sábado, 1 de março de 2014

Cúpula de Energia começa com uma visita surpresa de Bono

Membro ONE Vivian Onano e Bono. Crédito Foto: Ralph Alswang.
Surpresa!

No pontapé inicial da Cúpula 2014 de Energia da ONE em Washington, D.C., na tarde de 22 de fevereiro, um suspiro coletivo – e aplausos – encheram o ar quando o cofundador de nossa organização, Bono, subiu ao palco para reunir seus soldados.

O momento em que os membros ONE descobriram que nosso convidado surpresa era Bono:



A aparição de hoje foi de Bono no primeiro evento anual, que reúne funcionários da ONE e os 200 principais líderes voluntários de todos os EUA, para treinamento de advocacia e uma viagem ao Capitólio para pressionar em torno de nossa campanha contra a pobreza energética.

Os participantes da Cúpula deste ano vieram de 43 estados e incluem estudantes universitários, líderes de fé, blogueiros da ONE Mom, parceiros e nossos líderes distritais do Congresso (CDLs sigla em inglês).

Depois de surpreender o grupo, entrando na sala e perguntando se alguém precisava de um "CDL de Dublin", Bono se sentou para uma entrevista com a membro da ONE, Vivian Onano, uma líder estudantil da Carthage College, que cresceu no Quênia.

Onano perguntou a Bono se a ONE tem atendido suas expectativas ao longo da última década. “Eu nunca esperei que fosse tão legal”, ele brincou e, em seguida, acrescentou: “O que vocês estão fazendo é um grande negócio”.

Durante sua meia hora no palco, Bono falou francamente com o grupo como um companheiro ativista. Com a charmosa (e serena!) Onano, ele discutiu vários destaques das realizações ONE e por que a organização foi fundada na esteira do movimento de redução da dívida que ajudou os governos africanos a colocarem mais de 51 milhões de crianças na escola.


Bono falou sobre os primeiros dias da luta pelo financiamento contra a AIDS, a criação do PEPFAR e o momento “aha!” que teve com o ex-senador dos EUA, Bill Frist, que ressaltou a importância de campanhas de base. No final, “é preciso movimentos sociais para mudar as coisas”, disse Bono.

Bono também falou sobre a importância do trabalho ONE na luta contra a corrupção e pela transparência nos setores de petróleo e mineração, criticando o Instituto Americano do Petróleo por mover ação judicial para bloquear regras pró-transparência, as quais os ativistas ONE fizeram campanha com sucesso e ajudaram a transmitir.
Ele também falou sobre a importância do setor empresarial como um parceiro na luta contra a pobreza e chamou a atenção para a (RED), divisão da ONE, que tem parceria com empresas como a Apple e Starbucks, e gerou mais de 250 milhões de dólares, até o momento, para o Fundo Global de Luta Contra a AIDS na África. “(RED) é a porta de entrada para o ativismo”, disse ele.

Onano também teve a oportunidade de compartilhar algumas de suas experiências com Bono e aqueles voluntários, particularmente, em torno de nossa campanha contra a pobreza energética. Ela falou como era crescer sem eletricidade confiável em sua casa na zona rural do Quênia e os impactos negativos que tiveram na saúde e educação da criança

Por sagacidade habitual de Bono houve algumas grandes tiradas e um pouco de humor autodepreciativo. (“Crescendo na Irlanda, havia certas coisas que você não poderia discutir em uma sociedade civilizada como: sexo, religião e política”, ele riu. “Isso é tudo o que eu queria discutir.”) Ele estava aberto e sincero sobre o seu desejo de expandir o alcance da ONE. Energia e anticorrupção estão na agenda política ONE e, dentro dos próximos 10 anos, ele espera ‘ver mais membros ONE ao sul do equador ao invés do norte.’

Após entrevista à Onano, Bono respondeu perguntas da plateia e eu tive a chance de perguntar a ele como nós, ativistas, podemos continuar a convencer os nossos concidadãos – e os funcionários eleitos – que os avanços feitos contra a pobreza extrema são reais e que o investimento na África é bom para a economia dos EUA e para nossa segurança nacional. Como manteremos a paixão pelo trabalho na equação quando muito da nossa pressão é baseada em resultados orientados por dados? “Não podemos esquecer que as estatísticas são as pessoas”, disse ele.

Como membro ONE que participou como voluntária da organização desde o começo, estou satisfeita por Bono ter tempo para se juntar a nós na Cúpula de Energia. Sabemos que ele conhece a África, sabemos que ele sabe dos números, sabemos que ele é influente, sabemos que ele é legítimo. E ele sabe que nós também somos. Obrigada, Bono!

Por Kristi Wooten
Versão em Português: Mônica Brito

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Montanhas Simien da Etiópia: incríveis fotografias em preto e branco

O fotojornalista alemão Mario Gerth capturou a paisagem incrível e dramática do norte da Etiópia nesta coleção deslumbrante de imagens em preto e branco.


Inclui fotos tiradas nas Montanhas Simien e nas igrejas escavadas na rocha de Lalibela. Mario percorreu mais de 350 milhas a pé e de burro por uma das regiões mais remotas da África. Ele encontrou monges orando com Bíblias de 600 anos e agricultores e pastores, cujos métodos não mudaram em milhares de anos.

Eu caminhei nestas montanhas, há alguns anos, e o grande vazio é capturado perfeitamente. Você pode caminhar por milhas e só ver as tropas itinerantes de babuínos Gelada e, de repente, encontrar um rapaz com um rebanho de cabras há milhas de qualquer aldeia.

Mas, apesar de bela, a região é extremamente pobre. O desmatamento e a erosão do solo são claramente visíveis e a vida nessas montanhas é difícil. A Fundação Fred Hollows é uma organização que trabalha na área para melhorar a saúde e a vista.

Se você viajar para a Etiópia tenha tempo para visitar as Montanhas Simien, mas tenha certeza que sua visita será em benefício da comunidade local e o meio ambiente, ao invés de explorá-lo. Há outros poucos lugares no mundo tão silenciosos e inspiradores.


Por Helen Hector
Versão em Português:Mônica Brito

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Reflexões sobre a minha corrida para ONE

Passaram-se 10 dias desde o final da prova Ultra África em Burkina Faso (Nota: postado originalmente em 28/11/2013). Eu completei muitas corridas desafiadoras, de multiestágio no deserto nos últimos anos, mas nunca demorou tanto tempo para me recuperar.

Meus pés ficaram com bolhas do segundo dia em diante como resultado do calor intenso e irregularidade do terreno. No último dia da corrida eu tinha infecções em ambos os pés, que pioraram durante os três dias após a corrida, durante a viagem de Banfora a Joanesburgo .

Mas esta é a vida para os participantes de eventos desportivos extremos, como corridas multiestágio no deserto. Não é o caso se vai ser um desafio ou não, mas sim quão bem seu corpo vai lidar com as circunstâncias. A parte triste dessa corrida, além dos problemas com os meus pés que senti o tempo todo, é que um corredor sem pés nas condições que encontramos em Burkina Faso é rapidamente relegado a alguém que se assemelha a uma tartaruga em movimento lento. E no final da corrida, eu não era nada mais do que uma grande tartaruga com dores terríveis. Felizmente terminei a corrida de cinco dias, de 213 quilômetros, e a cura dos meus pés está lentamente fazendo progresso.


David durante a corrida Ultra África
Eu dediquei a minha participação na corrida Ultra África 2013 para o trabalho da ONE na África. Durante cada dia da corrida destacamos um tema específico de interesse para o trabalho da ONE - tecnologia, saúde, energia, transparência e agricultura. Estas 5 questões são de especial relevância para um país como Burkina Faso, e, especialmente para a região sul-ocidental onde a corrida foi realizada. Além do calor intenso que caracteriza a área, serviços de governo e infraestrutura são quase inexistentes. Não há eletricidade e água corrente, dificilmente qualquer instalação de educação e de saúde funcionais, e a principal atividade econômica é a agricultura de subsistência. A vida diária é uma luta para a maioria, e as circunstâncias locais que testemunhamos durante a corrida destacaram os desafios que as pessoas ainda enfrentam em muitas partes da África, especialmente na área rural.

Apesar de Burkina Faso ser um dos países mais pobres do mundo e, portanto deve continuar a ser beneficiado pelo apoio internacional, é também um país rico em recursos minerais. Muitas empresas internacionais de mineração e outras estão ocupadas explorando oportunidades no país. O desafio para Burkina Faso, como para muitos outros países africanos, é em última análise, como utilizarão suas riquezas naturais para melhorar a qualidade de vida de seus cidadãos.

ONE dá crescente ênfase à transparência relacionada à conduta das empresas multinacionais, ao mesmo tempo, estimulando os governos africanos a serem mais "abertos" com relação a alocação de recursos em apoio às prioridades de desenvolvimento tais como saúde, educação e agricultura, são intervenções importantes para garantir que o produto das riquezas naturais da África, em última análise apoiem o desenvolvimento futuro do continente. Esta não uma tarefa fácil e vai exigir esforços sustentados pela ONE e por muitos outros membros da sociedade civil com interesses semelhantes.

Minha organização, a TechSoup Global, apoiará a realização do Acampamento Net2 no início de 2014, em Burkina Faso, que fornecerá às organizações locais da sociedade civil uma oportunidade estratégica para aprender mais sobre o poder e o potencial da tecnologia em apoio ao seu trabalho e ação cidadã .

Eu gostaria de agradecer a equipe da ONE em Joanesburgo e Londres por todo o seu apoio antes e durante a corrida, e as muitas mensagens de apoio e incentivo que as pessoas postaram pelo Facebook e blog  da ONE.

É uma honra ser associado da ONE África como membro do Conselho Consultivo de Política, e a oportunidade que tive de apoiar seu trabalho através da minha participação no Ultra Africa Race.

Já estou planejando minha próxima corrida de aventura no deserto e espero continuar a apoiar o trabalho da ONE e de outras causas dignas através da minha participação.

Mas, por agora , a minha corrida pela ONE terminou!

David Barnard é membro do Conselho Consultivo de Política da ONE África e Vice-Presidente da TechSoup na África. De 14 a 18 novembro de 2013 ele assumiu um incrível desafio:  o Ultra ÁFRICA Race em Burkina Faso.

Por: David Barnard
Versão em Português: Li Lima

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

AIDS: Bono agradece aos EUA pela liderança bipartidária



AIDS: Bono e The Edge aceitaram o Prêmio Visionário do Festival Internacional de Filmes de Palm Springs esta semana, em nome do U2, com um discurso sobre o poder do ativismo e a liderança bipartidária americana no fornecimento de mais tratamento antirretroviral aos pacientes com AIDS. Esta é a primeira vez que o prêmio foi dado a alguém que não é um cineasta, e Bono aproveitou a oportunidade para falar sobre o trabalho de advocacia de sua banda. O que se segue é uma transcrição do todo o discurso que Bono fez na premiação de gala na noite de sábado.

Eu acho que este é um prêmio para não se calar e para se manter no que você é bom. Este é uma espécie de prêmio por ser um chute no traseiro, não é? Isso é o que é. E nós entendemos que as pessoas acham insuportável quando os artistas se desviam para fora de sua caixa, mas para muitos de nós, nesta sala, esta é a definição de ser um artista, se afastar de sua caixa.

Vale ressaltar que mais pessoas vivem suas imaginações na Califórnia do que em qualquer outro lugar do mundo. Nenhuma outra geografia chega perto. As pessoas daqui gostam de fazer perguntas sobre o real, assim como do mundo imaginário, e isso, é claro, é o começo de ser chato. Exigir respostas é quando você melhora o status da dor no traseiro do ativista, embora algumas pessoas aqui consigam fazer a coisa ativista sem serem chatas.

É claro que estou pensando em Jane Fonda. Como não poderia? Estou pensando em Meryl Streep em “A Escolha de Sofia”. Steve McQueen desafiou a intolerância em toda a sua carreira. Idris Elba, Naomie Harris eram ativistas muito antes de tomar a grandiosa vida dos Mandela. Julia Roberts, antes de “Erin Brockovich”, era uma ativista e é uma ativista e uma estrela extraordinária de cinema, a definição de, eu diria. E nós gostaríamos de fazer pausa por um minuto para considerar o nosso Presidente, Tom Hanks, e o seu papel estigma que desafia, para mudar o jogo, em “Filadélfia”. E o que Matthew McConaughey fez novamente agora em “Clube de Compras Dallas”. Performances extraordinárias.

HIV/AIDS roubou várias vidas neste país. 650.000, para ser exato e 23 milhões de vidas fora deste país. O que pessoas como Harvey Weinstein e grupos como amfAR fizeram para o problema interno AIDS, ONE e (RED) e muitos outros estão tentando fazer para a crise global da AIDS. Nossa simples crença é a de que onde você mora não deve decidir se você vive.

Agora a nossa liderança nesta campanha perdeu um filho para uma doença. Seu nome era Nelson Mandela, o maior ativista de todos eles. Seu gênio era uma recusa a odiar, não porque ele não tinha experimentado a raiva, mas porque pensava que o amor poderia fazer um trabalho melhor. Sua inteligência era a de pôr de lado o tribalismo e o partidarismo, o tipo de partidarismo, eu acho que você vai concordar, que traiu esta grande nação e a grande ideia americana no coração dele, mesmo nos últimos anos.

É irônico que, seguindo o exemplo africano, americano e europeu, ativistas como os da ONE foram bem sucedidos no sentido de incentivar os Democratas e Republicanos aqui nos EUA a colocarem de lado suas diferenças e trabalharem juntos sobre o que está a transformar-se na maior intervenção de saúde na história da medicina. Obrigado, América.

Você provavelmente não sabe disso, mas agora existe 10 milhões de vidas no mundo em desenvolvimento salvas pela terapia antirretroviral e os contribuintes americanos pagaram por cerca de três quartos delas. Obrigado, América. 7.8 milhões de almas sensíveis estão vivas por causa de medicamentos contra a AIDS que os Estados Unidos da América pagam, e elas não estão apenas vivas, mas as permite prosperarem, terem filhos saudáveis, estarem vivas para educar essas crianças, para trabalharem, para contribuírem em suas economias. E nós estamos no ponto de inflexão – incrível poder dizer isso – estamos realmente no ponto de inflexão – se mantivermos a pressão.

Estamos ao alcance de declarar a primeira geração livre da AIDS. Que pensamento. Que pensamento para esta comunidade. E é até o ativismo desta geração, atores, diretores, produtores, músicos, mas também estudantes, médicos, enfermeiros, padres, pilotos da NASCAR, mães do futebol, executivos, ONGs, políticos, pessoas que simplesmente não costumam sair juntas, não apenas saindo juntas, mas trabalhando juntas. E isso é o que é preciso.

Edge e eu tivemos a nossa mente e os nossos valores moldados por alguns livros e escribas importantes, mas para nós, na verdade, eram os filmes e as músicas que acendiam o fogo e colocavam a nossa imaginação em um curso para conhecê-los esta noite. Então obrigado aos visionários nesta sala e todos sabem que uma visão sem uma promessa é apenas uma fantasia, e não estamos interessados nisso. Obrigado e boa noite.

Por: Malaka Gharib
Versão em Português: Mônica Brito

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

DIGA AOS LÍDERES EUROPEUS PARA COMBATEREM AS EMPRESAS FANTASMAS.


Empresas fantasmas só existem no papel. São empresas falsas criadas para esconder a identidade das pessoas que as controlam . Elas permitem que criminosos,  políticos corruptos e empresas duvidosas lucrem - ao roubar da África seus recursos tão necessários.

Ministros e parlamentares europeus estão considerando novas leis para reprimir as empresas fantasmas. Estamos pedindo a divulgação pública de quem possui e controla empresas e administradoras de fundos; armados com esta informação, os cidadãos serão capazes de erradicar a corrupção e ajudar a garantir que os recursos sejam usados ​​para combater a pobreza extrema, em vez de perdê-los em negócios desonestos.

Diga aos líderes europeus que se certifiquem de que todos possam acessar informações sobre quem realmente possui e controla companhias e administradores de fundos, para que possamos lutar contra as empresas fantasmas que ajudam a roubar bilhões de países pobres.

Prezados líderes europeus,


Por favor, reprimam as empresas fantasmas, garantindo que as informações sobre quem possui e controla companhias e administradores de fundos sejam públicos.

Assine a petição aqui.

Via ONE
Versão em Português: Li Lima

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Descanse em Paz, Madiba

"Algumas vezes, cabe a uma geração ser notável. Você pode ser essa geração notável. Deixe sua grandeza florir." 
Nelson Mandela.



domingo, 1 de dezembro de 2013

Relatório da AIDS 2013: Rastreamento do progresso global em direção ao começo do fim da AIDS


Desde o presidente Reagan "Mr. Gorbachev, derrube esse muro" ao presidente Kennedy " Nós escolhemos ir à Lua nesta década ", nossa história é marcada por discursos que tiveram um forte e duradouro impacto e sobre o mundo. Essas citações especialmente estão cimentadas em nossas memórias, e não apenas porque eram boas frases, mas porque os líderes que as proferiram, cumpriram suas palavras - fazendo o que parecia impossível, possível.

De muitas maneiras, quando cientistas, ativistas e líderes de todo o mundo começaram se unindo em torno da visão audaciosa de "o começo do fim da AIDS" em 2011, suas declarações inspiraram uma mistura de esperança e ceticismo. Claro que conseguir um ponto de virada nesta devastadora epidemia de décadas seria uma façanha incrível, mas era realmente possível ?

A partir de 2012, ONE estabeleceu escrever um relatório anual de responsabilidade, rastreando quanto (ou quão pouco) progresso estava sendo feito em direção a essa visão. E no relatório desta anoencontramos notícias animadoras : se as atuais taxas de aceleração forem mantidas, vamos alcançar o começo do fim da Aids até 2015.

Clique para ler o relatório (em  inglês)

Em outras palavras, pela primeira vez, vamos finalmente ficar à frente desta doença, adicionando mais pessoas ao tratamento antiretroviral do que estão sendo infectadas com o HIV. Não apenas durante nossa geração, mas em questão poucos anos.

Então o que está por trás de todo esse progresso? Você pode se surpreender ao saber que não é apenas o esforço ocidental, dirigido pelos doadores (embora seus investimentos ainda sejam muito importantes). Na verdade, pelo segundo ano consecutivo, os países de receita baixa e média estão fornecendo mais da metade do todo o financiamento global do combate à AIDS .

E esse progresso é sem dúvida mais visível em toda a África subsaariana: nossa nova análise mostra que 16 países africanos já alcançaram o começo do fim da AIDS, à frente das tendências globais. Nosso relatório analisa como países como Gana, Zâmbia e Malawi estão conduzindo a carga, combinando recursos de doadores com sua própria despesa doméstica em saúde e vontade política para mudar a maré em suas epidemias de AIDS.

Apesar de todos esses avanços, alcançar o começo do fim da Aids até 2015 não é uma conclusão precipitada. Na verdade, destacamos neste relatório uma série de obstáculos fundamentais que se interpõem no caminho de alcançar esta visão importante.

No momento em que o mundo está prestes a fazer conquistas históricas sobre esta doença, o financiamento dos doadores estabilizou-se e apenas seis governos africanos estão cumprindo suas promessas em matéria de saúde, deixando o financiamento da luta contra a AIDS menor em pelo menos US $ 3 a 5 bilhões de dólares anualmente. Enquanto isso, populações marginalizadas ainda são frequentemente incapazes de conseguir acessar os serviços de tratamento e prevenção, e a falta de transparência no sistema de financiamento do combate à AIDS torna difícil avaliar se os recursos adequados estão sendo gastos em intervenções mais eficazes.


O mundo está em luta contra esta doença por um longo tempo, e talvez seja inevitável que alguma sensação de esgotamento se estabeleça. Mas fazer o começo do fim da Aids uma realidade requer novos recursos, novo compromisso político e nova energia.

Esperamos que as conclusões deste relatório chamem a atenção para onde o mundo falhou coletivamente, mas também forneça uma fonte de encorajamento e inspiração. Se 16 países africanos já atingiram este ponto de virada, é preciso trabalhar mais para garantir que todos os países ao redor do mundo alcancem e superem este marco. Emprestando o discurso do Presidente Kennedy sobre a lua, que o desafio para acabar com a AIDS seja “aquele que estamos dispostos a aceitar, o que não estão dispostos a adiar, e o que pretendemos vencer".

Por favor, dedique alguns minutos para ler e compartilhar o relatório com os seus amigos, talvez até mesmo usar o status do Facebook  ou um tweet em apoio à causa se você gosta do que vê. Vamos saber o que você pensa sobre os resultados, e obrigado por nos ajudar a manter o ritmo enquanto chega o Dia Mundial de combate à AIDS em 1 º de dezembro.

Por Erin Hohlfelder
Versão em português: Li Lima