quinta-feira, 22 de novembro de 2012

A luta para salvar a Assistência ao Desenvolvimento da UE

Ao longo das últimas semanas, quando entramos na reta final da luta para salvar a Assistência ao Desenvolvimento da União Europeia, nossos membros de Bruxelas reforçaram nossa mobilização pública, em campanha para garantir que o financiamento de programas de Desenvolvimento sejam protegidos no próximo orçamento da UE .

Uma nova pesquisa com argumentos econômicos para investimentos da UE em Desenvolvimento, foi  apresentada aos embaixadores, conselheiros e funcionários de todas as representações permanentes aqui em Bruxelas; promovemos encontros de nossos membros, treinamentos de lobby, eventos “Escreve Cartas” por toda a cidade; enviamos centenas de cartas escritas à mão e milhares de e-mails ao presidente do Conselho Europeu Herman Van Rompuy, e até mesmo haikus! - (poemas curtos de estilo japonês).

E nesta noite, entregamos em mãos nossa petição Lifesaver para todos os 27 estados membros da UE, garantindo que a mensagem de 160.000 membros da ONE seja levada diretamente aos líderes europeus.

Nas horas finais que antecedem a Cúpula dos Líderes, temos mais alguns truques na manga para manter o desenvolvimento em foco. Caso ainda não tenha assinado, por favor, adicione  sua voz a nossa petição.

Por Erin Finucane
Versão em Português: Li Lima

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

GAVI na linha de frente da prevenção do câncer

Estou ansiosa para participar da Cúpula de Líderes Mundiais Contra o Câncer 2012 a ser realizada em Montreal, Canadá, em 27 de agosto. Esta será uma oportunidade para fazer um balanço de onde o mundo se encontra com relação à prevenção e tratamento do câncer e aprender mais sobre a ação de enfrentar os desafios existentes para eliminar o câncer como doença fatal para as gerações futuras.
Foto: Adolescentes andam da escola para casa em Makeni, Serra Leoa. Todos os anos cerca de 270 mil mulheres morrem de câncer de colo uterino e outras 500.000 recebem um novo diagnóstico; principalmente, em países em desenvolvimento. Seguras e eficazes contra o HPV (papilomavírus humano) vacinas estão disponíveis e podem prevenir 70% dos casos de câncer de colo uterino.
Fonte: Olivier Asselin/GAVI/2009.
Líderes da saúde, governo, setores empresariais e filantrópicos vão se reunir para discutir formas inovadoras de reverter a epidemia global de câncer e estou animada para fazer parte disso.

Desde 2000, a Aliança GAVI tem feito grandes progressos no apoio aos países de baixa renda frente ao combate às causas da morte entre crianças, como a pneumonia e a diarreia, acelerando a implantação de vacinas novas e pouco utilizadas.

Quando se trata da prevenção do câncer eu fico feliz em dizer que a GAVI também está fazendo a diferença nesta frente. Ao acelerar a introdução de vacinas contra a hepatite B, em países em desenvolvimento desde 2000, a GAVI ajudou a prevenir um número estimado de 3,7 milhões de mortes por câncer de fígado (causada por hepatite B).

Veja Também: Os sinceros agradecimentos da CEO da GAVI, Helen Evans.

O sucesso da GAVI na implantação da vacina contra a hepatite B, a primeira vacina contra o câncer, pode agora ser potencialmente reproduzida com vacinas contra o vírus do papiloma humano (HPV), a principal causa do câncer de colo do útero.

As mulheres nos países em desenvolvimento, muitas vezes, têm pouco ou nenhum acesso à triagem ou ao tratamento para o câncer de colo uterino; então, uma vacina que previne o HPV é muito mais importante.

O apoio da GAVI para as vacinas contra o HPV ajudará a proteger dezenas de milhões de meninas contra o câncer de colo uterino, que é a principal causa de morte por câncer entre as mulheres em países pobres. O que é mais perturbador sobre esse tipo de câncer é que ele atinge mulheres em seus quarenta e cinquenta anos, quando a sua contribuição para as famílias e a educação dos filhos é mais importante. E as crianças deixadas para trás não só são roubadas de sua mãe, mas muitas vezes têm uma chance menor de conseguir uma boa educação e receber os cuidados de saúde adequados.

Enquanto a GAVI pode assegurar preços acessíveis de fabricantes, esperamos começar a fornecer as vacinas aos países qualificados da GAVI prontos para implantá-las em nível nacional já em 2013. Países candidatos ao apoio da GAVI para executar um projeto de demonstração mais focada no HPV também precisam mostrar que sua estratégia de implantação da vacinação contra HPV em meninas de 9 a 13 anos é integrada como parte de um programa nacional de prevenção e triagem.

Com o crescente foco na prevenção do câncer de colo uterino, estou muito esperançosa de que a Aliança GAVI contribuirá, evitando milhões de mortes por câncer de colo de útero, através da vacinação e garantindo que todas as mulheres, onde quer que elas nasçam, possam ser protegidas contra esse tipo horrível de câncer.
Leia mais posts da GAVI no Blog ONE  aqui.

Pela Convidada Blogger
Por Helen Evans CEO Adjunta da Aliança GAVI
Versão em Português: Mônica Brito

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Agricultura

O Desafio

A Assistência ao Desenvolvimento para a agricultura tem diminuído ao longo das últimas duas décadas, deixando muitos países pobres mais vulneráveis ​​à fome e à pobreza. Na África Subsaariana especialmente, a agricultura tem sido marcada por baixa produtividade e baixo investimento, o que torna difícil para os africanos alimentar-se e ganhar renda com agricultura. O aumento dos preços dos alimentos em 2008 comprometeu ainda mais pessoas em nações pobres pois os preços dos alimentos importados como arroz, trigo, milho atingiram o pico. Isso, combinado com a crise financeira mundial, resultou em um impacto econômico devastador em famílias pobres, que frequentemente gastam pelo menos metade de sua renda em alimentos. Estima-se que em 2009 o número de pessoas famintas no mundo ultrapassou 1 bilhão. Apesar deste número ter decrescido ligeiramente (925 milhões em 2010), está prestes a subir novamente pois os preços mundiais dos alimentos estão 50% mais altos do que há seis meses, um aumento que pode durar anos segundo previsões de analistas e poderia conduzir milhões a pobreza e fome .

A oportunidade

Investimento em agricultura pode ser transformador, especialmente para os camponeses na África Subsaariana, onde o setor emprega cerca de dois terços da população e é responsável em média por um terço do PIB. As mulheres produzem de 60 a 80% dos alimentos na África subsaariana, e o Banco Mundial estima que o crescimento no setor agrícola é duas vezes mais eficaz na redução da pobreza, que o crescimento em outros setores. Este investimento vai ajudar as pessoas mais pobres do mundo a escapar da pobreza. Além de acelerar o crescimento econômico, o investimento na agricultura também permitirá que os países mais pobres do mundo alimentem melhor seu povo e resistam a choques futuros decorrentes de alterações nos preços globais de alimentos, mudanças de padrões climáticos e crises financeiras.
O acesso a ferramentas, fertilizantes, sementes e informações são urgentemente necessários para ajudar as comunidades a evitarem outra crise de alimentos. Redes de Segurança Social do tipo Programa Frente de Trabalho também são necessários para garantir que as famílias mais vulneráveis não empobreçam ainda mais. A longo prazo, a segurança alimentar e o crescimento e econômico exigirão investimentos significativos em agricultura e desenvolvimento rural. Com infraestrutura, melhorias na tecnologia e treinamento e acesso a serviços financeiros, os agricultores poderão beneficiar-se com aumento das colheitas e conexões mais fortes com os mercados domésticos, regionais e internacionais.

Versão em Português: Li Lima

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

As vozes que eu quero ouvir

Eu comecei este ano viajando pela África com Bono visitando lugares não visitados há uma década. Um deles era no norte de Gana. Gana é muitas vezes visto como uma história de desenvolvimento de sucesso. Ele tem uma democracia estável, rápido crescimento da economia e já atingiu o Objetivo de Desenvolvimento do Milênio de reduzir pela metade a pobreza extrema. Há rumores sobre o local – eles estão na estrada de saída da ajuda. Mas este sucesso não chegou a todos e o norte de Gana, em particular, se sente deixado de fora do progresso em todo o país, tal como aconteceu há uma década.

Nesta visita ao norte fizemos uma parceria com Jeffrey Sachs e visitamos o Distrito Kpasenkpe, onde conhecemos Fatahiya Yakubu, uma enfermeira de 24 anos, trabalhando duro para ajudar a comunidade. Ela é uma de apenas duas enfermeiras que servem 30.000 pessoas em seu consultório. Ela claramente poderia fazer com alguma ajuda, como poderia a toda comunidade.

É por isso que eu estou animado, pois o Departamento do Reino Unido para o Desenvolvimento Internacional já começou a trabalhar, a partir desta semana, em Kpasenkpe, através do método Aldeias do Milênio e com a Autoridade Regional de Desenvolvimento Acelerado Savvanah. O projeto  Aldeias do Milênio é uma experiência importante. Acompanhar uma aldeia e distrito em um período e trabalhar em todos os setores – investir na educação, agricultura, saúde, governança – ao mesmo tempo.

A abordagem não tem sido imune às críticas e muitas lições têm sido aprendidas ao longo do curso dos projetos Vilas do Milênio em outras partes da África.

Com base neste trabalho, é também crucial que este último programa para Kpasenkpe seja, de forma independente, rigorosamente fiscalizado através de controle aleatório, de dados disponíveis publicamente e os resultados publicados para que os contribuintes britânicos possam ver como seu dinheiro está sendo investido e quais resultados estão sendo ou não alcançados.

Ajuda por si só não é a resposta para o desenvolvimento – as políticas que promovem a transparência, a boa governança, o comércio, o investimento e o crescimento inclusivo são igualmente importantes – às vezes até mais. Mas a ajuda inteligente, estrategicamente utilizada, pode salvar vidas em curto prazo e ajudar a catalisar as comunidades e economias nacionais para prosperar em médio e longo prazo.

O tipo de monitoramento independente deste projeto Aldeias do Milênio será examinado para que se torne uma prática mais generalizada frente ao setor de desenvolvimento. No geral, a comunidade de desenvolvimento precisa se tornar mais parecida com o setor empresarial na forma de experimentar, enfrentar tanto o sucesso e o fracasso bravamente, correr riscos, ser empreendedora, aprender lições e se adaptar. Ajuda inteligente, do tipo que nós defendemos para a ONE, é um investimento que mede resultados, que se mantém responsável pela entrega, que oferece a melhor avaliação independente do que funcione e, mais importante, honra as lutas reais destes cidadãos, por se abrirem a respeito do que não funciona.

Como parte de nosso próprio compromisso, nós iremos acompanhar o andamento de Kpasenkpe e Fatahiye e outras comunidades e indivíduos em todo o continente. Queremos saber o que as heroínas como Fatahiya fazem a seguir e como elas irão aproveitar e obter as oportunidades que devem surgir como resultado, principalmente, de seus próprios esforços – apoiados por britânicos, de outros programas de ajuda às nações e outras políticas que abrangem assuntos como comércio e transparência. E queremos ouvir as suas preocupações e críticas ao projeto também. Nós publicaremos suas histórias neste blog.

Queremos dar a essas vozes vitais uma plataforma para que possamos levar suas opiniões diretamente aos líderes, como a reunião do G8, ou as Cimeiras Anuais da União Africana, e dar às pessoas mais pobres a oportunidade de dizerem aos líderes o que deveriam estar fazendo para ajudar a acabar com a pobreza extrema e a fome.

Estas são as vozes que eu quero ouvir. Espero que você também. Portanto, fique atento ao blog ONE para mais.

Por Jamie Drummond
Versão em Português: Mônica Brito

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Vozes Africanas: Memuna Sandow

Antes de me tornar deputada distrital em 2009, eu já estava trabalhando com a minha comunidade por anos, especialmente com as mulheres. Mas eu cheguei a perceber que, apesar do meu trabalho árduo, sem uma posição oficial, a minha capacidade para efetuar uma mudança seria sempre limitada.

Se você não é uma deputada, se você vai a qualquer lugar para dizer alguma coisa, eles irão lhe perguntar: “Quem é você?”. Mas tudo isso mudou quando fui eleita para representar as comunidades de Wulugu, Silinga e Nabari em âmbito distrital. Agora em qualquer escritório que eu quiser entrar, eu entro, e lhes digo a que eu vim para, e se eles podem ajudar ou não podem, que eles me deixem saber.
Memuna Sandow é deputada do Distrito Oeste de Mamprusi, norte de Gana.
Como uma de apenas cinco mulheres no grupo de 43 membros da assembleia, estou especialmente determinada a ter minha voz ouvida. Muitos homens na comunidade resistem à ideia de mulheres na liderança. Eles acreditam que, se uma mulher recebe a posição mais elevada, ela não irá respeitar o marido, ela será arrogante. Então, por causa disso alguns homens recusam que suas mulheres saiam e se transformem em líderes. E mesmo meu marido tendo me apoiado desde o início, sofri intimidações e insultos durante a campanha. Mas as mulheres da minha comunidade me ajudaram a perseverar.

Como um membro da assembleia, eu me reúno regularmente com as comunidades para saber o que elas precisam e depois advogo, em seus nomes, com o governo e outros potenciais patrocinadores. As comunidades rurais que eu represento tem uma população de 1700, mas nenhuma delas tem um centro de saúde, as escolas estão em condições precárias e faltam professores treinados, a eletricidade não está disponível e as fontes de água são inadequadas, especialmente durante a estação seca.

Nos próximos anos, pressinto as unidades de saúde a uma curta distância de todos, o abastecimento de água suficiente e acessível, e energia elétrica para permitir que as comunidades se conectem com o mundo. Hoje em dia, é computador em toda parte. Sem eletricidade, você não pode trabalhar em um computador. Você usa o computador para navegar, encontrar os amigos, para descobrir o que está acontecendo no mundo e até mesmo para encontrar fontes de apoio para as necessidades da comunidade.

A educação é um componente fundamental: eu quero ver edifícios escolares melhores dirigidos por professores treinados e comprometidos, de modo que todas as crianças, especialmente as meninas, possam ser habilitadas com a educação. Em última análise, são as mulheres que cuidam de suas famílias e comunidades. É tão importante capacitar e educar a menina. Se um menino recebe dinheiro, ele vai casar, ele vai beber. Mas se uma garota recebe dinheiro, se uma menina recebe boa educação, ela vai construir uma casa para a família, ela vai cuidar da família. Ela ainda vai cuidar de outras pessoas que chegam a ela.

Com contribuições de cidadãos africanos que vivem em comunidades afetadas pela extrema pobreza, a série ONE Vozes Africanas vai seguir o curso para dar uma melhor compreensão dos desafios do dia a dia que eles enfrentam e também para acompanhar as mudanças que ocorrem ao longo do tempo. Saiba mais em one.org/africanvoices (em inglês).

Este post foi gentilmente cedido pelo Projeto Aldeias do Milênio

Pela Convidada Memuna Sandow
Versão em Português: Mônica Brito

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

UNESCO concede prêmio vergonhoso

Tutu Alicante, fundador e diretor executivo da EG Justiça, uma ONG que se concentra em melhorar os direitos humanos e a governança na sua nativa Guiné Equatorial, relata sobre as últimas notícias a respeito do prêmio da UNESCO ao presidente Obiang.

Tem sido uma semana preocupante para aqueles entre nós preocupados com a corrupção e a má governança. E é um dia problemático para a maioria dos guinéu-equatorianos.
Na terça feira à noite, a UNESCO concedeu o prêmio controverso patrocinado pelo Presidente Obiang, da Guiné Equatorial, meu país natal. A decisão de fazer isso é uma vergonha à organização e um revés no esforço para pressionar a boa governança e a prestação de contas do governo na Guiné Equatorial.
O UNESCO - Prêmio Internacional Guiné Equatorial para Pesquisa em Ciências da Vida foi concedido, apesar de um clamor global sem precedentes de uma miríade de atores, incluindo os prêmios Nobel, os ganhadores do prêmio Cano, destacados intelectuais africanos e latino-americanos e figuras literárias, cientistas, profissionais de saúde pública, grupos de liberdade de imprensa e organizações da sociedade civil.
Muitos guinéu-equatorianos falaram bravamente contra o prêmio, assim como muitos outros africanos, incluindo campeões proeminentes da justiça social como o arcebispo Desmond Tutu, o vencedor do Prêmio Nobel Wole Soyinka e o renomado escritor Chinua Achebe. Suas vozes foram ignoradas pelos delegados da UNESCO, aparentemente mais preocupados em reforçar os seus laços diplomáticos e de negócios frente ao regime de Obiang e mais de pé com a falsa ideia de “Solidariedade Africana” do que com a defesa dos princípios defendidos pela UNESCO.
Ao avançar com o prêmio, a UNESCO está ajudando a lavar a imagem de um homem que, rigidamente, controla o poder desde 1979 e que aparece com a intenção de criar uma dinastia familiar por, eventualmente, entregar o poder ao seu filho. Aquele filho, comumente referido como Teodorín, é o objeto de uma investigação de corrupção nos Estados Unidos e é procurado sob um mandado de captura internacional emitido semana passada na França – o mesmo país em que a cerimônia de premiação ocorreu.
O objetivo declarado do prêmio UNESCO é “contribuir para a melhoria da qualidade de vida humana”. Tendo estado no poder por 33 anos, o Presidente Obiang teve tempo suficiente para melhorar a qualidade de vida humana dentro do meu país. No entanto, a grande maioria dos guinéu-equatorianos permanecerem atolados na pobreza, sem acesso confiável a água potável ou a bons cuidados de saúde. O Presidente Obiang, sua família e colaboradores mais próximos, por outro lado, apreciam estilos de vida escandalosamente luxuosos com o dinheiro obtido através da riqueza em petróleo da Guiné Equatorial.
A hipocrisia do prêmio é ainda delineada pela detenção, politicamente motivada, do Dr. Wenceslao Mansogo Alo, um médico muito respeitado em um país com poucos médicos qualificados. Dr. Mansogo, que também é ativista de direitos humanos e líder de um partido opositor, teve sua licença médica revogada e sua clínica fechada, apesar de receber um indulto do presidente Obiang em junho de 2012.
A perseguição ao Dr. Mansogo não é única: guinéu-equatorianos são mantidos em estado de medo por um regime que utiliza a prisão arbitrária, a perseguição e a tortura para intimidar vozes críticas dentro do país.
Em março, quando a UNESCO aprovou o prêmio, alguns dos 33 delegados da UNESCO que votaram a favor (18 votaram contra e seis se abstiveram) afirmou que o prêmio demonstrou que os países em desenvolvimento podem ajudar a si mesmos. Sim, isso é verdade. Eles podem. E eles deveriam. Mas os países em desenvolvimento não são ajudados por um prêmio que reflete a má governança.
Apesar do nome, este não é um prêmio apoiado pelo povo de Guiné Equatorial.
Este é o prêmio do presidente Obiang. Ele decidiu unilateralmente dar à UNESCO $3 milhões do Tesouro do Estado, em um esforço para polir sua imagem internacional manchada.
A decisão da UNESCO de suspender o prêmio em 2010 e 2011, em resposta à pressão esmagadora, era de abrir os olhos para muitos dos meus compatriotas homens e mulheres. Para, talvez, pela primeira vez, perceberem que o Presidente Obiang não era invencível. Isso abriu uma rachadura na fachada de seu regime todo poderoso.
Temo que a infeliz decisão geopolítica conduzida para atribuir o prêmio vá fechar essa fenda, extinguir o raio de esperança e dar raiz ao cinismo endurecido, onde guinéu-equatorianos acreditam que a comunidade internacional virou as costas para eles. Em certo sentido, a UNESCO já fez.
Siga a EG Justiça no Twitter:  @EGJustice

Pelo Convidado do Blog Tutu Alicante
Versão em Português: Mônica Brito

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Ajude a proteger a Assistência Internacional da UE para os mais pobres

No dia 30 de Agosto, Ministros e Secretários de Estado responsáveis pelos Assuntos Europeus reuniram-se em Chipre para discutir um dos processos mais importantes para o desenvolvimento atualmente na União Europeia: o orçamento para o período 2014-2020.

Graças ao apoio e campanha dos membros da ONE no ano passado, 51 Bilhões de euros foram propostos para a Assistência ao Desenvolvimento para as nações mais pobres do mundo. Mas esta proposta está agora sob ameaça, alguns governos querem cortar o orçamento geral da UE, nós precisamos garantir que a Assistência aos países em desenvolvimento não seja vítima dessas medidas de austeridade.

Para enviar uma mensagem clara para os líderes da UE para proteger a Assistência ao Desenvolvimento, a ONE lança a campanha Lifesaver. A campanha vai comemorar o fato de que todos na Europa salvam e podem continuar a ser salva-vidas, através do orçamento da ajuda da UE. Lifesaver apela aos líderes europeus e Ministros a declararem publicamente seu compromisso de priorizar a Assistência ao Desenvolvimento no próximo orçamento da UE para garantir que ainda mais vidas sejam salvas.

Graças à ajuda da UE, entre 2004 e 2009, 9 milhões de crianças puderam frequentar o ensino primário, mais de 5 milhões foram  vacinadas contra o sarampo, e mais de 31 milhões de pessoas passaram a ter acesso à água potável. Um orçamento de ajuda ambicioso da UE irá levar a resultados ainda mais expressivos.

A reunião é uma das últimas oportunidades para que os ministros compilem suas prioridades num documento que irá guiar todo o processo - um momento da verdade quando eles podem mostrar seu compromisso com a proteção às despesas com Assistência ao Desenvolvimento. Ajuda da UE fez uma diferença enorme, e precisamos garantir que continuem a desenvolver esse trabalho na luta contra a pobreza extrema.

 
Assine a petição:

No ano passado, nossos membros lutaram para incluir uma proposta de aumento no orçamento de Ajuda Internacional da UE . Mas esta proposta para salvar vidas está sob ameaça agora.

Por Johanna Stratmann
Versão em Português: Li Lima