimentação e Nutrição. Este momento apresenta uma oportunidade histórica para salvar milhões de vidas. Se nossos líderes agirem, 25 milhões de crianças podem escapar da desnutrição crônica até 2016.

Visite ONE.org/food e participe hoje da luta pela Nutrição Global.

Por Helen Hector
Versão em Português: Mônica Brito

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Por que Jamie Oliver quer que você se junte à revolução alimentar global.


Eu quis tirar um tempo para escrever para você sobre uma coisa que está em meu coração – comida. Mas não está só no meu, mas no coração de cada família e tem um espaço prioritário em nossos lares.Ela nos vincula as melhores partes da vida.

Mas neste momento nós estamos vivendo uma terrível realidade. A comida que comemos – por frequentemente carecer dos nutrientes adequados - está nos matando! Estando na Tanzânia ou no Texas, ter acesso a alimentos nutritivos para você e sua família se tornou uma batalha diária. Nós estamos famintos de educação alimentar e, como resultado, não sabemos o que é bom para nós e o que já não é mais.

Só neste ano mais de 2 milhões de pessoas irão morrer de obesidade, enquanto quase 2 milhões de crianças irão morrer de desnutrição. Isto é inaceitável, e algo tem que ser feito.

A campanha ONE e o meu Dia da Revolução Alimentar (Food Revolution Day - em inglês) tem muito em comum. Primeiro, nós não ficamos quietos. Nós nos recusamos a sentar e deixar coisas como esta continuarem. Nós espalhamos as notícias e recebemos mensagens sobre boa educação alimentar e práticas alimentares por aí, tanto localmente quanto globalmente.
Em algumas semanas os líderes do mundo irão se reunir em uma discussão sobre alimentação, então precisamos formar uma voz – muito alta, muito forte. Esta é a chance de fazer a diferença, pessoal. Está na hora dos líderes mundiais perceberem que o que estamos comendo está nos matando, e eles têm poder de parar isso. Comida está no topo da minha lista, está no topo da sua, e está na hora de ir para o topo da lista deles.

Esta é a mensagem que estamos enviando a eles: Líderes mundiais, ajudem 25 milhões de crianças a atingirem todo o seu potencial fazendo um comprometimento mensurável para reduzir a má nutrição crônica até 2016.

Eu não sou médico. Eu sou chef. Eu não tenho equipamentos médicos caros. Eu só uso informação, educação e minha voz. Então eu preciso que você se junte a mim se quisermos ser ouvidos.
Esteja você lutando contra pobreza e fome  ou obesidade e doenças relacionadas a dieta alimentar, nós precisamos mudar o jeito de pensar sobre comida. Esta é a hora de uma revolução alimentar. Nós podemos salvar milhões de vidas.

Junte-se a mim pedindo que nossos líderes façam da nutrição uma prioridade hoje.


Por Jamie Oliver
Versão em Português: Silvia Pazin

quinta-feira, 2 de maio de 2013

PETIÇÃO: Junte-se à revolução alimentar!


RESUMO:

O que comemos está nos matando - porque falta os nutrientes adequados. Só neste ano mais de 2 milhões de pessoas morrerão como resultado da obesidade e mais de 2 milhões de crianças morrerão de desnutrição.

Isto é simplesmente insano!

Em algumas semanas, líderes mundiais estarão reunidos e temos a chance de fazer a diferença. Vamos assegurar que eles não falem apenas, mas ajam.

É hora de uma revolução alimentar. É hora de salvar milhões de vidas.


LEIA A PETIÇÃO

Caros líderes mundiais,
Ajudem 25 milhões de crianças a atingirem todo seu potencial, assumindo compromissos mensuráveis ​​para reduzir a desnutrição crônica em 2016.



Compartilhe.

Versão em português: Li Lima

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Petição - Crise Alimentar na Região do Sahel


Resumo:
Mais de 18 milhões de pessoas na região do Sahel (África Ocidental e Central) estão enfrentando uma terrível escassez de alimentos. O mundo sabe como parar esta crise cíclica, mas ainda permite que se repita.
Seis países da região já tem projetos aprovados de longo prazo para dar às pessoas e  suas famílias as ferramentas necessárias para tirá-las da fome e pobreza extrema. Alguns dos países mais poderosos do mundo se comprometeram a financiar esses planos. Mas a menos que ajam imediatamente, esses planos vão acumular poeira.


1.  Leia a petição:

Caros Líderes Mundiais,
Ao financiar o urgente Apelo Humanitário da ONU para a região do Sahel, por favor também apoiem seus planos de investimento de longo prazo em Agricultura, para ajudar a acabar com o ciclo de crise.


Versão em Português: Li Lima


segunda-feira, 18 de junho de 2012

A primeira petição da ONE na África entregue ao Presidente Kikwete da Tanzânia


“A agricultura é o futuro. A fome deve ser entregue à história.”
Um grupo de pequenos agricultores e cidadãos comuns africanos marcharam para a Casa do Estado (State House) na Tanzânia, para entregar uma petição assinada por mais de 16.000 membros africanos da ONE. Foi a primeira vez que o Presidente Kikwete da Tanzânia recebeu ampla petição do continente, e a primeira vez que a ONE entregou uma petição em solo africano.
Membros da ONE e organizações parceiras marcham para State House
O Presidente Jakaya Kikwete capturou a alma do evento, quando explicou sua importância, dizendo:
“É importante porque nos lembra de que a Agricultura é o sangue vital do nosso país, sustentando nosso povo nas cidades e vilas e satisfazendo suas necessidades básicas.”
Dra Sipho Moyou apresenta a petição ao Presidente Kikwete
Mrisho Mpoto (MJOMBA) um famoso poeta do Leste Africano, concordou:
“A fome não é aceitável. A fome faz com que as pessoas sofram, afeta o crescimento mental da criança, diminui a honra da família e da nação. Os líderes mundiais têm um papel a desempenhar. Investir na agricultura, apoiar a geração futura e alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. ”
A petição apela aos líderes africanos para oferecerem maior segurança alimentar aos africanos comuns, investindo mais no apoio aos pequenos agricultores. A ANSAF (Fórum Não Estatal de Agentes Agrícolas), que tem sido parceiro fundamental na Campanha Fome Nunca Mais, também estava presente.  Ativistas apelaram ao Presidente Jakaya Kikwete para assumir a liderança do investimento em agricultura sustentável, estabelecendo o padrão para outros Chefes de Estado Africanos.  
Dra. Sipho S. Moyo, Diretora ONE na África, disse:
“Se você quer reduzir a pobreza, você precisa ir onde a pobreza está. A redução da pobreza significa concentração de investimentos para pequenos produtores, a fim de empregar mão de obra local, abastecer os mercados locais e investir o lucro nos mercados locais, o que cria efeitos multiplicadores na economia rural, melhora a autossuficiência dos alimentos locais e reduz a desigualdade rural.
Por isso o compromisso de governo do presidente Jakaya Kikwete de continuar a construir um ambiente favorável aos pequenos agricultores, é encorajador. Atualmente, apenas 7 países africanos mantiveram sua promessa de fazer 10% - este número deve aumentar até o décimo aniversário em 2013, e estamos muito satisfeitos pela Tanzânia estar liderando o caminho.”
A petição também desafia os líderes africanos para demonstrarem a sua determinação na luta contra a fome e outros problemas relacionados à agricultura no continente por:
  • Segmentação de investimentos em pequenos proprietários agricultores (especialmente mulheres) e incentivo de recursos sustentáveis privados para o desenvolvimento agrícola;
  • Cumprimento da Declaração de Maputo 2003 sobre a agricultura, que exigia orçamento de 10% atribuídos a Agricultura e Desenvolvimento Rural;
  • Melhorar a transparência e responsabilidade nos processos de orçamento e despesas para alcançar o progresso na Declaração de Maputo e o Programa de Desenvolvimento Agrícola Global que pode ser monitorado.
A petição é parte de uma campanha liderada pela ONE na África, ANSAF e outros parceiros africanos com destaque para a importância da agricultura na África Subsaariana, onde mais de três quartos dos pobres vivem fora dos centros urbanos e dependem da agricultura para sua subsistência.
Audax Rukonge, diretor Executivo da ANSAF disse:
“MKUKUTA e o Plano de Desenvolvimento em Cinco Anos da Tanzânia obrigam o governo a combater a insegurança alimentar e a pobreza, entre outros. No contexto da Tanzânia e, provavelmente, na maioria dos países africanos, a pobreza é um fenômeno rural e a agricultura é o principal meio de subsistência. A Tanzânia pode atingir algumas metas do Desenvolvimento do Milênio, bem como as metas de MKUKUTA se investir na agricultura e nos agricultores e, em particular, nos pequenos produtores. Aumentemos a participação da agricultura que beneficia os pequenos agricultores e transformemos o setor para o crescimento econômico com equidade.”
Estudos mostram que em 2010 a agricultura contribuiu com pelo menos 24% do PIB da Tanzânia, responsável por 60% do seu trabalho e contribuiu com 34% de suas exportações. Isso era muito mais do que os 17,3% contribuídos pela Manufatura, 28,2% pelos minerais e 22,5% pela indústria de turismo. A importância estratégica da agricultura para a luta contra a pobreza na Tanzânia é; portanto, indiscutível.
O potencial para a agricultura na Tanzânia e em toda a região é imenso – os investimentos agora podem garantir que a agricultura ajude a liderar a transformação econômica do continente. Atualmente, a Tanzânia gasta cerca de 7% do seu orçamento com a Agricultura. Quase dez anos atrás os líderes africanos fizeram uma promessa histórica ao seu povo, - especialmente, àqueles entre os mais pobres – que era o de gastar pelo menos 10% do orçamento na agricultura e agropecuária. Poucos têm mantido essa promessa. Antes do 10° aniversário, todos eles o fizeram como parte de outras melhorias para vencer a fome e aumentar o bem estar em toda a África.
Seguindo o evento da ONE hoje, os parceiros irão levar a campanha para os próximos eventos regionais, incluindo a Cimeira da União Africana em Malawi em Julho.
Um grande obrigado a todos os membros ONE que assinaram a petição. Com sua ajuda nós realmente estamos fazendo a diferença!
Por Wangui Muchiri
Versão em Português: Monica Brito

quinta-feira, 5 de abril de 2012

A Fome foi declarada encerrada na Somália, mas não percamos de vista o que está em jogo.

Em 03 de fevereiro a fome na Somália foi declarada encerrada. “Isto não é motivo para celebração”. E eu não poderia concordar mais. Se você pensar a respeito, a definição técnica de fome é mais de 2 adultos ou 4 crianças abaixo de 5 anos para cada 10.000 morrendo diariamente por falta de acesso a comida e água. Então pessoas podem ainda estar morrendo, apenas menos famílias ainda vivem em extrema dificuldade. Mesmo que não haja fome, não significa que não haja crise de alimentos.  Nós claramente não resolvemos a questão.
Para começar, muitas pessoas na Somália e partes da região do Chifre da África ainda estão em risco, enquanto a situação na Etiópia e Kenia estão estáveis. Ao redor do Chifre ainda há 10.4 milhões de pessoas em dificuldade. Na Somália são 2.3 milhões em risco e 1.4 milhões necessitando de assistência urgente. Para atender esses Somalis que precisam, há um novo Processo de Apelo Consolidado da ONU 2012 (CAP). Apesar de revisado algumas vezes,  está em efeito desde setembro de 2011. De algum modo, 5 meses mais tarde, em fevereiro de 2012, do apelo de 1.4 bilhões de dólares apenas 7% foi doado para a Somália e 16% para o Chifre da África. Será que realmente esquecemos nossas lições aprendidas com tanta dificuldade tão rápido?
Não há dúvida que a fome poderia ter sido evitada se os doadores tivessem respondido mais rápido. A campanha da ONE “Fome Nunca Mais” salienta que a seca é inevitável, mas a fome não. Nós temos os sinais de alerta com antecedência , os avisos foram dados, mas as ações novamente são muito lentas.
Esperamos que a Conferência sobre a Somália organizada pelo Reino Unido em 23 de fevereiro ajude a escrever uma melodia diferente. Apesar da maior parte da conferência ser dominada por preocupações em segurança, há uma plataforma dedicada ao enfrentamento de assuntos humanitários onde espera-se que David Cameron saliente a necessidade de avanço contínuo e sustentável. As ONG’s também estarão mobilizadas alguns dias antes para manter a pressão.
Dinamismo e pressão são exatamente o que falta. Em adição a atual crise na Somália e região do Chifre, a costa oposta da África está sob ameaça de outra crise de alimentos. A situação não foi mensurada ainda, mas o que estamos esperando? De acordo com a Time, um terço da população em Sahel - região semi-árida que se estende pela África ocidental – estão em risco de fome.
Mas isto não é novidade. Fome para muitas pessoas no oeste da África é crônica e ocorre a cada ano durante a estação da fome. Isto apenas reforça a necessidade de investimentos de longo prazo em agricultura – exatamente como prometeram os doadores na Cúpula do G8/2009 em L’áquila,  e os governantes africanos em investir em sua própria população.
A ONE continuará a cobrar dos doadores o cumprimento das promessas de incrementar os investimentos em agricultura, segurança alimentar e nutrição. Antecipando os alertas de crises iminentes de alimentos e fazendo investimentos inteligentes em soluções de longo prazo, podemos juntos quebrar o ciclo da pobreza.
Por Emily Alpert
Versão em Português: Li Lima

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Fome Nunca Mais na África

Além de ser uma época para ser feliz, esta é também tradicionalmente uma temporada para doar. Como estamos encerrando o ano, nós da ONE na África estamos questionando você a pensar nas 13,3 milhões de pessoas no Chifre da África que ainda enfrentam a fome extrema. Se esse pensamento te deixa inquieto, você é exatamente a pessoa que deve se juntar à ONE na África de hoje, juntamente com nossos parceiros a Aliança Nacional contra a Fome e Desnutrição na Nigéria e o Fórum ‘Agricultural Non State Actors,’ na Tanzânia, como o nosso lançamento da campanha Fome Nunca Mais na África.

Essa campanha será focada em desafiar os líderes africanos para demonstrar sua determinação na luta contra a fome e os outros problemas, no continente, relacionados à agricultura por:

  • A reunião de líderes africanos para cumprir a Declaração de Maputo 2003 sobre Agricultura, que pediu 10% dos orçamentos para serem atribuídos à Agricultura e ao Desenvolvimento Rural;
  • Alvo de investimentos em pequenos agricultores (especialmente mulheres) e encorajamento sustentável de recursos privados para o desenvolvimento agrícola;
  • Uma chamada para os Líderes Africanos serem transparentes e prestarem contas sobre os progressos alcançados na Declaração de Maputo. 
Como parte da campanha, também lançamos um vídeo (em inglês)  apresentando uma série de estrelas africanas, incluindo Didier Drogba, Nameless, Habida Malooney, John Allan Namu, Sauti Sol, Camagwini, Tumisho Masha, Dady Owen, Omotola Jalade e Sipho Mabuse. Com a ajuda deles pretendemos chamar a atenção do mundo mais uma vez para este problema crítico.
A agricultura é vital para as economias africanas, onde 70% da população baseia seu sustento do solo. Ao mesmo tempo, o desenvolvimento da agricultura é fundamental para a redução da pobreza, a segurança alimentar está vinculada aos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) e, especialmente, MDG-1, que é erradicar a pobreza extrema e a fome. Esta campanha pretende elevar esta questão na agenda política global e pública porque há uma poderosa conexão entre a Crise do Chifre da África e a Agricultura, e é uma vergonha que ainda se debata a fome no século 21. Precisamos também ajudar a garantir que os Governos Africanos mantenham as promessas que fizeram para que possamos quebrar o ciclo da fome no continente.

Enquanto a crise de alimentos no Chifre da África tragicamente ilustra os impactos da seca e conflitos, também traz à tona os efeitos de negligenciar a agricultura e os sistemas alimentares locais. Relatos de uma crise alimentar emergente na região do Sahel destacam o quão importante é esta questão.

Visite one.org/africa, assine a petição, e vamos acabar com a fome.
Por Dr Sipho Moyo
Versão em Português: Monica Brito

domingo, 25 de dezembro de 2011

Afinal, eles sabem que é Natal?

Não havia Music Television, celulares,  redes sociais, mensagens instantâneas...escrevíamos cartas, mandávamos telegramas, pagávamos caríssimo por nossos amados LPs, fitas K7, pelas revistas de rock e letras das músicas... era um tempo ao qual muitos dos que nos lêem hoje, mal conseguem vislumbrar. No espaço de uma geração a humanidade deu um salto tecnológico tão impressionante que eu mal consigo acreditar.
Eu era uma menina muito curiosa e impressionada com o admirável mundo novo (para aquela época) que via a minha frente. Quando me deparei com esse vídeo, soube que era um divisor de águas em minha vida,  soube que não me conformaria com o mundo como ele era e que tinha obrigação moral de fazer algo para mudá-lo. Que tolinha.
Mas tenho a honra de dizer que devo tudo o que sei a esta música. E também o embaraço de assumir que minha geração não conseguiu mudar aquele quadro, tímida por ouví-la e admitir que continua tão vergonhosamente atual.
Apesar do salto tecnológico gigantesco, neste exato momento, há pessoas morrendo de fome.


“How long must we sing this song?”




“Every generation gets a chance to change the world”.



Letra de Bob Geldof- traduzida:

"É Natal,
Não precisa ter medo
No Natal,
Nos alegramos e esquecemos as tristezas
E no nosso mundo de fartura
Podemos expressar um sorriso de alegria
Abrace o mundo neste Natal

Mas, faça uma prece
Ore pelos outros.
No Natal é difícil,
Mas, enquanto você está se divertindo
Há um mundo do lado de fora da sua janela
e é um mundo de dor e medo
Onde a única coisa que flui
são amargas e dolorosas lágrimas
E os sinos do Natal que tocam lá
São os repiques da ruína
Bem, esta noite, agradeça a Deus por ser eles
Ao invés de você

E neste Natal não haverá neve na África
Este ano, o maior presente que eles receberão é a vida
Onde nada jamais cresce
Onde não há chuva nem rios
Afinal, eles sabem que é Natal?

À sua saúde, brindemos a todos
À saúde deles, debaixo daquele sol escaldante
Afinal, eles sabem que é Natal?

Alimente o mundo
Diga-lhes que é Natal"




Por Li Lima

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Uma história diferente para contar

Para aqueles de nós que cresceram na década de 1980, a palavra "fome" é quase sinônimo de Etiópia. Em 1984 e 1985, imagens de centros de alimentação lotados e bebês emaciados, da província de Tigray na Etiópia, foram marcadas na memória do público.

Link para o vídeo: (Em inglês) http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=Iri9Y4A5YfI

Muitas dessas imagens foram obras de Mohammed Amin, o lendário fotojornalista queniano que foi um dos primeiros estrangeiros a viajar para Tigray em 1984. As fotos de Amin ultrajaram do mundo. O que se seguiu foi o Live Aid, Band Aid, e uma resposta internacional que por fim salvou milhões de vidas.

Salim Amin se encontra com uma família em Tigray. Foto @Chip Ducan


Algumas semanas atrás, eu voltei para Tigray com o filho de Mohammed Amin, Salim. Graças a mais de duas décadas de investimentos em agricultura, a Tigray que vemos hoje é uma que o pai de Salim mal reconheceria. Quase 20 por cento da terra na região é agora irrigada (comparado aos 6 por cento em nível nacional), ou seja, muitos agricultores não estão mais à mercê das chuvas erráticas. E 1,4 milhões de famílias estão participando do Productive Safety Net Program (Programa de Rede de Segurança Produtiva), que dá transferências de alimentos ou dinheiro para famílias vulneráveis em troca de trabalho em projetos comunitários. E mais, nova tecnologia e apoio aos agricultores que cultivam tef (um tipo nutritivo de grãos), a colheita de mel e criação de gado estão ajudando as pessoas a aumentar os seus rendimentos para um dia se graduarem da rede de segurança.

Durante a visita conversamos com dezenas de pessoas que estão se beneficiando com esses programas. Pessoas como Berimu Gebre-Micheal, que pode cultivar vegetais, agora que seus campos são irrigados, proporcionando renda adicional e de alimentos mais nutritivos para seus dois filhos. E há Kelelom, uma fazendeira de tef que perdeu seu pai em 1984. Ela aumentou seus rendimentos graças a melhores sementes, métodos de plantio e melhor acesso aos mercados.

Hoje, as histórias de Berimu e Kelelom são tão críticas como as fotos de Mohammed Amin eram em 1984. Porque 27 anos depois do mundo dizer nunca mais outra vez, outra fome está devastando a Somália. Especialistas alertam que esta poderia matar 750 mil pessoas nos próximos meses. A campanha da ONE, Hungry No More (Fome nunca mais), está chamando os líderes mundiais para pôr fim à fome para sempre, investindo na solução de longo prazo: a agricultura Africana.

Tigray é um modelo para o que acontece quando os governos investem em soluções de longo prazo à seca e insegurança alimentar. Você pode conferir o vídeo de Salim no player acima e assine nossa petição aqui.

Por Nora Coghlan
Versão em Português: Aline Dias

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

A palavra F

Eu sou conhecido por soltar o palavrão ocasional, mas a palavra F mais ofensiva pra mim não é aquela vai f*** e sim F**** - a FOME que está acontecendo na Somália.

É claro que é complexo, e as soluções são difíceis – especialmente na Somália onde não houve um governo formal por 20 anos. Mas isso não é desculpa para que o mundo vire a cara. A maioria de nós (felizmente) não tem nenhuma experiência de fome, mas sabemos o que é perder alguém que se ama. Cada uma dessas 30 mil crianças era filha ou filho de alguém, irmã ou irmão de alguém. Se você olhar para os relatórios do Chifre, há histórias de mães tendo que decidir qual criança alimentar e qual deixar morrer; mulheres deixando os corpos de seus filhos à beira da estrada, enquanto andam por semanas em busca de comida e água para aqueles que ainda estão lutando pela vida.

A história mostra que há maneiras de evitar que a seca se torne fome, apesar de ser complicado. Então, confira o filme e assine a petição da ONE para os líderes mundiais, exigindo que eles cumpram as promessas já feitas, investindo em ações comprovadas para trabalhar... sistemas de alerta... irrigação... sementes resistentes à seca... e, claro, paz e segurança. No ONE.org há mais explicações e informações. E enquanto a ONE não solicita doações, se você quiser doar dinheiro, você pode encontrar links para outras organizações que prestam assistência de emergência ao Chifre que precisam de todo apoio que podem obter.

Este artigo apareceu pela primeira vez no The Huffington Post





O novo filme da ONE A palavra F: Fome é a real imoralidade não é um típico apelo emocional de emergência. É sobre focar os holofotes da mídia a respeito da tragédia que se desenrola. É sobre a construção de apoio político nos EUA e ao redor do mundo para as intervenções que irão cessar o sofrimento de hoje e romper o ciclo da fome no futuro. Mais que isso, é a respeito de tomar medidas – porque a fome é feita pelo homem.

Seca, violência e instabilidade política tem convidado o impiedoso a morte numa escala que não tínhamos visto em 20 anos... mais de 30.000 crianças morreram em apenas três meses. As fotos de Dadaab parecem um pesadelo de séculos passados. No entanto, este é o século 21 e essas fotos são reais e, em geral, invisíveis. A crise de alimento no Chifre da África é nada menos que uma catástrofe humanitária, mas está tendo cada vez menos atenção do que as últimas separações e maquiagens de Hollywood.

Por Bono
Versão em Português: Monica Brito 

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Progresso - Graças a você!

Graças a sua ação na luta contra a fome no Chifre da África, os lideres mundiais estão respondendo a pressão pública e vindo a frente para ajudar a acabar com a fome.

220.000 pessoas assinaram nossa petição apelando para que os governos forneçam o financiamento total e imediato para a crise da fome. Desde o inicio da nossa campanha há dois meses, um adicional de 700 milhões foi autorizado para a crise, e mais de 970 milhões foram prometidos, incluindo acréscimos da Austrália, Alemanha, União Européia, países Africanos entre outros.

No ultimo sábado, o nosso CEO abordou e apresentou à Cúpula de Emergência das Nações Unidas a petição que você assinou. “Embora a seca seja uma ação da natureza, a fome não é. Mais de 200.000 dos nossos membros uniram suas vozes em uma petição global pedindo para os lideres mundiais agirem agora”, declarou ele.

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Mas não podemos perder o impulso. A ONE continuará a campanha sobre essa questão vital. Nós vamos aumentar nossa pressão sobre os lideres dos países ricos, quando eles se encontrarem na reunião do G-20, exigindo que eles cumpram suas promessas de garantir que as pessoas em toda a África não tenham mais fome. Fique atento com a nova fase da campanha que será iniciada na próxima semana com importantes apoios. 


Por Stuart McWilliam
Versão em Português: Deise Oliveira